sexta-feira, 30 de junho de 2017

De volta a NY - Parte 1



Daí que o mundo gira, a lusitana roda e lá fomos, Leo e eu, pra Nova York novamente. Falei rapidamente sobre as mini-férias aqui. O destino original eu vou manter em segredo, porque é plano pra próxima viagem quando der. O que acontece é que estava caro. Daí, Leo resolveu pesquisar quanto ficaria pra ir pra Nova York e, pimba, tava beeeem mais barato. Dava pra encaixar a viagem numa promoção de passagem e num preço bom de hospedagem, no mesmo hotel em que ficamos da vez passada. Foi assim, num rompante, que mudamos de destino e resolvemos viajar. Corremos para guardar dinheiro e começamos a fazer planos: onde queríamos ir, onde queríamos voltar, o que não faríamos de jeito nenhum. O tempo era mais curto do que da última vez. Seria apenas uma semana, corrida, em meio ao trabalho. Então, além de tudo, tivemos que adiantar tudo o que faríamos nessa semana.

A viagem, também, só foi possível porque a Nathálya, nossa estagiária, foi ótima, como sempre, sendo um ponto de apoio fundamental no quesito adiantar-tudo e, ainda, ficou bem de boa sozinha na semana em que estivemos fora. Outra ajuda mais do que especial foi da Ana Paula e do Elias, que abrigaram a Cuca com muito amor e carinho, ainda mais levando-se em conta a idade dela. Amigos como os dois são raros!

Sobre os planos pra viagem, mantivemos o básico da última vez. Voo da Tam (desta vez, com escala em São Paulo, na ida e na volta) e hospedagem no Pennsylvania, que é ótimo em termos de localização, mas tava tão decadente que nunca-mais-na-vida eu piso lá. A CelTravel foi a fornecedora dos chips de celular, e mais uma vez foi perfeita. Compramos aqui no Brasil mesmo os passeios que faríamos. O Top of the Rock foi a primeira aquisição. Depois, compramos o NY City Pass para três atrativos. Escolhemos daqui mesmo os que queríamos visitar mas... lá, mudamos de ideia com relação a dois deles. Voltamos ao MET!!! Desta vez, nada de compras, além das que a gente faz em toda viagem. Conhecemos coisas novas, andamos por onde conhecíamos.

Finalmente, compramos o cartão infinito do metrô e andamos pra cima e pra baixo, com um mapa na mão. O mapa e o metrocard te levam pra qualquer lugar!


A volta a NY foi essencial pra gente descansar. Eu estava esgotada após dois anos do mestrado, misturados com o trabalho e, ainda, com a ressaca da perda da Tia Ylza e da Vovó. Foi muita coisa acumulada. Quanto tive um descanso do trabalho, mergulhei no mestrado, e vice-versa.

Se você parar pra pensar, uma semana não é nada em termos de tempo. Uma semana em Nova York é muito frenética. Porém, é uma ótima maneira de descansar, de tirar a cabeça o trabalho e do quem-sabe-talvez doutorado. Teve bom...

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Livro: Livre


Antes veio o filme... depois dele, uma vontade danada de ler o livro. Comprei. Leo leu antes de mim e gostou muito. Ele ficou um bom tempo na estante, enquanto só as leituras do mestrado estavam fluindo. Mas aí, quando saiu, foi bem o que eu esperava.

Livre, de Cheryl Strayed, é um relato da autora sobre sua travessia pela Pacifc Crast Trail (PCT), trilha que atravessa o lado oeste dos Estados Unidos de norte a sul, passando por terrenos e altitudes variadas. Cheryl está precisando se encontrar, após a morte da mãe, que acarretou a dissolução de sua família e de seu casamento. Também está às voltas com a heroína e quer, desesperadamente, ficar sozinha para descobrir como pode viver após tantas coisas terem acontecido. Quando ela decide fazer a PCT, não há mais esperança. Ela passa meses se preparando para pegar a trilha, trabalhando com o objetivo único de comprar os equipamentos, a comida e os suprimentos que a levarão a se manter na trilha.

Quando o livro começa, Cheryl está no ponto onde pega a trilha (ela não fez o percurso inteiro, como parece ter acontecido no filme), às voltas com tudo o que comprou e uma mochila gigantesca, que ela mal consegue carregar quando está pronta. O peso absurdo, a falta de conhecimentos básicos sobre trilhas, a falta de leitura sobre o uso correto dos equipamentos que comprou, fazem com que o percurso seja penoso. Uma nevasca - a maior dos últimos anos - também parece ser um obstáculo intransponível. Mas Cheryl deseja se encontrar, deseja deixar pra trás a vida de tristezas e excessos, de escolhas erradas e da opção pelo sofrimento.

A leitura é bem interessante, apesar de ser um tanto quanto arrastada. Acredito que a autoria conseguiria um efeito melhor com uma história mais concisa. Na reta final, fica bem chato, porque o leitor sabe que virá mais do mesmo: Cheryl enfrentando obstáculos, Cheryl sofrendo por falta de grana, Cheryl com muita fome, Cheryl fazendo amigos de trilha. Tudo o que já tinha lá no começo. Porém, a forma como ela entremeia as histórias do passado às da trilha fazem o livro fluir. Pena que são poucas essas partes.

Vale a pena a leitura, sim. Mesmo que dê preguiça em alguns momentos. E, claro, dá vontade de fazer uma trilha como a dela. Aproveito para indicar o blog da Amanda Lourenço, o Duas mil milhas. Ela está fazendo a Apalachian Trail, a trilha do leste estadunidense. É uma leitura bem boa pra entender esse mundo das grandes caminhadas.
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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


terça-feira, 27 de junho de 2017

Citações #209

De Número Zero:



Os jornais mentem, os historiadores mentes, a televisão hoje mente. Você não viu os telejornais há um ano, com a Guerra do Golfo, o pelicano coberto de óleo, agonizando no Golfo Pérsico? Depois foi apurado que naquela estação era impossível haver pelicanos no Golfo, e as imagens eram de oito anos antes, no tempo da Guerra Irã-Iraque. Ou então, como disseram outros, pegaram uns pelicanos no zoológico e lambuzaram de petróleo. O mesmo devem ter feito com os crimes fascistas. Veja bem, não é que me afeiçoei às ideias do meu pai ou do meu avô, nem quero fazer de conta que não houve massacre de judeus. Por outro lado alguns dos meus melhores amigos são judeus, imagine. Mas não confio em mais nada. Os americanos foram mesmo até a Lua? Não é impossível que tenham construído tudo num estúdio, se você observar as sombras dos astronautas depois da alunissagem não são verossímeis. E a Guerra do Golfo aconteceu mesmo ou nos mostraram só trechos de velhos repertórios? Vivemos na mentira e, se você sabe que lhe estão mentindo, precisa viver desconfiado. Eu desconfio, desconfio sempre.  

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Enfim, a defesa



28 de março chegou e lá estava eu, morrendo de medo. Eu tinha muita certeza da minha pesquisa, do que descobri e do que tinha escrito, mas estava com muito medo da banca. Ok que, em geral, quando a sua banca é marcada, é um sinal de que você tem capacidade para defender sua pesquisa. Tem gente que diz que a banca só protocolar. Não sei se é a sim. Levei a minha a sério, como se fosse a última etapa do mestrado.

Por outro lado, estava bem mais tranquila do que na banca de qualificação. Isso porque a qualificação é o momento crítico, em que a banca vai dizer onde você acerta, onde erra, o que deve corrigir, o que deve refazer. A minha banca de qualificação foi a mesma da defesa, o que significa que eu teria que ter levado a sério tudo o que foi dito, fazer todas as correções de rumo, etc.

Uns dias antes, a Bel chegou. É um privilégio danado ter uma amiga que vem lá de Ilhéus pra estar com você. Foi com a Bel que falei das minhas angústias sobre a banca. Foi ela (e Leo acompanhando) que serviram de "cobaias" pra minha apresentação, apontando onde eu deveria mudar, o que poderia aprofundar e como deveria alterar a forma de passar de um slide a outro. Bel foi comigo pra Mariana, me dando todo o apoio possível.

Na rodoviária de OP, antes de ir pra Mariana
Lá na sala, com a banca montada e a defesa começando pontualmente, optei por não olhar pra plateia, pra não me emocionar. Não vi os rostos queridos que estavam lá, me dando apoio. Amigos que estavam comigo no início do curso, no início da vida, que chegaram no meio do caminho, que vão continuar comigo pra sempre. Destaco, além da Bel, a Rosinha, essa queridona que a vida me deu de presente, e que veio de Lafaiete só pra estar do meu lado também. Fiquei super emocionada com a saga dela em vir pra Ouro Preto, de ônibus, pra estar lá, na defesa. E ainda voltar pra Lafa no mesmo dia, porque tinha que dar aulas no dia seguinte. Sério: meus amigos são tão especiais que não consigo imaginar o que fiz pra ter eles perto de mim.

Bel, Rosinha e eu, pós-defesa, indo pro bar comemorar


Além da Bel e da Rosinha, a Nancy, que foi minha babá quando eu ainda vivia em OP, e deixou de ir trabalhar naquela terça-feira à tarde. O Paulo, que deixou os compromissos na universidade para seguir comigo. As amigas queridas que fiz no mestrado: Dayana, Luana, Kamilla, Ana Luísa. E os amigos do mestrado que não puderam ir, mas que me encheram de carinho. Os amigos que não são do mestrado e que inundaram minhas redes de mensagens lindas, me fazendo chorar de alegria. O Fred, coordenador do mestrado, que assistiu à defesa. A banca, muito generosa comigo. Não tenho palavras pra agradecer.

Obviamente, comecei a apresentar os resultados da pesquisa bem nervosa. Gaguejei, falei rápido demais, a mão suou. Aos poucos, a segurança do que eu tinha descoberto veio e tudo fluiu. Usei minha meia hora sem precisar correr no final. Apresentei o que eu precisava. Mostrei as minhas bolinhas coloridas - na pesquisa, uma coisa que eu queria fazer e não consegui foi apresentar meus resultados visualmente; por isso, os três slides de bolinhas coloridas me deixaram felizes demais.

Um dos slides de bolinhas - o mais básico
Não vou mostrar o complexo por motivos de foi uma das minhas descobertas

Quando terminei e me senti para ouvir a banca, a apreensão voltou. O medo de levar umas chapuletadas era imenso. Porque acontece. Porque, por mais que a minha pesquisa estivesse boa - está muito boa e posso me orgulhar disso sim -, não sou a dona da verdade. A primeira pessoa a falar foi a professora visitante. Em sua primeira pergunta, eu me perdi. Achei que não teria capacidade de responder e quis chorar. Ela fez três perguntas juntas e, enquanto eu as anotava, a resposta à primeira, que tanto me assustou, veio naturalmente. Quando a banca terminou, a Ana Luísa veio falar comigo sobre a facilidade e a segurança com que eu a respondi. Não sei como isso se deu: de uma hora pra outra, a insegurança foi embora e estava tudo lá. A outra membro da banca também fez seus questionamentos, e eu já estava bem mais segura, sabendo, enquanto a arguição foi passando, que a banca tinha sido bem generosa e que eu teria poucas coisas a acertar para a versão final. Respeitei aliviada.

O último a falar foi o orientador, e eu fiquei extremamente agradecida pela parceria por esses dois anos. Aprendi demais com ele - e ainda aprendo, porque, segundo ele, a orientação é para sempre. Queria ter um pouco da inteligência absurda que ele tem, para poder seguir carreira nessa selva de pedra chamada mundo acadêmico.

A assinatura da ata. Ufa!

Depois da saída, de praxe, para que a banca deliberasse, foi uma delícia abraçar todo mundo que esteve naquela sala. Foi amor demais, de todos os lados. Por último, a aprovação, com uma surpresa: a banca indicou o trabalho para publicação. Até hoje - mais de dois meses depois - a ficha sobre isso não caiu. Já depositei a versão final no repositório da Ufop (em breve, estará disponível para download) e agora é partir pra tentar uma publicação e, ainda, o estabelecimento de um produto, como também indicado pela banca. Dedos cruzados!

Só gente querida! Faltou a Nancy, que voltou correndo pro trabalho

Bel e eu, pós-defesa, fingindo que bebemos cerveja

Foi lindo. Foi intenso. Foi tão bom que quero mais. Estou estudando para desenvolver um projeto de doutorado. Sei que vou dar continuidade. Não sei quando serei aprovada no doutorado. Sei que, não importa quando a aprovação vier, estarei lá, pra cursar mais quatro anos e seguir pra onde está o meu futuro.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Livro: A garota na teia da aranha



O caso é grave. Por gostar muito-muito-muito da Trilogia Millennium, fique até empolgada quando vi que teria uma continuação. Já sabia que não seria a mesma coisa, visto que o Stieg Larsson estava morto. Mas até então, a notícia que tinha é que o autor novo tinha sido aprovado pela família do Larsson. Um indicativo bem pequeno de qualidade, eu sei. Mas, mesmo assim, fiquei tentada a continuar lendo. Meu primo João Batista me deu o livro (ele sempre me manda livros; eu amo!) e fui logo encaixando pra ler.

Daí que, né?, não foi fácil. A expectativa pra uma legítima história do Larsson era enorme. E o livro acabou sendo uma grande decepção. Talvez porque os nomes dos personagens tenham se mantido - era esse o objetivo, não? -, mas suas personalidades tenham se tornado difusas. Impossível reconhecer a Lisbeth da trilogia nesta história. Mikhael também não é o mesmo. O ambiente é outro, o clima é outro. Não dá pra aceitar essa história como parte da trilogia original. Talvez, se o autor levasse a mesma história, mas sem se apropriar dos personagens, até passava como um romancezinho fácil desses que prende o leitor por conta de um plot twist no fim de cada capítulo.

A história começa com Frans Balder, um sueco gênio da computação tendo roubado informações importantes de um bando de hackers que se traveste de empresa de segurança de dados. A NSA, agência de inteligência de dados estadunidense, está de olho nessa situação, mas não leva a sério o risco à vida do cientista. Este, por sua vez, tem um filho autista inteligentíssimo com números e capaz de desenhar com tanta perfeição que deixa todos de boca aberta. Acontece que, até então, ninguém sabia dessas duas habilidades da criança. Sim, isso é sério.

Essas características do garoto só surgem quando seu pai é brutalmente assassinado, na frente do filho, por um frio matador de aluguel. Que, é claro, pertence à tal organização criminosa. Movido sabe-se lá por qual motivo, o assassino poupa a criança, que é, então, levada como testemunha. Mas com seu autismo grave, não sabe fazer nada além de desenhar. O gênio sueco assassinado era amigo - uma amizade nunca esclarecida, por mais que o autor tente desenvolver essa questão - de Lisbeth Salander, a hacker que a gente ama. Ela, por sua vez, está às voltas com uma invasão nos computadores da NSA, quebrando a segurança e instalando um vírus espião. Mikhael, há tempos sem notícias de Lisbeth, sofre porque, mais uma vez, a revista Millennium está ameaçada de ser fechada. Algo que não condiz com o último livro da trilogia, veja bem.

Não se sabe quanto tempo se passou entre o terceiro volume, o último escrito pelo Larsson, e este, do David Lagercrantz. Porém, acredito que só uns dez anos de espaço entre uma história e outra poderiam colocar a revista Millennium em risco novamente. O autor justifica dizendo que foram péssimas decisões empresariais (mesmo depois de tudo o que o Mikhael e a Erika viveram nos últimos livros???) e pela perda de credibilidade do jornalista, a partir de uma campanha na internet orquestrada - veja bem - pelo executivo que comanda a empresa que comprou parte da revista. Não faz muito sentido, se formos pensar em como o Stieg Larsson construiu a Millennium.

Mas, vá lá... Mikhael é levado por uma fonte bem obscura a tentar uma entrevista com Frans Balder, buscando alavancar novamente sua carreira como jornalista. O cientista, então, marca com ele um encontro de madrugada. Quando Mikhael chega, Balder já está assassinado. Assim, o jornalista também entra na trama. No fim das contas, as ligações de Mikhael e Lisbeth com Balder são muito fracas para justificar a história. Nem vou comentar a ligação de Lisbeth com August, o filho autista de Balder. Idem para a aparição de Camilla, irmã de Lisbeth (e aqui, pelamor, precisava a personagem ser uma femme fatale? Não faz o menor sentido!!!)

Enfim, a história é até interessante. Mas seria mais se não tivesse qualquer ligação com a Trilogia Millennium. Não dá pra ser feliz vendo os personagens e o universo sendo distorcidos, ao mesmo tempo em que o autor tenta "imitar" o estilo do Larsson.

Sobre a Trilogia Millennium, escrevi:
Os homens que não amavam as mulheres
A menina que brincava com fogo
A rainha do castelo de ar
A garota com a tatuagem de dragão e a filosofia: tudo é fogo
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Citações #208

De Número Zero:




Por outro lado, parece que nosso editor disse uma vez que seus telespectadores estão numa faixa média de idade (digo, idade mental) de doze anos. Os nossos leitores não, mas é sempre útil atribuir uma idade a eles: os nossos terão mais de cinquenta anos, serão bons e honestos burgueses que desejam a lei e a ordem, mas adoram fofocas e revelações sobre várias formas de desordem. Partiremos do princípio de que não são aquilo que se costuma chamar de leitor assíduo, aliás, grande parte deles não deve ter nem livro em casa, mas, quando necessário, falaremos do grande romance que está vendendo milhões de exemplares em todo o mundo. O nosso leitor não lê livros, mas gosta de pensar que existem grandes artistas excêntricos e bilionários, assim como nunca verá de perto a vida de pernas compridas e mesmo assim quer saber tudo sobre seus amores secretos.  


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segunda-feira, 12 de junho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #156

1 - Por que muitos acham que bom jornalismo é lixo e que lixo é bom jornalismo?
Do Sakamoto. Texto bem interessante sobre a relação do público com os textos jornalísticos. Hoje, essa polarização tem proporcionado que pessoas pensem que bom jornalismo é texto opinativo, quando está bem longe disso. Leitura super recomendável.

2 - Relacionamento abusivo nas amizades
Da queridíssima Rosinha. Ainda bem que me livrei das pessoas tóxicas que me cercavam. Algumas se posicionavam como amigas, outras como colegas, até mesmo familiares. Gente tóxica, que faz mal, quero ver longe. E a Rosinha dá um passo a passo de como identificar essas pessoas.

3 - Escrevo porque preciso, me calo porque canso
Da queridíssima Bel. Sobre escrita como catalisador, ou como forma de expressar/organizar melhor os sentimentos. Muito bom!

4 - E se o Brasil fosse governado pelas mídias sociais?
Do Eduardo Vasques. Um alívio cômico mas, ao mesmo tempo, um tapa de realidade na nossa cara, nesse momento bizarro que o país vive.

5 - Livre. Vive
Da Cláudia Giudice. Uma reflexão mais prática sobre o minimalismo

6 - Livro X Filme: estereótipos machistas e racistas pautaram a adaptação das Serpentes de Areia para a TV
Do Nó de Oito. Um texto longo e muito bacana sobre Dorne, nos livros de As crônicas de gelo e fogo e em Game of Thrones. Muito bacana, porque casa com a sensação que eu tive, mas mais ainda, porque tem muito a ver com a minha dissertação.


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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Se puder

Post inspirado em Se puder, da Bel, com um adendo meu.

Se puder faça terapia. Melhor decisão da minha vida foi partir pra análise. Mudou tanta coisa em mim e em minha relação com o mundo... 

Se puder cozinhe em casa. Não sei cozinhar. Não consigo aprender. Não consigo gostar. Mas valorizo, muito, quem cozinha.

Se puder encontre alguma atividade que você goste e pratique sempre que tiver vontade. Caminhada, quebra-cabeça, leitura. Tudo que seria sempre bom praticar quando eu tivesse vontade, mas não é assim que a banda toca. 

Se puder se dê um gosto. Ultimamente, têm sido os livros mesmo. Mas sempre tem uma viagem ali à espreita. As mini-férias foram isso. 

Se puder estude ou faça um curso que não tenha nada a ver com a sua profissão. Jardinagem eu estou tentando. Mas ainda não chego nem perto de fazer direito.

Se puder separe uns minutos para não fazer nada com o seu amor. Tem rolado. Menos do que eu gostaria, porque estou trabalhando no projeto-doutorado. 

Se puder medite, nem que seja por um minuto.  Não consigo. Acho que é por falta de tentar mesmo. Queria muito, especialmente porque ajuda a desacelerar

Se puder abrace alguém que você gosta todos os dias. Tento. Tenho problema com abraços (isso é tema pra um texto, um dia). 

Se puder corte pessoas tóxicas da sua vida. Sempre. Alivia a jornada de forma tão espetacular, que às vezes me pego pensando se não tem mais gente pra cortar da vida. 

Se puder não deixe de tomar café da manhã. Nem posso. Se eu não tomo café da manhã, é desmaio na certa. 

Se puder tome uma tacinha de vinho todos os dias. Rola não. Minha relação com o vinho está em eterno processo de luta. 


Acrescendo, aqui, a minha parte:

Se puder, foque nos processos. A gente, em geral, se fixa muito no objetivo e esquece os processos. Porém, um bom processo leva a um resultado mais eficaz, de forma bem mais rápida.

Se puder, não pare de se mexer. Hoje, sinto as consequências daquele ano, lá atrás, quando precisei ficar quieta, sem fazer qualquer atividade física. Nem dançar podia. Daí, de uma hora pra outra, tudo ficou difícil. "Mexa-se, Aline" é algo que tento falar comigo mesma todo dia.

Se puder, exercite os músculos do rosto com mais sorrisos do que com caras feias.

Se puder, sonhe de olhos abertos. Os sonhos noturnos podem ser confusos, mas sonhar acordado oferece metas e objetivos mais palpáveis e realizáveis.

Se puder, exercite a sororidade. É necessário que as mulheres sejam solidárias umas com as outras. Já basta de patriarcado, de machismo, de opressão masculina.

Se puder, leia livros. Se puder, compre livros. Se puder, doe livros.


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terça-feira, 6 de junho de 2017

Citações #207

De As aventuras de Pi:



- O mundo não é apenas do jeito que ele é. É também como nós o compreendemos, não é mesmo? E, ao compreender alguma coisa, trazemos alguma contribuição nossa, não é mesmo? Isso não faz da vida uma história?

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #155

1 - Sim - Usar até acabar
Da Beth Salgueiro, no Primeira Fonte. Sobre tempos de escassez e reaproveitamento. E sobre o que esses tempos podem nos ensinar.

2 - Esquerdo-macho é pior que machista
Da Marcela Zaidan. Taí um serzinho que me dá engulhos. Pior é reconhecer um entre seu círculo de amigos ou conhecidos. Colegas de trabalho, idem. Há um desses que cruzou meu caminho ano passado. O horror, o horror.

3 - Aécio Neves e o que não se lia na imprensa mineira até recentemente sobre ele
Do José de Souza Castro no Blog da Kika Castro. Jornalistas mineiros sabem. Atenção para o livro que está linkado no post!

4 - Férias, agora entendi
Da Cláudia Giudice, do A vida sem crachá. Li o texto enquanto ainda estava em mini-férias e pensando justamente no fruir. Já tive férias correria, dessas de tentar aproveitar o máximo no maior tempo possível. Hoje, não vejo mais motivo para correr. O que tiver que vir vai ser aproveitado. Será influência do minimalismo?

5 - O discurso de Helen Mirren para mulheres que não se consideram feministas
No El Pais. Cara, tem tanta gente que tem postura feminista, mas não se afirma como, por ter medo do nome, por entender o feminismo como oposição ao machismo, por tanta coisa... O discurso é bem interessante.

6 - Assassinato no Expresso Oriente e eu
Da Luciana Nepomuceno. Ela traduz o que eu sinto ao ler Agatha Christie. Uma leveza que é praticamente incompatível com assassinatos, porque a autora consegue falar muito bem da alma humana. Foi uma delícia ler esse texto e lembrar da minha coleção de livros, que foi doada pra Biblioteca Pública de Ouro Preto.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...