quarta-feira, 28 de março de 2018

Livro: Honra entre ladrões


É pro meu TCC, eu juro!

Tô fazendo umas pesquisas aí sobre Star Wars e, na pressa de conhecer mais sobre o universo narrativo, fui à banca de revistas e peguei tudo o que tinha sobre o assunto. Eram quatro quadrinhos e este livro. Um dos quadrinhos já foi lido, mas como não tenho familiaridade com o suporte, vamos deixar ele quietinho. Se melhorar essa questão, eu trago pra cá.

Comecei a ler Honra entre ladrões no dia seguinte à visita à banca de revistas. A história se passa entre o filme Uma nova esperança e O império contra-ataca.  A Aliança Rebelde está procurando um planeta para sua nova base e a princesa Leia Organa decide enviar Luke Skywalker numa missão de reconhecimento em um sistema solar distante. Ao mesmo tempo, dá a Han Solo a tarefa de resgatar uma espiã que está no centro do Império e que deixou de se comunicar com os rebeldes. Chewbacca vai junto, na Millennium Falcon. A missão de Luke fica bem de lado e só volta à tona no fim da narrativa, enquanto a de Han e Chewbacca toma conta da narrativa. Mil e uma reviravoltas acontecem, envolvendo fugas mirabolantes, traições, perseguições, falhas graves na nave, uma nova arma do Império que vai impedir as pessoas de fazerem viagens entre os sistemas solares.... até que as tramas de Han e Luke se cruzam.

Foi bem divertido de ler. Uma aproximação diferente com o universo Star Wars. Apesar de licenciado pela Lucas Arts, o livro não faz parte do cânone oficial, nem do Legends, que é o que saiu do cânone, com a venda da franquia para a Disney. Ainda não entendo muito disso, mas quero entender mais.

Uma coisa bem interessante do livro - aliás, a mais interessante pra mim - é a descoberta da arma que o Império está preparando. É um sistema bastante complexo que vai impedir as viagens entre os sistemas solares e, consequentemente, a suposta liberdade do universo. Daí, Han Solo diz que não consegue imaginar a vida sem viajar entre os sistemas solares. Gargalhei lendo isso. Fiquei imaginando nós, aqui, praticamente sem condições de viajar de uma cidade pra cidade vizinha, por vários motivos, que vão do financeiro às condições das estradas e etc... A gente aqui brigando pra ter boas condições de ir logo ali, de conhecer o estado, o país, o mundo... e a galáxia preocupada com a proibição da viagem entre os sistemas. Enfim, o que fica é que mesmo sem um governo imperial, a nossa liberdade é sempre relativa. Assim, depois de gargalhar com a fala do Han, fiquei bem triste com isso, com essa ilusão de liberdade que temos.

Postei a foto do livro no Instagram quando terminei de ler e um amigo veio me dizer que o autor é, na verdade, o pseudônimo de dois autores que escrevem The expanse, uma série de livros elogiados pelo G. R. R. Martin, autor de As crônicas de gelo e fogo. Fiquei interessada, mas cadê tempo???

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...