sexta-feira, 28 de julho de 2017

De volta a NY - Parte 4

Do alto da High Line

Nosso terceiro dia em Nova York começou cedo. Porque a gente tem os fins de semana dos dias comuns pra levantar tarde. Férias é pra bater perna de cedinho até tardão.

O café da manhã foi na 7Eleven, que tem o melhor donut dessa vida, do qual eu já estava com muitas saudades. Leo não tinha gostado do café da manhã lá da vez anterior, e estava com o pé atrás. Porém, escolheu um sanduíche de atum e ficou bem satisfeito. Tomamos o café Vanilla do Starbucks, na versão gelada e engarrafada, vendida só em delis. Achei melhor que a versão de caramelo, mas inferior ao Caramell Machiato do amor, somente nas Starbucks. Tomamos o café na rua 34, sentados nos bancos de um prédio, vendo o corre-corre da cidade.

Dali, seguimos para a High Line, que queríamos ter visitado na vez anterior, mas não conseguimos. Em teoria, a entrada da High Line é na rua 33 com a 10ª avenida. Estávamos na 34 com a 8ª. Andamos até lá só para descobrir que não é a 33, mas a rua 31. Isso porque havia uma obra enorme na rua 33. Custamos a achar a entrada, mas lá, escondidinha, estava a escadinha que leva à antiga linha de trem que foi ampliada para receber esse lindo parque suspenso.

Uma vez na High Line, foi lindo! Andamos bastante, fizemos várias fotos, foi lindo! Só que estava quente pra dedéu. 33 graus, um calor grudento. Quando chegamos, a linha estava bem vazia. Depois, foi enchendo de gente, de escolas, crianças de jardim de infância e seus cuidadores. As crianças seguravam uma cordinha, levada pelos cuidadores, para não se perderem. Tô pensando em usar a mesma coisa com o Leo, hahahaha.

Algumas partes em reforma

Outras bem ao ar livre

Obras de arte em vários pontos

E também protestos políticos

Descemos da linha uma vez, para comprar água, porque estava difícil viver naquele calor. No café que entramos estava tocando Should I stay or should I go, do The Clash, pra alegria do Leo. Voltamos e andamos até o Chelsea Market, que era nossa opção para o almoço. Ou seja: andamos pra caramba.

Conhecer o Chelsea Market estava na nossa lista de coisas a fazer. Descemos pouco depois do meio dia e o local já estava abarrotado de gente. Tinha várias opções para comer, de italianos a frutos do mar. A proposta do market é reunir produtores de produtos frescos e artesanais, então tinha de tudo, com muita variedade.

Mercado das pulgas muito fofo!

Mil temperos diferentes

Escolhemos, para o almoço, a Dicksons Farmstand, uma charcutaria ou um açougue-boutique, cheio de carnes especiais e sanduíches muito loucos. Foi uma experiência muito interessante. Os dois sanduíches que comemos estavam ótimos.

Brownie de Bacon, que não experimentamos

Depois do almoço, andamos pelo mercado, tentando ver o máximo possível do local. Um bar só de lagostas e frutos do mar estava lotado de asiáticos comendo as ditas. O mercado das pulgas tinha coisas muito interessantes, mas bem carinhas. Tinha uma loja só de chocolates artesanais, muito fofa.

Do Chelsea Market tínhamos duas opções, para usar o City Pass que compramos. Ou era o Intrepid Sea, Air and Space Museaum, um museu sediado em um porta aviões, ou o Memorial e Museu do 11 de setembro. Optamos pelo 11 de setembro, porque museu militar é sempre meio nhé. Descemos de metrô (vou comemorar a vida inteira que chego a qualquer lugar de Nova York com um mapa do metrô na mão!). A viagem até lá, a partir do Chelsea Market, é um pouco longa, mas é isso mesmo: melhor ficar no metrô, porque descer à pé é muito trampo e o dia estava muitíssimo quente.

Primeiro, fomos ao Memorial do 11 de setembro. É bonito e tocante.




O vento fazia a fonte espargir água tanto no nome dos mortos quanto nas pessoas que estavam por lá. Tomamos vários banhos de água, o que foi ótimo, devido ao calor.

O Memorial estava tão cheio e tão quente que a gente nem conseguiu pensar direito no significado daquele monumento. São muitos nomes inscritos na borda da fonte, o que mostra a dimensão do que foi o 11 de setembro. O espaço, aberto, com todos aqueles nomes, faz ficar ainda mais forte a extensão daquele dia. Eu achei que não conseguiria me emocionar, mas chorei igual um bebê enquanto andávamos por lá. Se não estivesse tão tumultuado, imagina o tamanho da experiência...

Nosso City Pass dava direito à entrada no Museu, mas a fila estava enorme e... exposta ao sol escaldante. Ponderamos que era melhor deixar a visita pra depois ou, até mesmo, deixar pra lá. Havia outras possibilidades na lista, além do Museu e do Intrepid. O museu Guggenheim já era parada certa. Faltava só escolher a outra opção.

Para voltar ao hotel, usamos a estação de metrô do Memorial, que é a mais moderna do mundo (pelo menos, foi o que disseram). A linha nos levaria direto para a esquina do hotel.

No metrô, essa propaganda bem a calhar para o momento brasileiro

Descemos na Penn Station e, ao zanzar por lá para achar a nossa saída, vi um Shake Shack, que era, de longe, o lugar onde mais namoramos comer nessa viagem. Guardei bem a localização, pra voltarmos no jantar. Fomos pro quarto tomar banho e descansar, de pés pra cima, pra continuar depois.

Voltamos à Penn Station bem na hora do rush. Milhares de pessoas subindo e descendo escadas, correndo atrás do metrô ou do trem, e a gente lá, no meio do fluxo. Na descida da escada principal, enquanto esperava a multidão à minha frente andar - Leo já estava láááá longe - senti um click no meu pé direito. Fudeu!, pensei na hora. A dor foi imediata. Quando isso aconteceu, eu estava parada no degrau, sem me mexer. Não torci o pé, não caí, não aconteceu nada além do click. Continuei a descer, seguindo o fluxo. Doía só de tocar o chão.

Não falei nada com o Leo. O Shake Shack estava lotado! Pegamos a fila (eu em pé, com o pé direito urrando de dor). Pedimos o Smocked Burger e o shake de baunilha. Foi maravilhoso, como todo mundo já tinha dito. Melhor sanduíche dessa vida.

Só quando estávamos sentados é que contei ao Leo o que tinha acontecido com o meu pé. Pensei que se usasse um creme anti-inflamatório seria lindo e, no dia seguinte, poderia correr pra todos os lados de NYC. Então, saímos do Shake Shack, passamos na Duane Reade, compramos coisas de farmácia e cervejas e voltamos pro hotel. Passei o creme, esfreguei bastante e fomos dormir, pra seguir com a saga de percorrer Nova York.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...