sexta-feira, 4 de agosto de 2017

De volta a NY - Parte 5

Pensa num refrigerante horrível...

Acordamos cedo no sábado. Na sexta, antes de acontecer a zica com meu pé, tínhamos ido à Times Square, aquele inferno de lugar, em busca de presentes pros sobrinhos, na loja da Disney. Estava infernal. Daí, quando voltamos pro hotel, tinha um sujeito distribuindo essas latinhas de Pepsi de canela. Uma pra mim, uma pro Leo. Ele bebeu na hora, eu deixei pra tomar na manhã de sábado, quando voltaríamos pra Times Square, num momento mais vazio da loja da Disney, pra procurar com calma o presente das crianças.

Meu pé continuava inchado e dolorido. Coloquei a pomada anti-inflamatória na bolsa e prometi pra mim que andaria devagar, com bastante cuidado. Até então, estava usando a minha wanna-be-Birkenstock, mas precisei voltar pro tênis, amarrado bem apertado pra dar um suporte melhor pro pé. Loja da Disney, lá fomos nós. Estava frio, bem mais do que nos outros dias.

Sacolinha

A lista de presentes envolvia um Minion pro Lucas, uma Pequena Sereia pra Lara, uma roupinha fofa pro Mateus e uma Moana pra Maria. Não achamos o Minion (será que é porque não é da Disney? - ficaria para outro momento). A roupinha do Mateus foi fácil. A Pequena Sereia da Lara também. A Moana da Maria não foi. A menor não cabia na mala compacta que tínhamos. Acabei escolhendo um grupo de Kakamoras pra ela, morrendo de medo dela odiar.

De lá, passamos no hotel pra deixar as compras e rumamos pra Brooklyn, querendo fazer o mesmo trajeto que tínhamos feito com o Pedro em 2013. Isso incluía uma loja de esportes, onde tínhamos comprado um Camelback pro pai do Leo. Agora estávamos em busca de uma bota de escalada pro Leo mesmo. Foi um pouco difícil achar a loja, porque descemos de metrô desta vez - antes, tínhamos ido à pé - e não sabíamos o nome dela nem a localização exata. Descemos de metrô por motivos de pé-zicado-da-Aline.

Pausa pra falar que no metrô a gente encontra pessoas lendo calhamaços, mesmo em pé. Preciso aprender esse malabarismo.

Olha o tamanho do livro! Ao menos as edições desse tipo são leves. 

Conseguimos achar a Patagon e Leo encontrou a bota que queria. Eu levei um casaco, que fez muito bem pra mim na descida até o Brooklyn, porque estava bem frio.

Nosso plano era almoçar na feirinha de comidas do Brooklyn e depois ir pra cervejaria. Mas a feira estava tão lotada, tudo tão muvucado, que não aguentamos cinco minutos por lá. Não tinha lugar pra sentar, e eu não estava dando conta de ficar muito tempo em pé. Fomos procurar um restaurante ou algo assim e achamos um dinner lindinho (o Brooklyn é uma região muito fofa! Dá até vontade de ficar hospedado por lá, da próxima vez).


Meu almoço absurdamente gostoso!

Saímos de lá e rumamos pra cervejaria Brooklyn, um dos lugares onde Leo mais queria voltar.

Se a ciência diz, a gente acredita!

Diz o mural da Brooklyn...

Chegamos e tinha uma fila considerável na porta. Eles trabalham com uma capacidade de carga que não sei qual. Mas só entra um número X de pessoas. Então, para entrarmos, várias pessoas tinham que sair. Ficamos lá, em pé, esperando. E dá pra imaginar a dor de ficar em pé, né? O pé direito doendo horrores, não dava para servir de apoio. O pé esquerdo era o apoio oficial e já estava pedindo pra sair zero-dois. Foram uns quarenta minutos de fila. Me lembrei muito do Jaime Lannister: as coisas que a gente não faz por amor... Leo, por amo à cerveja, topou pegar a fila, coisa que ele odeia fazer; eu, por amor a ele, estava ali, quase chorando de desespero.

Entramos, finalmente! Arrumei um cantinho perto do banheiro pra sentar, ao lado de um moço bem simpático, que estava sozinho. Leo foi comprar as fichas e pegar a segunda fila do dia, a da escolha dos chopps. Enquanto esperava, tirei o tênis e taquei pomada anti-inflamatória na bola imensa que eu insistia em chamar de pé. Estar sentada era um alívio imenso... podia descansar os dois pés e ser feliz.


Garoto propaganda (olha meu tênis aqui, no canto inferior direito!)

Ficamos um tempo lá, com Leo experimentando os chopps "ao pé da vaca", como ele gosta de dizer. Passamos la lojinha e fizemos a "nossa" feira, além de comprarmos presentes pra Debora e pro Marcelo. Depois, fomos embora, caminhando devagar (a.k.a. pé direito pedindo socorro) pra também fruir o bairro, tão encantador.

NY tem disso, muitas flores nas ruas

Me sentindo local, com o pé direito estragado

Voltamos, pegamos o metrô, voltamos pro hotel. À noite, voltamos pra Penn Station, pro Shake Shack e pro mesmo pedido do dia anterior. Porque adoramos repetir as coisas que gostamos.

Mas ao passarmos na Duane Reade, ao lado do Shake Shack, comprei um suporte pro tornozelo, pra poder seguir a vida a flanar pela cidade.

Suporte e pomada anti-inflamatória a postos. 




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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...