segunda-feira, 11 de junho de 2018

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #170

1 - Exploring the digital ruins of Second Life
No Digg. O Second Life foi uma coisa que eu achei que movimentaria de vez a mídia. Até convite pra lançamento de carro no Second Life eu recebi, na época em que era da imprensa. Achei que tinha acabado, mas ele permanece vivo, como mostra o texto. Muito interessante!

2 - Crítica negativa
Do Santiago Nazarian. Sobre a necessidade de se criticar e, mais ainda, de se publicar críticas negativas de livros (acho que é extensivo a outras peças da indústria cultural). Negativa ou positiva, se a crítica está embasada, ela vale muito. Basta embasar. E a gente aprende.

3 - Pesquisadores criam inteligência artificial psicótica com base em fóruns do Reddit
Do B9. M-E-D-O desses fóruns e do que sai deles!

4 - Kelly Marie Tran deleta todos os posts de seu Instagram depois de meses de assédio de fãs de "Star Wars"
Mais uma do B9, mais uma assustadora. Fãs são malucos. E eu sou mais doida ainda de estudar fãs.

5 - De grilagem a trabalho infantil: surgem novos crimes de Bernardo Paz, idealizador do Inhotim
Do The Intercept. Olha, Inhotim é um museu maravilhoso. E parece seguir a linha dos demais museus, com histórias de fundação tão terríveis, que dá até vontade de não ir. Não prego boicote à arte, de jeito nenhum. Só estou lembrando que nenhum museu tem uma construção/instituição livre de coisas horríveis. O Inhotim é só mais um. Não dá pra esquecer sua ligação com o Mensalão, por exemplo. E, agora, novas informações sobre seu fundador.

6 - Por que um spoiler não estraga o filme: assim funciona a ciência da reviravolta na trama
Do El País. Texto levinho, mas bem interessante. Esse mundo dos fãs e dos spoilers, apesar de ser bem doido, me encanta.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 4 de junho de 2018

Mais perguntas aleatórias

Vi no Facebook da Bel há um tempão, guardei e não respondi. Vai agora, porque está difícil escrever pra cá, com tanta coisa acontecendo por aqui. Coisas boas, muito boas!


1. Qual foi a última coisa que você colocou na sua boca?
Água (tô em BH, tá quente aqui - apesar dos belo-horizontinos que conheço estarem reclamando de frio)

2. Onde foi tirada sua foto de perfil?
No Metropolitan de NY, em 2013. Estava admirando um quadro de Miró, quando Leo puxou meu cabelo pro lado e fotografou. Amei... Um tempo depois, ele colocou o arco-íris na foto, em apoio à causa LGBTTS. 

3. Pior dor física que teve na vida
Dor é uma coisa tão relativa... tenho fibromialgia e sinto dores o tempo todo. Mas a enxaqueca de 11 de setembro de 2001, algumas horas antes da queda das torres gêmeas, é uma das que ficaram gravadas na memória. 

4. Lugar preferido que já esteve
É pedante falar que é a minha casa, né? Mas não importa pra onde eu vá, fico tão feliz de voltar pra casa...

5. Até que horas ficou acordado na noite passada?
23h. Era domingo, vi Westworld :-)

6. Se você pudesse se mudar para um outro lugar, onde seria?
Hoje, para o Porto, que eu amo muito. Mas isso pode mudar amanhã, talvez.

7. Quem dos seus amigos do Facebook mora mais perto de você?
A Debora é minha vizinha de frente :-)

8. Quando foi a última vez que você chorou? 
No último sábado, porque adenomiose também dói pra caramba!

9. Quem tirou a foto do seu perfil? 
Leo

11. Qual a sua estação do ano preferida?
Outono

12. Se você pudesse ter qualquer carreira, qual seria?
Escritora. Vivo tentando, mas não saio do lugar

13. Qual foi o último livro que você leu?
A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói. E estou relendo, para um trabalho de Filosofia

14. Se você pudesse conversar com QUALQUER pessoa neste momento, quem seria?
Seriam Vovó e Tia Ylza, que me fazem muita falta. 

15. Você é uma boa influência?
Depende

16. Abacaxi fica bom na pizza?
Não.

17. Você tem o controle remoto, qual canal vc escolheria?
De TV aberta / a cabo, qualquer canal de esportes. Mas viver sem televisão é tão libertador, que nem sinto tanta falta dos canais de esporte. E tem Netflix, que é um amorzinho!

18. 2 pessoas que você acha que tbm vão brincar?
Nem ideia

19. Último show que você foi?
Música de Cinema da Orquestra Ouro Preto

20. Tipo de comida favorita?
Do tipo pastel de queijo

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sábado, 19 de maio de 2018

Citações #231

De Mastigando Humanos:


Como jogos de civilidade, de tempos em tempos meus colegas formulavam respostas, diagramavam-na seguindo padrões e as apresentavam como verdades. Isso eles chamavam de "teses de mestrado". 
Bastava sermos convincentes. Bastava que outros acreditassem. Bastava apoiarem-se no passado - alguém que cometera os mesmos erros, morrera, e deixara páginas em aberto. Se alguém pisara pelos mesmos passos na areia, o caminho deveria estar certo. Não importava a extensão da orla, não importava quão navegável o mar, outras opções se chamariam de vanguarda, e essa não era a rota da Universidade. Sempre haveria alguém que saberia mais do que você. E sempre haveria alguém para te guiar. Não importava o quanto estivéssemos perdidos, era melhor seguir o caminho já traçado. Eu achava que só um tsunami poderia nos salvar.  


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sábado, 12 de maio de 2018

Citações #230

De Mastigando Humanos:


Uma satisfação padronizada, em horários e ocupações - mais ou menos como vivem os adultos da sua espécie, humanos. Acordar sempre na mesma hora - cedo -, dormir cedo porque o sono os atinge, ter horários fixos para as refeições, resignar-se em relacionamentos olivianos. É bom saber que o prato está sempre lá, mas não é isso que mata o apetite, né? Não basta termos arroz e feijão todo dia ao meio-dia; o melhor é não termos certeza de que o prato chegará até as cinco, mas ele sempre chegar. O contentamento da incerteza, a dádiva do acaso, a sensação de estarmos sendo protegidos pelo destino, e não acomodados pelo sistema. Ahhhh...

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 7 de maio de 2018

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #169

1 - Por Skyler
Do KraheLake. Olha só, eu adoro Breaking Bad, acho que é das melhores séries da vida. Só perde pra Anos Incríveis, mas aí todo mundo perde. Mas em Breaking Bad tem a Skyler e muita gente odiou a Skyler de um tanto que ultrapassou o personagem. O texto mostra como o ódio à personagem é o resultado do ódio generalizado às mulheres. Não, não é um salto absurdo. É isso aí mesmo.

2 - À consideração superior
Do Ágora com dazibao no meio. Sobre a Revolução dos Cravos e o dia 25 de abril.

3 - O algoritmo é mais embaixo
Do Tab, sobre o escândalo do Facebook com a Cambridge Analytica e como somos apenas dados para as mídias sociais, o chamado Capitalismo de Dados. Ótima leitura

4 - Utopias e distopias feministas, uma disciplina completa de presente para você
Da Lola. Com a ementa e tudo mais da disciplina de Utopias e distopias feministas que ela vai ministrar na pós-graduação da UFC. Pra mim, vale muito como consulta. E também como vontade de ser aluna.

5 - Atual gestão da Eletrobras pagou quase R$ 2 milhões para que falassem mal da própria empresa
Da Agência Sportlight. Essa matéria é surreal. E a Agência Sportlight só traz alento de que tem solução pro menino jornalismo.

6 - branco sai, preto fica
Da Ester. Reflexões bastante interessantes sobre o funcionamento do mundo acadêmico, seus privilégios e seus orgulhos.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sábado, 5 de maio de 2018

Pílulas do momento #22

1 - Ausência
Quase dois anos sem escrever Pílulas do momento. A última foi em 2016, shame on me. Escrever aqui tem sido complicado. Não por falta de assunto, mas por falta de tempo mesmo. Andei tentando abraçar o mundo, na correria louca de me qualificar cada vez mais pro doutorado. Fiz um monte de cursos. Os dois últimos foram ao mesmo tempo e me deixaram maluquinha. Estou com avaliadora no maior congresso de comunicação do País. Como coordenadora-adjunta de um GT de outro congresso. Estudando semiótica. Tentando conversar com a pessoa que quero que me oriente - ela tem me ignorado. Fora isso, tem o trabalho, que nunca para. Tem a Filosofia, que eu continuo cursando devagar (este semestre são só duas disciplinas eletivas).

2 - Viagens
Duas viagens já marcadas este ano. Ontem fui cobrada de uma terceira. Espero encaixar em outubro. E, na data, já devemos ter uma posição sobre a seleção do doutorado. Será que este ano vai? Tenho aquela pressa de realizar, mas também a calma de saber que vou tentar as seleções até passar. Voltando às viagens, temos Joinville e Piracanjuba, tradicionalmente. Pro ano que vem, tem uma outra viagem em planejamento, pra um congresso. Ainda não sei se vai rolar, mas expectativa está grande. Estou tentando não fazer grandes planos, porque pode não acontecer. Aí, já viu...

3 - Estimação
Depois da morte da Cuca, fui categórica que não queria outro cachorro. Leo também. Até hoje a gente chora quando falamos dela. Em geral, são aquelas noites em que ela estaria aconchegada em nós, nos forçando a dividir espaço, rosnando ou pedindo pra descer da cama. Sinto tanta falta... Porém, esta semana Leo veio com o papo de que, daqui a uns cinco anos, deveríamos ter outro cachorro. Sugeri um gato, que é mais independente. Ele bateu o pé que quer um cachorro. Cinco anos... até lá dá pra acostumar com a ausência da Tuts. Será?

4 - Livro
Acabei de ficar sabendo que vai rolar livro de novo este ano. Uhu!!! Adoro fazer livro, é um dos trabalhos que mais me dá prazer. E foi um convite que eu amei dum tanto... A verdade é que não esperava esse convite, achei que estava tudo acertado com outra pessoa. Daí, quando me falaram, hoje, que seria eu a fazer, fiquei radiante


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


Citações #229

De Mastigando Humanos:



"Veja bem, Homo sapiens (sapiens) acordam tarde, perdem a hora, têm crises afetivas e feriados para comemorar. Eles têm religião, vão a enterros de parentes, sofrem de cefaleia e dor de cabeça, não se entrosam com seus superiores. Bebem café para acordar, tomam Valium para dormir, fumam para esquecer e se esforçam para lembrar. Têm tantas particularidades, tantas dúvidas e dívidas, que é mais fácil trabalharmos com animais. (...)" 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 30 de abril de 2018

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #168

1 - Por que estereótipos são sempre ruins (mesmo quando são 'bons')
Do Nó de Oito. Olha, ler o Nó de Oito é sempre uma surpresa boa. A Lara produz textos muito interessantes, que abrem muito campo pra pensar e analisar a cultura pop. Recomendo muito.

2 - Aprendizados do meu primeiro evento acadêmico
Da Thais Godinho. Porque a primeira vez é sempre marcante. No caso da Thais, foi até de boa. O meu primeiro evento acadêmico foi um desastre... Ainda guardo aqueles momentos com dor no coração. Mas a gente supera. E segue. Porque é muito bom.

3 - Millenials: de donos do mundo a pobres e mimados
Do Café Corporativo. Não concordo com quase nada do texto (e olha que eu não sou Millenial), mas tem uma coisa que me chamou a atenção. Foi a definição dos tempos fáceis que geram pessoas fáceis, que geram tempos difíceis, que geram pessoas difíceis, que geram tempos fáceis e por aí segue o ciclo.

4 - O nosso holocausto
Do Ramon Cotta. Sobre a leitura que ele fez de O diário de Anne Frank, e que me fez ter vontade de reler o livro (li aos 15 anos e foi uma porrada na cara). O texto do Ramon também me fez ficar alerta, com os nossos holocaustos diários.

5 - O jogo das louças pintadas que homenageia grandes mulheres da história
Do Nexo. Uma delícia de história, a começar por Vanessa Bell ter participado dela e por ter retratado a irmã, Virgina Woolf.

6 - blue azul
Do Sapo Príncipe. Azu é minha cor favorita. E foi tão lindo ler sobre o azul...

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 29 de abril de 2018

Livro: A morte de Ivan Ilitch



Comecei a ler A morte de Ivan Ilitch há alguns anos, neste mesmo arquivo de Kindle. Mas aí aconteceu algo de que não lembro e larguei o livro. Não foi porque não estava gostando. Pela data, provavelmente era por motivos de mestrado mesmo.

A morte de Ivan Ilitch é um livro bem curto do Tolstói. Mas a pequenez do volume não está, de modo algum, ligada à história. A trama é uma porrada. Começa com algumas pessoas num departamento público, em uma conversa com o jogo de cartas da noite, quando alguém lê no jornal o comunicado sobre a morte de Ivan Ilitch, um magistrado da mesma repartição. Há comoção, como sempre acontece quando ficamos sabendo da morte de uma pessoa que conhecemos - seja ela de nosso convívio, relações ou não -, mas logo a vida volta a correr. Um dos amigos de Ivan vai, a contragosto, à casa do morto, para prestar condolências e participar do serviço fúnebre.

A partir daí, a narrativa passa a ser sobre a vida de Ivan. Seu nascimento, sua vida familiar, suas escolhas profissionais, o casamento, os filhos. A sua ambição profissional permeia toda a história, passando, até mesmo, pela sua escolha ao desposar Prascóvia Fierodóvina (adooooro os nomes russos e sua lógica de filiação!). O casamento, que parecia ser um bálsamo, vira um inferno para os dois. Ela, muito possessiva. Ele, querendo viver em paz. Não há diálogo, não há mais amor. Mas, mesmo assim, há muitos filhos. E muitas perdas. Ficam apenas dois, um menino e uma menina. E Ivan passa a ter mais despesas, que o trabalho não pode bancar.

Em uma tentativa bem sucedida de mudar de trabalho, recebe um salário maior e vai viver em uma nova cidade. Ele mesmo escolhe onde a família vai morar e decora a casa nova. Ao colocar uma cortina, cai e bate de lado, sentido muita dor, mas sem se abalar com isso. O prazer do novo lar, a antecipação da cara de espanto de Prascóvia e dos filhos com a riqueza de suas escolhas decorativas, suplantam a dor. Quando a família vem, instaura-se uma era de alegrias.

Mas aquela queda... Ivan começa a sentir um incômodo, que se transforma em dor, que se transforma em sofrimento. E ele não acha que está sendo bem tratado pelos médicos, pela família, pelos amigos. Não acha que recebe a atenção que deveria. E aí, em suas lamentações, temos a construção de uma alma tão atormentada, tão fruto de uma classe privilegiada (aqui, seja russa ou não, é impressionante como Ivan Ilitch se encaixa nos privilégios do mundo capitalista...) que tudo o que o tira do centro do mundo faz a dor, o incômodo e o sofrimento piorarem grandemente.

A morte de Ivan Ilitch é daquele tipo de livro curto e simples que provoca explosões. Parece inofensivo, mas vai lá no fundo da alma e cutuca uns pontos que a gente nem sabia que existia... O livro foi publicado em 1886. Praticamente 20 anos depois do início da escrita de Guerra e Paz e dez anos depois de Ana Karenina. Estes últimos dois sofreram uma grande influência das leituras de Schopenhauer. Por obra do destino, estou cursando uma disciplina que trata dessa ligação entre o autor e o filósofo. Foram poucas aulas, mas foi possível ver vários temas tratados por Schopenhauer na figura de Ivan Ilitch.

E por isso, cumpro aqui mais uma categoria do Desafio Livrada!: 3 - Um livro com abordagem metafísica. A leitura original é A montanha mágica, que está em processo.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sábado, 28 de abril de 2018

Citações #228

De Mastigando Humanos:


E, com tristeza, constatei que não me sentia mais tão jovem. Será que é isso o que fazem com a petizada? Aprisionam e adestram até que eles sintam o peso secular da academia sobre seus ombros? Eu sentia. Bastavam a jaula e os maus modos. Bastavam a luz fria e as portas trancadas para perceber o quanto eu me tornara um rapaz amadurecido. Entrar na Universidade. Mesmo que muitos façam por livre e espontânea... não deixa de ser livre e espontânea jaula. Será que é por isso que os calouros são chamados de bixos?


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...