quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Livro: Tetralogia napolitana



Desde que começou o hype com A amiga genial, de Elena Ferrante, fiquei com vontade de ler o livro. O que me desanimou foi a capa, com cara de romancezinho besta. Mas aí descobri que era uma série de livros e o meu amigo Daniel Fernandes começou a falar bem demais das obras, de quanto ficou fascinado com a escrita da autora e como um livro terminava dando vontade de começar o seguinte na mesma hora.

Foi por causa do Daniel que o primeiro livro veio parar na minha mão. E foi por causa do mestrado que não rolou de lê-lo. Guardei e fiquei esperando uma oportunidade. Nesse meio tempo, os livros dois e três foram lançados em português. Daniel ficou tão fissurado que leu o três e o quatro em inglês. Lembro que achei que ele tinha exagerado. Não custava nada esperar pela publicação das traduções em português, né? Além do mais, ler em inglês seria bem um ato de desespero, porque melhor seria ou ler no italiano original ou em português mesmo, evitando a tradução ~dupla~. Enfim...

Daí veio a fase final da dissertação. Terminei a coleta de dados dia 29 de dezembro. A partir daí, era só espancar teclado até não mais poder, produzindo a análise. Foram dias intensos, de muita dedicação. Pra não ficar doida, estabeleci horários. Às 20h, todo dia, encerrava o expediente de estudos e ia pro quarto ler literatura. Escolhi Elena Ferrante, achando que, com cerca de duas horas de leitura diária, os três livros que eu tinha iam durar uns bons dois meses.

Qual não foi minha surpresa quando me vi exatamente como o Daniel: fissurada na história contada pela narradora Elena Greco e pelos personagens que habitam aquela periferia de Nápoles, sentindo um misto de amor e ódio por cada um deles - exceto por Enzo Scanno, por quem só tive sentimentos bons e, desconfio, a narradora também.

Emendei um livro no outro com voracidade. Queria, muito, parar com tudo em alguns momentos, de tanta estupefação com os acontecimentos. Em seguida, queria grudar na história até não ter mais como largar. E foi assim, até o término do terceiro livro. Cada um dos três iniciais foi lido em uma semana.

Com o fim do terceiro livro, lá estava eu tal qual Daniel, novamente. Fui à Amazon e comprei a versão em inglês para o Kindle. Como a leitura em inglês é mais lenta, não mantive o ritmo ágil de leitura, mas me envolvi da mesma forma. Terminei a leitura no dia 4 de fevereiro.

Minhas noites de leitura foram agradabilíssimas. Tanto que, pra começar a falar da tetralogia napolitana, pensei em contar essa experiência doida de seguir a indicação do Daniel e mergulhar na história, tal como ele fez. Então, na sequência, falo sobre os quatro livros ;-)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...