segunda-feira, 31 de julho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #160

1 - The Handmaid's Tale x Game of Thrones: a diferença entre retratar e banalizar o estupro
Do Conversa Cult. A discussão é sobre como o seriado Game of Thrones banaliza a violência contra a mulher. Tenho alguns problemas em aceitar o argumento da autora, mas de toda forma, acho importante o debate. Como leitora de As crônicas de gelo e fogo, sei que o Martin tem uma motivação diferente dos produtores da série. Ainda não vi The Handmaid's Tale, vou ler o livro antes e comentarei a respeito.

2 - O que o correspondente do 'Guardian' descobriu após 5 anos no Brasil
Do José de Souza Castro no Blog da Kika Castro. Após a leitura, é impossível não pensar como o Brasil cresceu nos últimos tempos e como uma série de decisões voltadas à direita fizeram tudo ir por água abaixo. Ver o país regredir me dói muito.

3 - The ryse of dystopian fiction: from soviet dissidents to 70's Paranoia to Murakami
Do Eletric Literature. Um canal muito bacana sobre literatura. Esse texto, em especial, sobre distopias, tem muitas indicações bacanas de leitura, além de contar como o gênero teve início.

4 - Itabirito
Do Ramon Cota. O texto é muito mais sobre o encontro, o lar de verdade, que pode ser a cidade natal, como é no texto, a família, os amigos, um quintal. Onde o coração fica aquecidinho.

5 - O professor de histeria e a História
Da Agência Spotlight, sobre o jornalista e historiador que anda falando umas bobagens por aí, no microfone de uma rádio paulista. A Agência Spotlight vale muito a pena. Sempre textos excelentes.

6 - Loras Tyrell e a estereotipização de personagens LGBT em Game of Thrones
Do Nó de Oito. Há uma série de críticas para o seriado Game of Thrones no tratamento dos personagens LGBT. Esse texto fala disso. E fala bem.



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 28 de julho de 2017

De volta a NY - Parte 4

Do alto da High Line

Nosso terceiro dia em Nova York começou cedo. Porque a gente tem os fins de semana dos dias comuns pra levantar tarde. Férias é pra bater perna de cedinho até tardão.

O café da manhã foi na 7Eleven, que tem o melhor donut dessa vida, do qual eu já estava com muitas saudades. Leo não tinha gostado do café da manhã lá da vez anterior, e estava com o pé atrás. Porém, escolheu um sanduíche de atum e ficou bem satisfeito. Tomamos o café Vanilla do Starbucks, na versão gelada e engarrafada, vendida só em delis. Achei melhor que a versão de caramelo, mas inferior ao Caramell Machiato do amor, somente nas Starbucks. Tomamos o café na rua 34, sentados nos bancos de um prédio, vendo o corre-corre da cidade.

Dali, seguimos para a High Line, que queríamos ter visitado na vez anterior, mas não conseguimos. Em teoria, a entrada da High Line é na rua 33 com a 10ª avenida. Estávamos na 34 com a 8ª. Andamos até lá só para descobrir que não é a 33, mas a rua 31. Isso porque havia uma obra enorme na rua 33. Custamos a achar a entrada, mas lá, escondidinha, estava a escadinha que leva à antiga linha de trem que foi ampliada para receber esse lindo parque suspenso.

Uma vez na High Line, foi lindo! Andamos bastante, fizemos várias fotos, foi lindo! Só que estava quente pra dedéu. 33 graus, um calor grudento. Quando chegamos, a linha estava bem vazia. Depois, foi enchendo de gente, de escolas, crianças de jardim de infância e seus cuidadores. As crianças seguravam uma cordinha, levada pelos cuidadores, para não se perderem. Tô pensando em usar a mesma coisa com o Leo, hahahaha.

Algumas partes em reforma

Outras bem ao ar livre

Obras de arte em vários pontos

E também protestos políticos

Descemos da linha uma vez, para comprar água, porque estava difícil viver naquele calor. No café que entramos estava tocando Should I stay or should I go, do The Clash, pra alegria do Leo. Voltamos e andamos até o Chelsea Market, que era nossa opção para o almoço. Ou seja: andamos pra caramba.

Conhecer o Chelsea Market estava na nossa lista de coisas a fazer. Descemos pouco depois do meio dia e o local já estava abarrotado de gente. Tinha várias opções para comer, de italianos a frutos do mar. A proposta do market é reunir produtores de produtos frescos e artesanais, então tinha de tudo, com muita variedade.

Mercado das pulgas muito fofo!

Mil temperos diferentes

Escolhemos, para o almoço, a Dicksons Farmstand, uma charcutaria ou um açougue-boutique, cheio de carnes especiais e sanduíches muito loucos. Foi uma experiência muito interessante. Os dois sanduíches que comemos estavam ótimos.

Brownie de Bacon, que não experimentamos

Depois do almoço, andamos pelo mercado, tentando ver o máximo possível do local. Um bar só de lagostas e frutos do mar estava lotado de asiáticos comendo as ditas. O mercado das pulgas tinha coisas muito interessantes, mas bem carinhas. Tinha uma loja só de chocolates artesanais, muito fofa.

Do Chelsea Market tínhamos duas opções, para usar o City Pass que compramos. Ou era o Intrepid Sea, Air and Space Museaum, um museu sediado em um porta aviões, ou o Memorial e Museu do 11 de setembro. Optamos pelo 11 de setembro, porque museu militar é sempre meio nhé. Descemos de metrô (vou comemorar a vida inteira que chego a qualquer lugar de Nova York com um mapa do metrô na mão!). A viagem até lá, a partir do Chelsea Market, é um pouco longa, mas é isso mesmo: melhor ficar no metrô, porque descer à pé é muito trampo e o dia estava muitíssimo quente.

Primeiro, fomos ao Memorial do 11 de setembro. É bonito e tocante.




O vento fazia a fonte espargir água tanto no nome dos mortos quanto nas pessoas que estavam por lá. Tomamos vários banhos de água, o que foi ótimo, devido ao calor.

O Memorial estava tão cheio e tão quente que a gente nem conseguiu pensar direito no significado daquele monumento. São muitos nomes inscritos na borda da fonte, o que mostra a dimensão do que foi o 11 de setembro. O espaço, aberto, com todos aqueles nomes, faz ficar ainda mais forte a extensão daquele dia. Eu achei que não conseguiria me emocionar, mas chorei igual um bebê enquanto andávamos por lá. Se não estivesse tão tumultuado, imagina o tamanho da experiência...

Nosso City Pass dava direito à entrada no Museu, mas a fila estava enorme e... exposta ao sol escaldante. Ponderamos que era melhor deixar a visita pra depois ou, até mesmo, deixar pra lá. Havia outras possibilidades na lista, além do Museu e do Intrepid. O museu Guggenheim já era parada certa. Faltava só escolher a outra opção.

Para voltar ao hotel, usamos a estação de metrô do Memorial, que é a mais moderna do mundo (pelo menos, foi o que disseram). A linha nos levaria direto para a esquina do hotel.

No metrô, essa propaganda bem a calhar para o momento brasileiro

Descemos na Penn Station e, ao zanzar por lá para achar a nossa saída, vi um Shake Shack, que era, de longe, o lugar onde mais namoramos comer nessa viagem. Guardei bem a localização, pra voltarmos no jantar. Fomos pro quarto tomar banho e descansar, de pés pra cima, pra continuar depois.

Voltamos à Penn Station bem na hora do rush. Milhares de pessoas subindo e descendo escadas, correndo atrás do metrô ou do trem, e a gente lá, no meio do fluxo. Na descida da escada principal, enquanto esperava a multidão à minha frente andar - Leo já estava láááá longe - senti um click no meu pé direito. Fudeu!, pensei na hora. A dor foi imediata. Quando isso aconteceu, eu estava parada no degrau, sem me mexer. Não torci o pé, não caí, não aconteceu nada além do click. Continuei a descer, seguindo o fluxo. Doía só de tocar o chão.

Não falei nada com o Leo. O Shake Shack estava lotado! Pegamos a fila (eu em pé, com o pé direito urrando de dor). Pedimos o Smocked Burger e o shake de baunilha. Foi maravilhoso, como todo mundo já tinha dito. Melhor sanduíche dessa vida.

Só quando estávamos sentados é que contei ao Leo o que tinha acontecido com o meu pé. Pensei que se usasse um creme anti-inflamatório seria lindo e, no dia seguinte, poderia correr pra todos os lados de NYC. Então, saímos do Shake Shack, passamos na Duane Reade, compramos coisas de farmácia e cervejas e voltamos pro hotel. Passei o creme, esfreguei bastante e fomos dormir, pra seguir com a saga de percorrer Nova York.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Livro: O Vestido



O Vestido foi um duplo presente. Primeiro, porque me foi dado pela Ju, amiga de longa data desse mundo bloguístico. Foi pra ela que enviei o Vozes de Tchernóbil. No dia que o livro chegou lá no Piauí, O Vestido chegou aqui em casa. Comecei a ler imediatamente.

Ananda Sampaio é cunhada da Ju e escreve com uma delicadeza invejável. O Vestido reúne crônicas de um olhar apurado e sensível, que capta beleza nas coisas mais simples. Como quando ela fala sobre os livros mais velhos ou quando compara a avó a Dona Canô, a mãe do Caetano Veloso e da Maria Bethania. Foi muito emocionante ler sobre a avó, especialmente porque me peguei pensando na minha e na falta que ela me faz.  Chorei muito quando ela conta da morte da avó e assinei embaixo quando ela fala sobre a parceria com o marido, até nas coisas mais simples, como a limpeza da casa.

Outro ponto que me tocou profundamente foi quando ela conta da sua mudança para Brasília e de ter se sentido estrangeira por lá. Lembrei de quanto morei no Maranhão e tive a mesma sensação. No meu caso, ficou o séééssenta e o sééétenta, que ficaram para sempre no meu sotaque. Essa sensação de não pertencimento é muito curiosa, e a Ananda trata com muita delicadeza.

Enfim, o livro foi um presente e tanto! Foi uma delícia conhecer a escrita da Ananda, por intermédio da Ju. Um texto simples, sem academicismos, mas tão intenso que toca, diretamente. Obrigada pelos presentes, Ju!

Uma das coisas que me chamou a atenção foi a diagramação do livro. Amei a forma como ele foi montado. Fiquei pensando em como foi criar o projeto gráfico para a obra. Achei muito bacana.

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terça-feira, 25 de julho de 2017

Citações #213






- A história dos celulares não pode durar - rebateu Simei. - Primeiro, custam uma nota, e são poucos os que podem se dar esse luxo. Segundo, as pessoas daqui a pouco vão descobrir que não é indispensável ficar telefonando para todo mundo a toda hora, vão sentir falta da conversa pessoal, cara a cara, e no fim do mês vão perceber que a conta do telefone atingiu picos insustentáveis. É uma moda destinada a desaparecer no espaço de um ano, no máximo dois. Por enquanto, o celular é útil só para os adúlteros, para poderem ter seus casos sem usar o telefone de casa, e talvez para os encanadores, que podem ser chamados a qualquer momento enquanto estão circulando. Para ninguém mais. Portanto o nosso púbico, que em sua maioria não tem celular, não se interessaria pela matéria, e para os poucos que têm celular ela não ia cheirar nem feder aliás, iam nos considerar esnobes, radicais chiques.  

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #159

1 - Anônimo, você tem toda razão
Da Helô Righetto. Sobre julgamentos sem sentido. Muito bom!

2 - Gaslighting
Da Cheshire Cat. Olha só... ela resumiu bem o que é o gaslighting. E dá uma tristeza imensa ver que isso é tão comum...

3 - A economia "compartilhada" e o apê descolado
Da Nina Lemos. Não tinha visto esse caso até ela escrever sobre ele. Meodeos, que mundo é esse???

4 - Após amizade com meus próprios demônios, o luto me assombra menos
Da Cláudia Collucci, na Folha. Muito bom, sobre o luto. Com quase um mini-guia pra lidar com a ausência, com o vazio e com o medo.

5 - Como funciona a engrenagem das notícias falsas no Brasil
Da Folha de S. Paulo. Era pra ter vindo pra cá em fevereiro, quando a matéria foi publicada, mas não sei o motivo de não ter vindo. Esse texto é fundamental para entender porque há tanta notícia falsa circulando por aí. Não é algo polarizado, não é só esquerda, não é só direita. Pra variar, o viés é financeiro.

6 - ANNA K, CADÊ VC?
Da Gabriela Pedrão. Ela fala sobre um livro em especial, Anna Kariênina, da Cosac Naify. Com o fim da editora, é difícil encontrar as edições. Aliás, você até consegue no Mercado Livre ou na Estante Virtual, mas todas ao preço de um rim e meio. BTW, o canal da Gabriela no YouTube é muito interessante.


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terça-feira, 18 de julho de 2017

Citações #212

De Número Zero:







- E os que ainda não eram maiores de idade na época viram isso nos filmes de Fellini - acrescentei, porque quem não tem recordações na memória as toma da arte.  

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sexta-feira, 14 de julho de 2017

De volta a NY - Parte 3



Começamos o dia 2 em NY tomando café da manhã na Starbucks, na saída do hotel pra rua 32. Na nossa viagem anterior, no mesmo local havia uma deli bem caidinha, onde o Leo comprou uma cerveja Guiness passada. A Starbucks dali é bem espaçosa. De fato, tem uma Starbucks em cada esquina em NY. Perto do hotel, tem três. Achei essa a melhor e mais confortável.

Como estava muito quente, pedimos o nosso querido Caramel Machiatto, gelado. Foi bom, mas o quente ainda mora no meu coração. Nosso primeiro compromisso foi comprar sapatos. Isso porque o Leo não tinha trago tênis para caminhada. E eu, mais uma vez, já estava cheia de bolhas. Porque meu pé é assim: não dá dois passos sem ter uma bolha nova. Consegui achar uma wannabe Birkenstock bem confortável, que me ajudou bastante durante alguns dias. Depois de um tempo, ela também começou a me dar bolhas. Leo comprou um tênis de caminhada e resolveu o problema dele. Dali, fomos para o Central Park, que já tínhamos visitado e amado, em 2013.

O dia estava lindo, mas muito muito muito quente. Haja protetor solar! Entramos no Central Park próximo à Represa Jackie Onassis, que é lindona. Leo se esbaldou nas fotos.

Tentei, mas minhas fotos nunca ficam como as dele...

Era um dia de semana, quente à beça, e o parque estava lotado! Muita gente utilizando as áreas verdes para jogar bola, ficar no sol (enquanto eu fugia do sol, uma galera tava correndo pra ele!!). Muitas crianças correndo por lá. Daí, demos de cara com um balanço, que estava frequentado por adultos. Fiquei de cara, porque eu sempre amei balanços. Fui lá e - cara!!! - que delícia! Não ia num balanço desde 1989!!! Claro que há fotos, mas elas não serão publicadas.

Depois de caminhar bastante no Central Park, fomos ao MET (êêêê!!!). O Met estava entre os passeios possíveis no NY City Pass e foi a nossa primeira escolha. Vivo dizendo que queria voltar a NY só pra poder visitar o MET novamente e ver o que não tinha visto na viagem anterior. Com o mapa disponível no site, eu já sabia onde ir. Meu principal objetivo era ver Van Eyck, que eu tinha visto na Frick Collection, mas não tinha conseguido ver no MET.



Quando chegamos na sala, tinha uma senhorinha com um grupo de turistas, explicando cada detalhe do quadro. Ouvi um pouco, mas logo perdi a paciência. Eu queria ver o quadro e não podia. Daí rodamos por outras salas, vendo cada obra mais linda que a outra. Voltei a Van Eyck, felizmente com a sala completamente vazia. Foi lindo!








MET, que experiência maravilhosa!!!

Saímos com fome, já bem no meio da tarde. Decidimos almoçar no Whole Food Market, um supermercado muito bacana, cheio de opções frescas. Pegamos o metrô e andamos um bocado até chegar a ele. No caminho...


Era um sebo muito completo, cheio de livros lindos! Quase comprei a trilogia do Senhor dos Anéis, numa coleção lindíssima, mas também cara demais. Se não fosse o problema com o câmbio, criado pela instabilidade política no Brasil, até que arriscava trazer os livros pra casa.

O almoço no Whole Food foi delicioso! Muitas opções, em ilhas diferentes, pra você montar seu prato. Suco orgânico, comida bem feita... a melhor refeição que fizemos, desta vez, foi no Whole Food. Voltamos várias vezes por isso.

De volta ao hotel, para descanso, banho, pés pra cima (necessário, quando você passa o dia inteiro andando de um lado pro outro). À noite, voltaríamos ao Rattle n Hum, bar que tínhamos ido com o Pedro e que o Leo curtiu demais. Pertinho do hotel e cheio de cervejas artesanais. Leo escolheu as que ele queria - o cardápio de chopps muda toda semana - e também uma tábua de degustação. Terminamos a noite no Wendy's, onde ele comeu um sanduíche e eu fui de sorvete.

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terça-feira, 11 de julho de 2017

Citações #211

De Número Zero:






Notícias para se dar há infinitas no mundo, mas por que dizer que houve um acidente em Bergamo e ignorar que houve outro em Messina? Não são as notícias que fazem o jornal, e sim o jornal que faz as notícias. E saber pôr juntas quatro notícias diferentes significa propor ao leitor uma quinta notícia.  

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segunda-feira, 10 de julho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #158

1 - "Ser uma pessoa melhor"
Da Renata. Um texto que ficou retumbando na minha mente depois de lido. Pra quer ser uma pessoa melhor? Pra quem? Vale a pena ler e pensar sobre o assunto.

2 - Sete coisas invisíveis na vida de uma professora
Da Karina Kuschnir. Sobre a profissão que quero seguir e seus percalços, muitos deles exaustivos e que não aparecem. Aquela piada de "você trabalha ou só dá aula" retrata bem essa invisibilidade aí.

3 - Minha seleção pessoal de notícias boas que ajudei a divulgar
Da Kika Castro. Há alguns dias, ela tem falado sobre notícias boas escasseando na mídia, enquanto as más se multiplicam. Aqui, ela linka várias notícias boas em que foi repórter. Vale a pena ler.

4 - Sindrome de impostora, burra e inútil
Da Nina Lemos. Uma coisa curiosa é que a maior parte dos acometidos pela síndrome do impostor é... mulher. A Nina explica o que pode ser o motivo.

5 - Querida ansiedade
Da fofa Dreisse Drielle. Ansiedade, essa querida conhecida, que acompanha a gente a vida inteira. Né?

6 - Carta aberta à Gazeta do Povo
Do Duas Fridas. Olha... essa Gazeta do Povo tá de dar vergonha...


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sexta-feira, 7 de julho de 2017

De volta a NY - Parte 2

No aeroporto, prestes a embarcar

Marcamos a viagem para uma terça-feira. Nosso voo era noturno, mas resolvemos sair cedo de OP. Quem me conhece sabe que odeio me atrasar. Prefiro esperar, esperar, esperar... a chegar tarde ou em cima da hora. De manhã, bem cedinho, deixamos a Cuca na casa da Ana Paula e do Elias. Alguns dias antes, tínhamos feito uma ambientação entre ela e o Chico, e eles se deram muito bem. Com relação à Cuca, estávamos tranquilos.

Porém, veio a notícia de um acidente grave, com 11 feridos, que deixou a estrada que liga OP a BH fechada durante toda a manhã. Adiantamos nossa saída, pensando em qual atalho pegaríamos se, ao chegar em Itabirito, ainda estivesse tudo fechado. O taxista que nos levou a Confins estava antenado, já tinha notícia de que a estrada tinha sido liberada. Assim, chegamos ao aeroporto cerca de 4h antes do voo sair. Mineiro não perde o trem, nem o voo.

Ainda no taxi, comecei a ler O mundo assombrado pelos demônios, do Carl Sagan. Gostei de cara! Mas esqueci de colocar na bolsa uma caneta marca-textos ou as flags que uso constantemente. Tentei achar a marca-textos no aeroporto, mas não tinha. Acabei com uma caneta colorida, de gel, que utilizei pra marcar as partes mais importantes da leitura.



O voo de Confins a Guarulhos foi super tranquilo. Mas o tempo entre os voos estava bem apertado. Desembarcamos e corremos pro novo portão de embarque, chegando na hora da chamada pro voo pra NY. Ao contrário da última viagem, o avião era maior e com muito menos espaço. Não mais poltronas duplas nas laterais, uma pena. Espaço minúsculo entre as linhas de poltronas. Ao nosso lado, veio uma senhora americana muito simpática. O comissário do voo foi muitíssimo atencioso. Também foi um voo tranquilo, com apenas uma grande turbulência, que me assustou muito, mas não me apavorou, como sempre.

No JFK, o de sempre: longa fila na imigração. Ao menos dessa vez tinha leitor eletrônico do passaporte, o que facilitou muito as coisas. As malas demoraram horrores pra chegar. Do aeroporto, pegamos o NYC Airportes em direção à Penn Station. O ônibus para na porta lateral do hotel em que ficamos. Enquanto Leo ficava na fila do check-in, corri na Starbuks para acionar o 4G do celular. A Starbucks e sua internet livre sempre salva!

Como o check-in começa às 15h, não pudemos subir pro quarto. Fizemos o procedimento, ganhamos as chaves do quarto e deixamos as malas no subsolo, prontos pra voltar só quando o quarto estivesse liberado. Fomos, direto, fazer coisas que estavam na nossa lista de prioridades. O sol estava muito forte, estava quente demais. Leo já saiu fotografando...

Andamos, andamos, andamos. Resolvemos as três primeiras coisas da lista de prioridades. Já eram quase 14h e não tínhamos comido - dispensamos o café da manhã do avião. Pegamos o metrô e saímos bem pertinho do apartamento onde o Pedro morava quando fomos a NY da outra vez. Bateu aquela saudade... ia ser perfeito se ele estivesse ali conosco novamente. De férias, de preferência.

Pertinho da casa do Pedro, paramos num dinner chamado Harold's. Como em todo dinner, muita comida (dá até enjoo, juro!)

Meu almoço: croque monsieur

Almoço do Leo: sanduíche da casa

Voltamos pro hotel, para finalizar o check-in, pegar as malas e, finalmente, subir pro quarto. Ufa!

Só que... o quarto tava horrível! O chão, tanto do quarto quanto do banheiro estava impraticável. A vantagem do hotel é somente a localização, bem central, perto de mais de 10 linhas de metrô, com muita coisa boa por perto. Penso que, se um dia a gente voltar a NY, vamos procurar outro hotel na mesma região. Mas o Pennsylvania, nunca mais!

Descansamos um pouco, tomamos banho e fui acessar a internet pra saber das notícias do Brasil e ver se o trabalho, que deixamos pronto, estava fluindo. Qual não foi o susto ao saber da delação de um empresário do ramo do agronegócio, colocando um senador mineiro e o senhor que não reconheço bem no olho do furacão! O Twitter estava pegando fogo. Fui olhar o dólar: disparado em relação ao real. Os nossos planos financeiros incluíam moeda em espécie, travel money e saques na conta do Banco do Brasil. Deixamos essa última opção de lado, com medo das surpresas com o câmbio. Bateu aquele medo... Mas pensamos bem: tínhamos comprado os passeios ainda no Brasil - eles estavam garantidos -; estávamos viajando apenas para nos divertir, sem necessidades de fazer compras. Teríamos que observar a grana mais diretamente, dia a dia. Fora isso, tava tudo ótimo.

Fomos caminhar novamente. Tínhamos hora marcada no Rockfeller Center, para visitar o Top of the Rock, um prédio bem alto que proporciona uma boa vista da ilha de Manhattan. Compramos a visita ainda no Brasil, marcada pra hora do pôr do sol. Seguimos pela quinta avenida, para passarmos na Barnes & Noble - só passar mesmo, porque voltaríamos outro dia, com tempo para vasculhar estantes - e na St. Patrick's Cathedral. Olha, que catedral maravilhosa!!


Olha esse órgão, meodeos!

Fomos pro Top of the Rock, que é quase em frente à Cathedral. Estava muito muito muito cheio, mas a vista é linda e estava do jeito que a gente queria. Foi lindo.





A noite caiu, voltamos pro hotel abastecidos com comida e cerveja pro Leo. Loucos pra descansar, porque o dia da chegada é sempre intenso. Quando decidimos dormir, foi cair na cama e apagar. No dia seguinte, teríamos muita coisa pra fazer.

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terça-feira, 4 de julho de 2017

Citações #210

De Número Zero:



Observem os grandes jornais de língua inglesa. Quando fala, sei lá, de um incêndio ou de um acidente de carro, evidentemente não podem dizer o que acham daquilo. Então inserem no artigo, entre aspas, as declarações de uma testemunha, um homem comum, um representante da opinião pública. Podo-se aspas, essas afirmações se tornam fatos, ou seja, é um fato que aquele sujeito tenha expressado tal opinião. Mas seria possível supor que o jornalista tivesse dado a palavra somente a quem pensasse como ele. Portanto, haverá duas declarações discordantes entre si, para mostrar que é fato que há opiniões diferentes sobre um caso, e o jornal expõe esse fato irretorquível. A esperteza está em pôr antes entre aspas uma opinião banal e depois outra opinião, mais racional, que se assemelhe muito à opinião do jornalista. Assim o leitor tem a impressão de estar sendo informado de dois fatos, mas é induzido a aceitar uma única  opinião como a mais convincente.  

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segunda-feira, 3 de julho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #157

1 - O que esperar e o que não esperar de um orientador
Do PesquisaTec. Dei muita sorte com meu orientador do mestrado. Muita mesmo. Nossos gostos são parecidos e foi muito bom tê-lo do meu lado. Em alguns momentos, me senti sozinha. Mas é um sentimento normal. Sempre que precisei dele, mesmo que demorasse, tinha uma resposta. O texto é um bom guia pra quem acha que orientador vai resolver todos os seus problemas de pesquisa. Não vai. Orientação não é isso.

2 - Escrever é escavar histórias
Da Aline Valek, sobre Stephen King e o livro Sobre a Escrita, que estou lendo. Muito bacana!

3 - O Brasil precisa voltar a amar Chico Buarque
Do Xico Sá, para o El País Brasil. Chico é necessário. Quem não gosta de Chico, bom sujeito não é.

4 - Apesar do perigo
Da Cláudia Gabriel, sobre como os perigos que a gente enfrenta, alguns por curiosidade, outros por necessidade, tocam a vida pra frente. Bem bacana.

5 - Temer e os "soviéticos": Cinco provas de que ele vive no início dos anos 90
Do Sakamoto. Gente, que vergonha desse ser vivo... que vergonha...

6 - Como a depressão mudou minha vida
Da Dreisse Drielle, essa linda. Depressão é uma coisa séria demais. Merece ser vista com cuidado e tratada com muito carinho. Esse depoimento da Dreisse é lindo!


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