terça-feira, 27 de junho de 2017

Citações #209

De Número Zero:



Os jornais mentem, os historiadores mentes, a televisão hoje mente. Você não viu os telejornais há um ano, com a Guerra do Golfo, o pelicano coberto de óleo, agonizando no Golfo Pérsico? Depois foi apurado que naquela estação era impossível haver pelicanos no Golfo, e as imagens eram de oito anos antes, no tempo da Guerra Irã-Iraque. Ou então, como disseram outros, pegaram uns pelicanos no zoológico e lambuzaram de petróleo. O mesmo devem ter feito com os crimes fascistas. Veja bem, não é que me afeiçoei às ideias do meu pai ou do meu avô, nem quero fazer de conta que não houve massacre de judeus. Por outro lado alguns dos meus melhores amigos são judeus, imagine. Mas não confio em mais nada. Os americanos foram mesmo até a Lua? Não é impossível que tenham construído tudo num estúdio, se você observar as sombras dos astronautas depois da alunissagem não são verossímeis. E a Guerra do Golfo aconteceu mesmo ou nos mostraram só trechos de velhos repertórios? Vivemos na mentira e, se você sabe que lhe estão mentindo, precisa viver desconfiado. Eu desconfio, desconfio sempre.  

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


sexta-feira, 23 de junho de 2017

Enfim, a defesa



28 de março chegou e lá estava eu, morrendo de medo. Eu tinha muita certeza da minha pesquisa, do que descobri e do que tinha escrito, mas estava com muito medo da banca. Ok que, em geral, quando a sua banca é marcada, é um sinal de que você tem capacidade para defender sua pesquisa. Tem gente que diz que a banca só protocolar. Não sei se é a sim. Levei a minha a sério, como se fosse a última etapa do mestrado.

Por outro lado, estava bem mais tranquila do que na banca de qualificação. Isso porque a qualificação é o momento crítico, em que a banca vai dizer onde você acerta, onde erra, o que deve corrigir, o que deve refazer. A minha banca de qualificação foi a mesma da defesa, o que significa que eu teria que ter levado a sério tudo o que foi dito, fazer todas as correções de rumo, etc.

Uns dias antes, a Bel chegou. É um privilégio danado ter uma amiga que vem lá de Ilhéus pra estar com você. Foi com a Bel que falei das minhas angústias sobre a banca. Foi ela (e Leo acompanhando) que serviram de "cobaias" pra minha apresentação, apontando onde eu deveria mudar, o que poderia aprofundar e como deveria alterar a forma de passar de um slide a outro. Bel foi comigo pra Mariana, me dando todo o apoio possível.

Na rodoviária de OP, antes de ir pra Mariana
Lá na sala, com a banca montada e a defesa começando pontualmente, optei por não olhar pra plateia, pra não me emocionar. Não vi os rostos queridos que estavam lá, me dando apoio. Amigos que estavam comigo no início do curso, no início da vida, que chegaram no meio do caminho, que vão continuar comigo pra sempre. Destaco, além da Bel, a Rosinha, essa queridona que a vida me deu de presente, e que veio de Lafaiete só pra estar do meu lado também. Fiquei super emocionada com a saga dela em vir pra Ouro Preto, de ônibus, pra estar lá, na defesa. E ainda voltar pra Lafa no mesmo dia, porque tinha que dar aulas no dia seguinte. Sério: meus amigos são tão especiais que não consigo imaginar o que fiz pra ter eles perto de mim.

Bel, Rosinha e eu, pós-defesa, indo pro bar comemorar


Além da Bel e da Rosinha, a Nancy, que foi minha babá quando eu ainda vivia em OP, e deixou de ir trabalhar naquela terça-feira à tarde. O Paulo, que deixou os compromissos na universidade para seguir comigo. As amigas queridas que fiz no mestrado: Dayana, Luana, Kamilla, Ana Luísa. E os amigos do mestrado que não puderam ir, mas que me encheram de carinho. Os amigos que não são do mestrado e que inundaram minhas redes de mensagens lindas, me fazendo chorar de alegria. O Fred, coordenador do mestrado, que assistiu à defesa. A banca, muito generosa comigo. Não tenho palavras pra agradecer.

Obviamente, comecei a apresentar os resultados da pesquisa bem nervosa. Gaguejei, falei rápido demais, a mão suou. Aos poucos, a segurança do que eu tinha descoberto veio e tudo fluiu. Usei minha meia hora sem precisar correr no final. Apresentei o que eu precisava. Mostrei as minhas bolinhas coloridas - na pesquisa, uma coisa que eu queria fazer e não consegui foi apresentar meus resultados visualmente; por isso, os três slides de bolinhas coloridas me deixaram felizes demais.

Um dos slides de bolinhas - o mais básico
Não vou mostrar o complexo por motivos de foi uma das minhas descobertas

Quando terminei e me senti para ouvir a banca, a apreensão voltou. O medo de levar umas chapuletadas era imenso. Porque acontece. Porque, por mais que a minha pesquisa estivesse boa - está muito boa e posso me orgulhar disso sim -, não sou a dona da verdade. A primeira pessoa a falar foi a professora visitante. Em sua primeira pergunta, eu me perdi. Achei que não teria capacidade de responder e quis chorar. Ela fez três perguntas juntas e, enquanto eu as anotava, a resposta à primeira, que tanto me assustou, veio naturalmente. Quando a banca terminou, a Ana Luísa veio falar comigo sobre a facilidade e a segurança com que eu a respondi. Não sei como isso se deu: de uma hora pra outra, a insegurança foi embora e estava tudo lá. A outra membro da banca também fez seus questionamentos, e eu já estava bem mais segura, sabendo, enquanto a arguição foi passando, que a banca tinha sido bem generosa e que eu teria poucas coisas a acertar para a versão final. Respeitei aliviada.

O último a falar foi o orientador, e eu fiquei extremamente agradecida pela parceria por esses dois anos. Aprendi demais com ele - e ainda aprendo, porque, segundo ele, a orientação é para sempre. Queria ter um pouco da inteligência absurda que ele tem, para poder seguir carreira nessa selva de pedra chamada mundo acadêmico.

A assinatura da ata. Ufa!

Depois da saída, de praxe, para que a banca deliberasse, foi uma delícia abraçar todo mundo que esteve naquela sala. Foi amor demais, de todos os lados. Por último, a aprovação, com uma surpresa: a banca indicou o trabalho para publicação. Até hoje - mais de dois meses depois - a ficha sobre isso não caiu. Já depositei a versão final no repositório da Ufop (em breve, estará disponível para download) e agora é partir pra tentar uma publicação e, ainda, o estabelecimento de um produto, como também indicado pela banca. Dedos cruzados!

Só gente querida! Faltou a Nancy, que voltou correndo pro trabalho

Bel e eu, pós-defesa, fingindo que bebemos cerveja

Foi lindo. Foi intenso. Foi tão bom que quero mais. Estou estudando para desenvolver um projeto de doutorado. Sei que vou dar continuidade. Não sei quando serei aprovada no doutorado. Sei que, não importa quando a aprovação vier, estarei lá, pra cursar mais quatro anos e seguir pra onde está o meu futuro.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Livro: A garota na teia da aranha



O caso é grave. Por gostar muito-muito-muito da Trilogia Millennium, fique até empolgada quando vi que teria uma continuação. Já sabia que não seria a mesma coisa, visto que o Stieg Larsson estava morto. Mas até então, a notícia que tinha é que o autor novo tinha sido aprovado pela família do Larsson. Um indicativo bem pequeno de qualidade, eu sei. Mas, mesmo assim, fiquei tentada a continuar lendo. Meu primo João Batista me deu o livro (ele sempre me manda livros; eu amo!) e fui logo encaixando pra ler.

Daí que, né?, não foi fácil. A expectativa pra uma legítima história do Larsson era enorme. E o livro acabou sendo uma grande decepção. Talvez porque os nomes dos personagens tenham se mantido - era esse o objetivo, não? -, mas suas personalidades tenham se tornado difusas. Impossível reconhecer a Lisbeth da trilogia nesta história. Mikhael também não é o mesmo. O ambiente é outro, o clima é outro. Não dá pra aceitar essa história como parte da trilogia original. Talvez, se o autor levasse a mesma história, mas sem se apropriar dos personagens, até passava como um romancezinho fácil desses que prende o leitor por conta de um plot twist no fim de cada capítulo.

A história começa com Frans Balder, um sueco gênio da computação tendo roubado informações importantes de um bando de hackers que se traveste de empresa de segurança de dados. A NSA, agência de inteligência de dados estadunidense, está de olho nessa situação, mas não leva a sério o risco à vida do cientista. Este, por sua vez, tem um filho autista inteligentíssimo com números e capaz de desenhar com tanta perfeição que deixa todos de boca aberta. Acontece que, até então, ninguém sabia dessas duas habilidades da criança. Sim, isso é sério.

Essas características do garoto só surgem quando seu pai é brutalmente assassinado, na frente do filho, por um frio matador de aluguel. Que, é claro, pertence à tal organização criminosa. Movido sabe-se lá por qual motivo, o assassino poupa a criança, que é, então, levada como testemunha. Mas com seu autismo grave, não sabe fazer nada além de desenhar. O gênio sueco assassinado era amigo - uma amizade nunca esclarecida, por mais que o autor tente desenvolver essa questão - de Lisbeth Salander, a hacker que a gente ama. Ela, por sua vez, está às voltas com uma invasão nos computadores da NSA, quebrando a segurança e instalando um vírus espião. Mikhael, há tempos sem notícias de Lisbeth, sofre porque, mais uma vez, a revista Millennium está ameaçada de ser fechada. Algo que não condiz com o último livro da trilogia, veja bem.

Não se sabe quanto tempo se passou entre o terceiro volume, o último escrito pelo Larsson, e este, do David Lagercrantz. Porém, acredito que só uns dez anos de espaço entre uma história e outra poderiam colocar a revista Millennium em risco novamente. O autor justifica dizendo que foram péssimas decisões empresariais (mesmo depois de tudo o que o Mikhael e a Erika viveram nos últimos livros???) e pela perda de credibilidade do jornalista, a partir de uma campanha na internet orquestrada - veja bem - pelo executivo que comanda a empresa que comprou parte da revista. Não faz muito sentido, se formos pensar em como o Stieg Larsson construiu a Millennium.

Mas, vá lá... Mikhael é levado por uma fonte bem obscura a tentar uma entrevista com Frans Balder, buscando alavancar novamente sua carreira como jornalista. O cientista, então, marca com ele um encontro de madrugada. Quando Mikhael chega, Balder já está assassinado. Assim, o jornalista também entra na trama. No fim das contas, as ligações de Mikhael e Lisbeth com Balder são muito fracas para justificar a história. Nem vou comentar a ligação de Lisbeth com August, o filho autista de Balder. Idem para a aparição de Camilla, irmã de Lisbeth (e aqui, pelamor, precisava a personagem ser uma femme fatale? Não faz o menor sentido!!!)

Enfim, a história é até interessante. Mas seria mais se não tivesse qualquer ligação com a Trilogia Millennium. Não dá pra ser feliz vendo os personagens e o universo sendo distorcidos, ao mesmo tempo em que o autor tenta "imitar" o estilo do Larsson.

Sobre a Trilogia Millennium, escrevi:
Os homens que não amavam as mulheres
A menina que brincava com fogo
A rainha do castelo de ar
A garota com a tatuagem de dragão e a filosofia: tudo é fogo
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terça-feira, 20 de junho de 2017

Citações #208

De Número Zero:




Por outro lado, parece que nosso editor disse uma vez que seus telespectadores estão numa faixa média de idade (digo, idade mental) de doze anos. Os nossos leitores não, mas é sempre útil atribuir uma idade a eles: os nossos terão mais de cinquenta anos, serão bons e honestos burgueses que desejam a lei e a ordem, mas adoram fofocas e revelações sobre várias formas de desordem. Partiremos do princípio de que não são aquilo que se costuma chamar de leitor assíduo, aliás, grande parte deles não deve ter nem livro em casa, mas, quando necessário, falaremos do grande romance que está vendendo milhões de exemplares em todo o mundo. O nosso leitor não lê livros, mas gosta de pensar que existem grandes artistas excêntricos e bilionários, assim como nunca verá de perto a vida de pernas compridas e mesmo assim quer saber tudo sobre seus amores secretos.  


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segunda-feira, 12 de junho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #156

1 - Por que muitos acham que bom jornalismo é lixo e que lixo é bom jornalismo?
Do Sakamoto. Texto bem interessante sobre a relação do público com os textos jornalísticos. Hoje, essa polarização tem proporcionado que pessoas pensem que bom jornalismo é texto opinativo, quando está bem longe disso. Leitura super recomendável.

2 - Relacionamento abusivo nas amizades
Da queridíssima Rosinha. Ainda bem que me livrei das pessoas tóxicas que me cercavam. Algumas se posicionavam como amigas, outras como colegas, até mesmo familiares. Gente tóxica, que faz mal, quero ver longe. E a Rosinha dá um passo a passo de como identificar essas pessoas.

3 - Escrevo porque preciso, me calo porque canso
Da queridíssima Bel. Sobre escrita como catalisador, ou como forma de expressar/organizar melhor os sentimentos. Muito bom!

4 - E se o Brasil fosse governado pelas mídias sociais?
Do Eduardo Vasques. Um alívio cômico mas, ao mesmo tempo, um tapa de realidade na nossa cara, nesse momento bizarro que o país vive.

5 - Livre. Vive
Da Cláudia Giudice. Uma reflexão mais prática sobre o minimalismo

6 - Livro X Filme: estereótipos machistas e racistas pautaram a adaptação das Serpentes de Areia para a TV
Do Nó de Oito. Um texto longo e muito bacana sobre Dorne, nos livros de As crônicas de gelo e fogo e em Game of Thrones. Muito bacana, porque casa com a sensação que eu tive, mas mais ainda, porque tem muito a ver com a minha dissertação.


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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Se puder

Post inspirado em Se puder, da Bel, com um adendo meu.

Se puder faça terapia. Melhor decisão da minha vida foi partir pra análise. Mudou tanta coisa em mim e em minha relação com o mundo... 

Se puder cozinhe em casa. Não sei cozinhar. Não consigo aprender. Não consigo gostar. Mas valorizo, muito, quem cozinha.

Se puder encontre alguma atividade que você goste e pratique sempre que tiver vontade. Caminhada, quebra-cabeça, leitura. Tudo que seria sempre bom praticar quando eu tivesse vontade, mas não é assim que a banda toca. 

Se puder se dê um gosto. Ultimamente, têm sido os livros mesmo. Mas sempre tem uma viagem ali à espreita. As mini-férias foram isso. 

Se puder estude ou faça um curso que não tenha nada a ver com a sua profissão. Jardinagem eu estou tentando. Mas ainda não chego nem perto de fazer direito.

Se puder separe uns minutos para não fazer nada com o seu amor. Tem rolado. Menos do que eu gostaria, porque estou trabalhando no projeto-doutorado. 

Se puder medite, nem que seja por um minuto.  Não consigo. Acho que é por falta de tentar mesmo. Queria muito, especialmente porque ajuda a desacelerar

Se puder abrace alguém que você gosta todos os dias. Tento. Tenho problema com abraços (isso é tema pra um texto, um dia). 

Se puder corte pessoas tóxicas da sua vida. Sempre. Alivia a jornada de forma tão espetacular, que às vezes me pego pensando se não tem mais gente pra cortar da vida. 

Se puder não deixe de tomar café da manhã. Nem posso. Se eu não tomo café da manhã, é desmaio na certa. 

Se puder tome uma tacinha de vinho todos os dias. Rola não. Minha relação com o vinho está em eterno processo de luta. 


Acrescendo, aqui, a minha parte:

Se puder, foque nos processos. A gente, em geral, se fixa muito no objetivo e esquece os processos. Porém, um bom processo leva a um resultado mais eficaz, de forma bem mais rápida.

Se puder, não pare de se mexer. Hoje, sinto as consequências daquele ano, lá atrás, quando precisei ficar quieta, sem fazer qualquer atividade física. Nem dançar podia. Daí, de uma hora pra outra, tudo ficou difícil. "Mexa-se, Aline" é algo que tento falar comigo mesma todo dia.

Se puder, exercite os músculos do rosto com mais sorrisos do que com caras feias.

Se puder, sonhe de olhos abertos. Os sonhos noturnos podem ser confusos, mas sonhar acordado oferece metas e objetivos mais palpáveis e realizáveis.

Se puder, exercite a sororidade. É necessário que as mulheres sejam solidárias umas com as outras. Já basta de patriarcado, de machismo, de opressão masculina.

Se puder, leia livros. Se puder, compre livros. Se puder, doe livros.


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terça-feira, 6 de junho de 2017

Citações #207

De As aventuras de Pi:



- O mundo não é apenas do jeito que ele é. É também como nós o compreendemos, não é mesmo? E, ao compreender alguma coisa, trazemos alguma contribuição nossa, não é mesmo? Isso não faz da vida uma história?

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segunda-feira, 5 de junho de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #155

1 - Sim - Usar até acabar
Da Beth Salgueiro, no Primeira Fonte. Sobre tempos de escassez e reaproveitamento. E sobre o que esses tempos podem nos ensinar.

2 - Esquerdo-macho é pior que machista
Da Marcela Zaidan. Taí um serzinho que me dá engulhos. Pior é reconhecer um entre seu círculo de amigos ou conhecidos. Colegas de trabalho, idem. Há um desses que cruzou meu caminho ano passado. O horror, o horror.

3 - Aécio Neves e o que não se lia na imprensa mineira até recentemente sobre ele
Do José de Souza Castro no Blog da Kika Castro. Jornalistas mineiros sabem. Atenção para o livro que está linkado no post!

4 - Férias, agora entendi
Da Cláudia Giudice, do A vida sem crachá. Li o texto enquanto ainda estava em mini-férias e pensando justamente no fruir. Já tive férias correria, dessas de tentar aproveitar o máximo no maior tempo possível. Hoje, não vejo mais motivo para correr. O que tiver que vir vai ser aproveitado. Será influência do minimalismo?

5 - O discurso de Helen Mirren para mulheres que não se consideram feministas
No El Pais. Cara, tem tanta gente que tem postura feminista, mas não se afirma como, por ter medo do nome, por entender o feminismo como oposição ao machismo, por tanta coisa... O discurso é bem interessante.

6 - Assassinato no Expresso Oriente e eu
Da Luciana Nepomuceno. Ela traduz o que eu sinto ao ler Agatha Christie. Uma leveza que é praticamente incompatível com assassinatos, porque a autora consegue falar muito bem da alma humana. Foi uma delícia ler esse texto e lembrar da minha coleção de livros, que foi doada pra Biblioteca Pública de Ouro Preto.

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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Livro: Vozes de Tchernóbil - a história oral do desastre nuclear



Quando o Nobel de 2015 anunciou Svetlana Aleksiévitch como vencedora, fiquei querendo conhecer a sua obra. Uma mulher, uma jornalista, uma história sobre a União Soviética. Meu conhecimento sobre Tchernóbil era nulo, só sabia que rolou um desastre nuclear e que, em seguida, teve um vazamento de Césio 137 em Goiânia. Lembro até da musiquinha: "eu amo Goiânia, Goiânia me ama...".

Fiquei com vontade de ler ao menos três livros da autora. Esse As vozes de Tchernóbil era um deles. Dei de presente para uma amiga, mas não comprei pra mim. Durante a Semana Santa deste ano, ganhei do Marcelo e da Debora, o casal de professores que tem me incentivado muito na vida acadêmica; ele, meu orientador, ela, participante das minhas bancas e sempre me botando pra pensar. Comecei a ler e foi uma porrada. Não tem outra palavra.

A autora não escreve. Ela transcreve a fala de diversos personagens, anônimos ou não, que viveram Tchernóbil de alguma forma. As esposas dos liquidadores, os homens que foram enviados para tampar o buraco no reator e que receberam cargas altíssimas de radiação; as crianças que não entendiam o que estava acontecendo; os militares, preparados para uma guerra, mas não para um acidente nuclear. Os moradores das aldeias, que não compreendiam nada e até hoje choram por terem sido forçados a deixar a terra onde nasceram e viveram.

Chorei em diversos momentos. A voz ficava embargada. O aperto na garganta era severo. Deixei o livro de lado. Voltei a ele. Impossível não terminar, impossível ler com sofreguidão, sem ter repulsa pela história, pela humanidade, pelo governo. A dor do povo doeu em mim. Mas sei que a minha empatia é só uma tentativa minúscula e inexpressiva perto do que viveram.

Já tenho o segundo livro dela pra ler. E este vai viajar pro Piauí, pra minha amiga Ju. Pra alguém que sei que vai viver a experiência e vai espalhar luta por onde passar.

Quando puderem, leiam. É sofrido, mas é necessário.

Já falei algumas vezes como preciso de literatura e de cinema que me tirem do conforto, que sacudam a minha vida. Os textos estão aqui e aqui. Vozes de Tchernóbil veio assim, atropelando tudo, e trazendo pra mim o que eu mais gosto em um livro: abrir o horizonte.

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terça-feira, 30 de maio de 2017

Citações #206

De As aventuras de Pi:



Como é terrível uma despedida gorada… Sou uma pessoa que acredita nas formalidades, na harmonia da ordem. Sempre que possível devemos dar às coisas uma forma significativa. Por exemplo, será que eu poderia lhe contar essa minha história tão confusa em exatamente cem capítulos, nem um a mais, nem um a menos? Sabe que a única coisa que detesto no meu apelido é o jeito que esse número tem de se estender indefinidamente? Na vida, é importante concluir as coisas do modo certo. Só então a gente pode deixar aquilo para trás. Caso contrário, ficamos remoendo as palavra que podíamos ter dito, mas não dissemos, e o nosso coração fica carregado de remorso.

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #154

1 - Merlí: como não amar?
Do Pequenina e Gigante, sobre a série catalã Merlí, que é uma delícia. Ensinar Filosofia de olho no cotidiano é muito bacana. Preciso escrever sobre a série...

2 - No thanks, Heloisa
Da Helô Righetto. Sobre os "nãos" que os jornalistas freelancers recebem. Sobre a dificuldade da vida de quem quer trabalhar com escrita.

3 - Os medos de Belchior
Do Mário Magalhães. Sério, leiam o Mário Magalhães. E ouçam Belchior. Vai fazer falta esse rapaz latino-americano sem dinheiro no banco, sem parentes militares importantes e vindo do interior.

4 - Filmic pizza: our top 10 scenes for pizza lovers
Do The Guardian, uma lista muito bacana de filmes e séries em que pizzas têm algum papel relevante. Tem Breaking Bad, Gilmore Girls, Home Alone  e Back to the future. Muito bom!

5 - Ian McEwan: "O amor não é sempre uma virtude"
Do El Pais, uma entrevista muito bacana com um autor que eu respeito.

6 - Vendido como mocinho pela irmã, Aécio garantiu blindagem da imprensa por 30 anos
Do Lucas Figueiredo no The Intercept. Jornalistas de Minas já sabiam. Mais pessoas precisam saber.

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domingo, 28 de maio de 2017

Dez



Daqui.

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sábado, 27 de maio de 2017

Resumão das mini-férias

Teve mini-férias, aê!

Foi na correria, a decisão foi mutcho loka, mas rolou. Não era pra onde eu queria ir, mas foi pra onde a grana dava pra bancar.

Um resumo basicão, porque vou falar das mini-férias com mais detalhes, depois:

- planejamento continua sendo a chave do sucesso. Planejar tudo, do onde-ir, onde-comer até a grana a gastar;
- o governo do seu país pode surtar exatamente no dia em que você chega ao seu destino, e seu plano financeiro pode sofrer abalos, mas se tudo for bem planejadinho, dá pra sobreviver sem sofrer;
- imprevistos acontecem. Uma alergia horrenda no rosto (o meu ficou parecendo uma pipoca adolescente), um ligamento rompido no pé, um produto que você só podia encontrar num lugar X e que foi vendido um dia antes de vc chegar;
- é preciso ter espírito positivo pra continuar turistando com alergia e pé bichado;
- entrar em livrarias com listas de livros a serem buscados é maravilhoso;
- voltar pra casa cansa muito e é frustrante;
- fazer mala compacta é uma capacidade que eu domino plenamente;
- agora também domino a arte de trazer cerveja na mala despachada;
- cartão ilimitado do metrô é vida;
- você pode comer muito bem sem ter que ir a restaurantes "oficiais";
- o app de clima da Apple é bem certinho. Mas só por três dias de antecedência;
- teve todo tipo de clima, só não teve neve. E eu só não tinha roupa e sapato pra enfrentar neve.

Teve bom.

Espero que as próximas mini-férias sejam pro destino que seria agora...

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terça-feira, 23 de maio de 2017

Citações #205

De As aventuras de Pi:


Concluí que tinha enlouquecido. É triste, mas é verdade. A infelicidade adora companhia, e a loucura atende prontamente a esse desejo.


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domingo, 21 de maio de 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Desatinos

Daí que um dia, não lembro qual, alguém, que não lembro quem, me apresentou a essa música espetacular chamada Triste, Louca ou Má, da banda francisco, el hombre.





Essa música é uma maravilhosidade sem tamanho. Idem para o clipe.

Virou quase um hino, que escuto com muita frequência.

Uma parte da letra diz "ela desatinou, desatou nós, vai viver só". Na hora, claro, lembrei da Ela desatinou, do Chico-deuso-muso-Buarque.





A moral da história: bora desatinar, gente!


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terça-feira, 16 de maio de 2017

Citações #204

De As aventuras de Pi:



Podemos nos acostumar a tudo. Já não disse isso? Não é o que dizem todos os sobreviventes?


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domingo, 14 de maio de 2017

Quero



Daqui.

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Avós e bisavós

A bisavó da minha estagiária morreu. A garota estava comigo, na agência, quando a mãe dela ligou avisando. Foi uma coisa muito maluca, porque me fez pensar em várias coisas. Em especial, em uma que ela disse pra mim: "Ela estava doente, mas eu não achei que ela fosse morrer. A minha outra bisavó já morreu, mas eu não achei que esta iria agora". Não fiquei pensando nessa coisa inevitável que é a morte, mas que a gente tenta evitar o tempo todo, acreditando piamente que não vai acontecer nunca com quem a gente ama.

O que me pegou pra pensar foi o fato dela ter pego duas bisavós vivas.

As gerações vão mudando, e nós estamos com uma maior qualidade de vida, não tem como negar.

Quando eu era criança, ficava super feliz por ter os quatro avós vivos. Os maternos, bem próximos da gente. Os paternos, distantes e estranhos, mas vivos. A maior parte dos meus amigos já tinha perdido ao menos um dos avós.

Pra mim, foram 14 anos com os quatro vivos. Vovô morreu em 1993. Os paternos, em 1996 e 1997. Vovó, em 2014. Convivi 36 anos com ao menos um dos quatro (e foi um privilégio sem tamanho!) Porém, não convivi com qualquer dos bisavós. Conheci algumas histórias dos bisavós pelo lado materno: vovó Adelina e vovô Camillo, pais da Vovó; vovó Enoe e vovô Procópio, pais do vovô. Do lado paterno, só que a mãe da vovó Ernestina era italiana e se chamava Laurencina, mas todo mundo a chamava de Dona Laura.

Vovô Zina não teve tempo de ter bisnetos. Aliás, a família dela parou de crescer em 1984, quando Otávio nasceu. Eu ainda tenho esperança de ter sobrinhos. Lelê quer ter filhos e em breve devemos ter notícias sobre isso. Mas a vó do Leo, D. Lídia, é mais nova que vovó (faz 91 em 2017) e já tem oito bisnetos. E entre as minhas amigas, a Pat, que é pouco mais velha que eu, acabou de ter a primeira netinha, a Pietra. A mãe da Pat, super jovem, já é bisavó.

A moçada mais jovem (a estagiária tem 22 anos) já pode conviver de perto com bisavós, e isso é muito lindo! Porque avós são uma delícia. Bisas devem ser ainda mais.

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terça-feira, 9 de maio de 2017

Citações #203

De As aventuras de Pi:



Preciso dizer uma coisa sobre o medo. Ele é o único adversário efetivo da vida. Só o medo pode derrotá-la. É um adversário traiçoeiro, esperto… Como eu sei disso! Não tem nenhuma cedência, não respeita leis nem convenções, não tem dó nem piedade. Procura o nosso ponto mais fraco e o encontra com a maior facilidade. Começa pela mente, sempre. Num momento, estamos nos sentindo calmos, confiantes, contentes. Aí o medo disfarçado sob a capa de uma ligeira dúvida, se infiltra na nossa mente como um espião. A dúvida vai ao encontro do descrédito e o descrédito tenta expulsá-la dali. Mas ele não passa de um soldado de infantaria com armamento deplorável. Sem maiores problemas, a dúvida consegue vencê-lo. Começamos a ficar ansiosos. A razão entra em cena para lutar por nós. Ficamos mais tranquilos. Afinal, ela está inteiramente equipada com armamentos da mais avançada tecnologia. Mas, para nossa surpresa, apesar da superioridade de suas táticas e de uma quantidade inegável de vitórias, a razão é derrotada. Nós nos sentimos enfraquecidos, hesitantes. A nossa ansiedade se transforma em pavor.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


segunda-feira, 8 de maio de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #153

Depois que montei o post é que percebi que só dei indicações de Sakamoto e Mário Magalhães. Não foi intencional, mas ambos merecem o destaque. 

1 - "Vagabundo" não é quem faz greve. É quem se nega a estudar História
Do Sakamoto. Impressionante o discurso da mídia contra um direito constitucional. Os direitos dos trabalhadores que temos hoje vieram por muita luta, por meio de greve e outros tipos de enfrentamento. Estudar um cadinho de história não dói, gente.

2 - Ódio contra a greve retrata o atraso do Brasil
Do Mário Magalhães. Um tanto do complexo de viralata mostrado didaticamente.

3 - Primeiro de abril: como uma mentira se torna verdade na internet
Do Sakamoto. Outro post bem didático. Imprescindível nesses temos de ~pós-verdade~

4 - Dez sintomas de que você virou hater e não percebeu
Mais um do Sakamoto. Tá difícil viver nesse mundo em que todo mundo se odeia. Para não cair nessa, basta ver os comportamentos recorrentes e parar de repeti-los (sei que não é simples, mas querer mudar já ajuda um tantão!)

5 - Por que Marine Le Pen é de extrema direita e Jair Bolsonaro não é?
Do Mário Magalhães. Cara, ler o Mário Magalhães é mais do que necessário pra estar bem informado hoje em dia. Ok, não gosto tanto quando ele fala do Flamengo, mas as outras análises são sempre bem fundamentadas e importantes. Essa pergunta dele desnuda a nossa mídia...

6 - Há 80 anos, ataque aéreo nazista levava horror e morte a Guernica
Mais um do Mário Magalhães. Guernica é uma obra tão forte, tão intensa, que me faz crer que a arte não é subjetiva. Há muitos anos, escrevi um pouco sobre a pintura e sobre o que ela me causa. No texto, o Mário lembra o ataque aéreo que causou horror ao mundo todo e levou Picasso a pintar.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...


domingo, 7 de maio de 2017

o/



Daqui.

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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Vamos viver o que se há pra viver...

Vi no blog da Bel e trouxe pra cá. É uma lista de coisas feitas/não feitas/a serem feitas.

Curioso que já fiz um post parecido há algum tempo...



Morar sozinho 
Comprar carro novo - Não
Fazer um cruzeiro - Não
Casar 
Divorciar - Não
Casar novamente - Não
Se apaixonar 
Faltar a escola 
Ver alguém nascer - Não
Ver alguém morrer 
Visitar o Nordeste 

Conhecer o Sul 

Conhecer os EUA 

Conhecer Paris - Não
Conhecer Amsterdam - Não
Conhecer Alemanha - Não
Conhecer Londres - Não
Conhecer a África - Não
Conhecer a China - Não
Conhecer a Argentina  

Aparecer na TV 
Aparecer em um filme - Não
Se apresentar numa peça de teatro 
Se apresentar num espetáculo de dança 

Tietar alguém famoso
 
Dançar na chuva 
Tocar guitarra 

Cantar no karaoke - Não
Ver neve caindo - Não
Chorar de tanto rir 
Andar em uma ambulância 

Fazer xixi de tanto rir 

Chorar de soluçar 
Realizar um sonho 

Tomar um porre 

Ter um filho - Não
Perder um filho - Não 
Plantar uma árvore 
Comprar uma bicicleta 

Comprar um patins 

Escrever um livro  

Ter um animal doméstico 
Curtir a praia olhando o pôr do sol 

Ver o sol nascer sentado na areia da praia - Não
Nadar sem roupa - Não
Andar de trenó - Não
Andar de Jet Ski - Não
Andar de moto 

Saltar de um avião - Não
Saltar de bungee jump - Não
Fazer uma loucura de amor - Não
Andar a camelo - Não
Andar a cavalo 

Aparecer no jornal 
Aparecer em revistas 
Fazer uma cirurgia 
Ficar internado 
Achar que ia morrer 
Andar de helicóptero - Não
Doar sangue - Não
Ir ao cinema sozinho 

Por um piercing - Não
Fazer uma tatuagem 

Dirigir um carro automático  

Fazer mergulho - Não
Viajar sozinho ✔
Ficar na parte de trás do carro de polícia - Não
Ganhar multa por excesso de velocidade 

Ter um osso quebrado 

Ter pontos em algum lugar do corpo - Não
Mudar de cidade 

Ganhar na mega sena - Quem dera...
Ganhar um prêmio em um bingo 

Colocar tudo num carro e começar a vida num novo lugar - Não
Virar noite acordado festejando 
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terça-feira, 2 de maio de 2017

Citações #202

De As aventuras de Pi:


O que essas pessoas não entendem é que é só internamente que Deus precisa ser defendido, não externamente. Deviam dirigir a sua fúria contra si mesmas. Pois o mal exterior nada mais é que o mal interior que conseguiu escapar. O principal campo de batalha para o bem não está no espaço aberto da arena pública, mas na pequena clareira de cada coração. Nesse meio-tempo, aquele monte de viúvas e crianças sem-teto são um problema sério e é em sua defesa, e não na de Deus, que essa gente moralista devia correr.


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segunda-feira, 1 de maio de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #152

1 - Precisamos falar sobre...
Da Bel. Porque é preciso falar, sempre. Mesmo que seja escrevendo, mesmo que seja por códigos, mesmo que seja na cara.

2 - Dória, Cosac e os milionários que estão transformando São Paulo em uma empresa privada
Do Fred Di Giácomo. Sobre a gestão da Biblioteca Pública Mário de Andrade e como a essência do Mário está sendo deslocada.

3 - Páscoa tradicional
Do Santiago Nazarian. O blog dele é sempre ótimo. Neste texto, ele fala sobre celebrações, mas, mais ainda, sobre a homossexualidade e como uma coisa normal pode ser um problema para alguns ou natural para outros.

4 - O fim do "eu sou de humanas"
Do Eduardo Vasques. Mudanças no campo da comunicação, que vão mexer com o perfil do profissional. O texto é bem válido pra começar a pensar sobre isso (apesar de que eu tento mudar meu perfil profissional há uns bons quatro anos...)

5 - Quando os homens te ignoram (e não estou falando de flerte!)
Da Nina Lemos. Ela conta experiências na aula de alemão, com homens de outras nacionalidades. Enfim, não é fácil ser mulher.

6 - 5 filmes sobre suicídio
Da Priscila, no Podcast O que assistir. O tema é denso e os filmes que a Priscila indica são muito bons. Não só neste tema: é sempre bom acompanhar O que assistir.

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domingo, 30 de abril de 2017

Todos



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quarta-feira, 26 de abril de 2017

TAG: De A a Z

Tag que vi no canal da Tatiana Feltrin e resolvi trazer pra cá.

Autor preferido
Por gosto, Guimarães Rosa. Por número de volumes que possuo, Umberto Eco


Bebida preferida durante a leitura
Chocolate quente, no frio, mas no geral bebo só água mesmo

Citação literária preferida 

O bem de um livro está em ser lido. Um livro é feito de signos que falam de outros signos,os quais por sua vez falam das coisas. Sem um olho que o leia, um livro traz signos que não produzem conceitos, e portanto é mudo.
(Guilherme de Baskerville, em O nome da Rosa)

Detestaste ler

Nó, tanta coisa... O que me vem à cabeça agora são livros de auto ajuda, nunca curti. 
 
Estás a ler

Neste momento, A garota na teia de aranha, S., Vozes de Tchernóbil. E livros pro doutorado.

Feliz por teres dado uma oportunidade

Baudolino, do Umberto Eco. Odiei o livro na primeira leitura, tanto que parei no meio. Quando voltei, continuei odiando, mas até o final a opinião foi mudando e hoje acho um ótimo livro. 

Género literário que não lês

Auto ajuda. 

Hardcover ou paperback? 

Gosto mais de capa dura. 

Internet ou livrarias físicas? 
Livrarias físicas, sempre. 


Julgas um livro pela capa?
Tento não fazer isso, mas sempre faço.

Kobo ou kindle? 

Kindle.

Livro mais longo que já leste

A biografia de Mao Tse Tung, há muitos anos. Um ótimo trabalho de levantamento histórico. 

Momento mais importante na tua vida literária

Quando Jostein Gaarder autografou meus O mundo de Sofia e O dia do Coringa, porque ele soletrou meu nome certinho e foi lindo. 

Número de estantes que possuis

Três, atualmente, mas precisando muito de mais.

Obsessão literária
Ter livros e doar livros ao mesmo tempo. 


Personagem que provavelmente terias namorado na escola 
Meu crush é Mr. Darcy, mas não sei se ele seria adequado à escola, hahahaha. 

Quantos livros tens por ler? 

Não consigo nem imaginar uma forma de contar isso tudo da pilhar "para ler". 

Ressacas literárias. Quando foi a tua última?

Não me lembro de ter passado por isso. 

Série que começaste e precisas de acabar

Atualmente, tô lendo o quarto livro da Milleniun

Três dos teus livros preferidos de sempre

Ufa, que bom que são três! Grande Sertão, Veredas (Guimarães Rosa); O retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde) e O encontro marcado (Fernando Sabino).

Último livro que leste

Na natureza selvagem (falta escrever sobre ele e sobre vários outros...)

Voltarás a ler

Em processo, Grande Sertão, Veredas

Wishlist literária. Qual o último livro que adicionaste à tua wishlist? 

Nó, vários, porque ganhei um presentão do meu orientador: uns 50 livros que ele estava doando. Coisas maravilhosas, raras, de filosofia, jornalismo, publicidade, cultura, fotografia. Muito amor!

X marca o lugar. Qual o 24º livro da tua estante? 

Teoria da Literatura, de Tzetan Todorov

Ya ou livros adultos? 
Adultos, não sou chegada em YA. 


Zzzz...Qual o último livro que te manteve acordada até tarde? 
A tetralogia napolitana da Elena Ferrante.

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terça-feira, 25 de abril de 2017

Citações #201

De As aventuras de Pi:



A nossa obsessão em nos pôr no centro de tudo é uma praga que ameaça não apenas os teólogos, mas os zoólogos também.

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #151

1 - E agora, Tony?
Do Mauro Segura, sobre a Friboi e o Tony Ramos, que declarou que não tem contato com a empresa, mas um contrato com a agência de publicidade. OK que ele quer se safar do envolvimento com essa coisa horrorosa do escândalo das carnes. Mas essa saída aí é desastrosa!

2 - O monstro da ansiedade
Da Ariani Martins. Porque eu preciso aprender a lidar com isso.

3 - Já fui
Da Helô Righetto. Pra gente aprender.

4 - Não, eu não maratonei
Da Gabriela Pedrão. Um texto interessante sobre a urgência de ser o primeiro em tudo, até mesmo em terminar/maratonar uma série de TV. Ou um livro que acabou de ser lançado. Ou qualquer outra coisa. Só pra deixar claro: até hoje não vi "Uma linha mulher", com Julia Roberts. E acho que não verei.

5 - Vivendo com Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG)
Da Bia Jiacomini. Um vídeo bem esclarecedor sobre a TAG, sobre medicação, sobre empatia.

6 - 1 milhão de seguidores
Do Ramon Cotta. Sobre a mudança da qualificação das pessoas em geral.


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domingo, 23 de abril de 2017

Coragem



Daqui.

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terça-feira, 18 de abril de 2017

Citações #200

De Número Zero:


No entanto, eu tinha o sonho que todos os perdedores têm, de algum dia escrever um livro que me desse glória e riqueza. Para aprender a ser um grande escritor trabalhei como nègre (ou ghost-writer, como se diz hoje para ser politicamente correto) para um autor de romances policiais, que, por sua vez, para vender assinava com nome americano, como os atores dos "westerns spaghetti". Mas era bom trabalhar à sobra, coberto por duas cortinas (o Outro e o outro nome do Outro).  


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domingo, 16 de abril de 2017

terça-feira, 11 de abril de 2017

Citações #199

De Número Zero:


Os perdedores, assim como os autodidatas, sempre têm conhecimentos mais vastos que os vencedores, e quem quiser vencer deverá saber uma única coisa e não perder tempo sabendo todas, o prazer da erudição é reservado aos perdedores. Quanto mais coisas uma pessoa sabe, menos coisas deram certo para ela. 

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domingo, 9 de abril de 2017

Comece!



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terça-feira, 4 de abril de 2017

Citações #198

De Número Zero:


O problema é que a gente não aceita a ideia: continua vivendo convencido de que um dia ou outro vai acabar todos os exames e defender tese. E quem vive cultivando esperanças impossíveis já é um perdedor. E, quando percebe isso, aí sim se entrega. 

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segunda-feira, 3 de abril de 2017

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #150

1 - Nesse Dia das Mulheres, aciono minha metralhadora cheia de mágoas
Da Nina Lemos. A metralhadora está disparando contra as últimas atrocidades que aconteceram aqui no Brasil. E também para o cotidiano abusivo, tão forte e tão repugnante.

2 - Como educamos mulheres para sofrer - uma reflexão sobre feminilidade e amor
Da Débora Nisembaum. Ela conseguiu reunir vários elementos da criação das meninas que, em vez de melhorarem a nossa vida, nos jogam dentro de uma bolha de sofrimento. Vale dar uma olhada e tentar fazer diferente.

3 - Por que o capitalismo cria postos de trabalho sem sentido
Do David Gaeber, no Evonomics. "se 1% da população controla a maior parte da riqueza disponível, o que nós chamamos de "o mercado: reflete o que 'eles' creditam ser útil ou importante, e ninguém mais.". Tapa na cara. 

4 - Vida e morte da borracha
Da Kika Castro. Ainda uso borracha, mas elas duram anos, nem me lembro de quanto foi que comprei pela última vez...

5 - Os versos esquecidos por Chico Buarque
Do Correio IMS. Chico é a coisa mais linda que já surgiu na cena musical desse mundo. O texto é uma delícia, e o vídeo no final é amor demais :-)

6 - Bolhinha
Da Cinthya Rachel, sobre empatia, esse artigo tão em falta no mercado...

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domingo, 2 de abril de 2017

sexta-feira, 31 de março de 2017

Agradecimentos

Amigos e família pós-aprovação da dissertação


Tenho muito a falar sobre o mestrado, mas vai ser por partes. Por hora, só quero registrar que foi tudo lindo, uma experiência maravilhosa, intensa e cheia de amor. Ter o trabalho aprovado e, ainda, indicado para publicação, é algo que me deixa sem palavras no momento. Então, vou só reproduzir aqui os agradecimentos que compõem o texto apresentado à banca. Porque é preciso agradecer a todos.

Se a pesquisa é solitária, como costumam dizer, posso afirmar que o pesquisador nunca está sozinho. Portanto, é preciso agradecer a todos que contribuíram com o meu trabalho “solitário”. 
Ao Leo Homssi, companheiro de todas as horas, mesmo daquelas realmente solitárias. Ao Paulo Monteiro, melhor tio-pai que a vida poderia me proporcionar. 
Laura; Daniel; Otávio e Letícia, irmãos e cunhada que, se eu pudesse, teria escolhido. Sorte que nem precisei escolher. Otávio, em especial, pela troca constante sobre literatura, desde que éramos crianças até agora, quando me ajudou com tantos autores e conceitos do mundo das Letras e me apresentou a Vladimir Propp. 
Aos amigos queridos Ana Paula Martins e Elias Figueiredo; Valter Nascimento e Josélio Ferreira; Juliana Cruz; Cristina Saleme, Leonardo Tropia e Lucas; Daniel Fernandes e seu #resetGoT; Adriana Moreira; Michelle Borges; Dreisse Drielle; Stênio Lima; Daniela Barros; Nathália Costa; Nancy Carvalho; Ricardo Costa. Ana Paula Martins, em especial, por ter me acompanhado desde a publicação do edital do Mestrado, pelas revisões textuais e de regras ABNT, por ser essa pessoa maravilhosa que eu tenho a sorte de ter como amiga. 
À tia Vera e aos primos João Batista, Marita e Guilherme Mendes Barros; Bruno, Luciana e Breno Portella; Leandro e Marcelo Cavalcanti. À Anabel Mascarenhas, incentivadora fundamental. 
Ao Prof. Dr. Marcelo Freire, orientador paciente que me proporciona tantos aprendizados e que trilhou este percurso ao meu lado, sempre me oferecendo luz quando eu não conseguia encontrar caminhos. 
Aos colegas do PPGCom-Ufop, turma 2015: Andriza, Ana Luisa, Ana Paula, Bruna, Daniela, Dayana, Dayane, Flávio, Kamilla, Luana e Nara. À Dayana, especialmente, pela nossa parceria ao longo desses dois anos. 
Aos professores do PPGCom-Ufop, em especial à Profª. Drª. Debora Lopez, sempre atenta e colaborando com a minha pesquisa, proporcionando aprendizados constantes, até mesmo em conversas corriqueiras. Ao ConJor e sua equipe; às ricas discussões proporcionadas. À Profª. Drª. Lorena Tarcia, por compor a banca de qualificação e de defesa deste trabalho e tantas contribuições valiosas trazer. À Profª Drª. Guiomar de Grammont; ao Prof. Dr. Mario Nogueira, por todo o incentivo à minha vida acadêmica, seja na Filosofia ou na Comunicação. 
Àqueles que me fizeram chegar até aqui e que sempre estarão presentes: vovô Ney Monteiro, vovó Zina Monteiro, tia Ylza Monteiro, tia Leda Monteiro, padrinho Padre Mendes, tio Jésus Mendes Barros. Saudades muitas.  
A José Procópio Fernandes Monteiro, meu bisavô, primeiro professor brasileiro do Instituto Eletrotécnico e Mecânico de Itajubá, hoje Universidade Federal de Itajubá (Unifei), que iniciou a história familiar de amor aos estudos e ao ensino. 
Foi uma aventura fascinante percorrer a saga criada por George R. R. Martin. Tenho certeza de que fiz a escolha certa ao optar por analisar uma narrativa literária. Se “toda arte é inútil”, como disse Oscar Wilde, no prefácio de O retrato de Dorian Gray, que haja, constantemente, muitas inutilidades na vida.



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...