sexta-feira, 7 de julho de 2017

De volta a NY - Parte 2

No aeroporto, prestes a embarcar

Marcamos a viagem para uma terça-feira. Nosso voo era noturno, mas resolvemos sair cedo de OP. Quem me conhece sabe que odeio me atrasar. Prefiro esperar, esperar, esperar... a chegar tarde ou em cima da hora. De manhã, bem cedinho, deixamos a Cuca na casa da Ana Paula e do Elias. Alguns dias antes, tínhamos feito uma ambientação entre ela e o Chico, e eles se deram muito bem. Com relação à Cuca, estávamos tranquilos.

Porém, veio a notícia de um acidente grave, com 11 feridos, que deixou a estrada que liga OP a BH fechada durante toda a manhã. Adiantamos nossa saída, pensando em qual atalho pegaríamos se, ao chegar em Itabirito, ainda estivesse tudo fechado. O taxista que nos levou a Confins estava antenado, já tinha notícia de que a estrada tinha sido liberada. Assim, chegamos ao aeroporto cerca de 4h antes do voo sair. Mineiro não perde o trem, nem o voo.

Ainda no taxi, comecei a ler O mundo assombrado pelos demônios, do Carl Sagan. Gostei de cara! Mas esqueci de colocar na bolsa uma caneta marca-textos ou as flags que uso constantemente. Tentei achar a marca-textos no aeroporto, mas não tinha. Acabei com uma caneta colorida, de gel, que utilizei pra marcar as partes mais importantes da leitura.



O voo de Confins a Guarulhos foi super tranquilo. Mas o tempo entre os voos estava bem apertado. Desembarcamos e corremos pro novo portão de embarque, chegando na hora da chamada pro voo pra NY. Ao contrário da última viagem, o avião era maior e com muito menos espaço. Não mais poltronas duplas nas laterais, uma pena. Espaço minúsculo entre as linhas de poltronas. Ao nosso lado, veio uma senhora americana muito simpática. O comissário do voo foi muitíssimo atencioso. Também foi um voo tranquilo, com apenas uma grande turbulência, que me assustou muito, mas não me apavorou, como sempre.

No JFK, o de sempre: longa fila na imigração. Ao menos dessa vez tinha leitor eletrônico do passaporte, o que facilitou muito as coisas. As malas demoraram horrores pra chegar. Do aeroporto, pegamos o NYC Airportes em direção à Penn Station. O ônibus para na porta lateral do hotel em que ficamos. Enquanto Leo ficava na fila do check-in, corri na Starbuks para acionar o 4G do celular. A Starbucks e sua internet livre sempre salva!

Como o check-in começa às 15h, não pudemos subir pro quarto. Fizemos o procedimento, ganhamos as chaves do quarto e deixamos as malas no subsolo, prontos pra voltar só quando o quarto estivesse liberado. Fomos, direto, fazer coisas que estavam na nossa lista de prioridades. O sol estava muito forte, estava quente demais. Leo já saiu fotografando...

Andamos, andamos, andamos. Resolvemos as três primeiras coisas da lista de prioridades. Já eram quase 14h e não tínhamos comido - dispensamos o café da manhã do avião. Pegamos o metrô e saímos bem pertinho do apartamento onde o Pedro morava quando fomos a NY da outra vez. Bateu aquela saudade... ia ser perfeito se ele estivesse ali conosco novamente. De férias, de preferência.

Pertinho da casa do Pedro, paramos num dinner chamado Harold's. Como em todo dinner, muita comida (dá até enjoo, juro!)

Meu almoço: croque monsieur

Almoço do Leo: sanduíche da casa

Voltamos pro hotel, para finalizar o check-in, pegar as malas e, finalmente, subir pro quarto. Ufa!

Só que... o quarto tava horrível! O chão, tanto do quarto quanto do banheiro estava impraticável. A vantagem do hotel é somente a localização, bem central, perto de mais de 10 linhas de metrô, com muita coisa boa por perto. Penso que, se um dia a gente voltar a NY, vamos procurar outro hotel na mesma região. Mas o Pennsylvania, nunca mais!

Descansamos um pouco, tomamos banho e fui acessar a internet pra saber das notícias do Brasil e ver se o trabalho, que deixamos pronto, estava fluindo. Qual não foi o susto ao saber da delação de um empresário do ramo do agronegócio, colocando um senador mineiro e o senhor que não reconheço bem no olho do furacão! O Twitter estava pegando fogo. Fui olhar o dólar: disparado em relação ao real. Os nossos planos financeiros incluíam moeda em espécie, travel money e saques na conta do Banco do Brasil. Deixamos essa última opção de lado, com medo das surpresas com o câmbio. Bateu aquele medo... Mas pensamos bem: tínhamos comprado os passeios ainda no Brasil - eles estavam garantidos -; estávamos viajando apenas para nos divertir, sem necessidades de fazer compras. Teríamos que observar a grana mais diretamente, dia a dia. Fora isso, tava tudo ótimo.

Fomos caminhar novamente. Tínhamos hora marcada no Rockfeller Center, para visitar o Top of the Rock, um prédio bem alto que proporciona uma boa vista da ilha de Manhattan. Compramos a visita ainda no Brasil, marcada pra hora do pôr do sol. Seguimos pela quinta avenida, para passarmos na Barnes & Noble - só passar mesmo, porque voltaríamos outro dia, com tempo para vasculhar estantes - e na St. Patrick's Cathedral. Olha, que catedral maravilhosa!!


Olha esse órgão, meodeos!

Fomos pro Top of the Rock, que é quase em frente à Cathedral. Estava muito muito muito cheio, mas a vista é linda e estava do jeito que a gente queria. Foi lindo.





A noite caiu, voltamos pro hotel abastecidos com comida e cerveja pro Leo. Loucos pra descansar, porque o dia da chegada é sempre intenso. Quando decidimos dormir, foi cair na cama e apagar. No dia seguinte, teríamos muita coisa pra fazer.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...