quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Tchau 2016

2016 soube se um ano confuso. Um ano político pra guardar na memória, porque tudo virou bagunça - lembrei do livro Diário de Zlata, que li quando adolescente, em que ela chamava os políticos de "moleques". Era o apelido que davam a ele na Bósnia naquela época, mas acho que cabe bem no Brasil de hoje. Temos o congresso mais conservador dos últimos tempos, que faz tudo menos representar o povo que o elegeu. Quero muito me lembrar das coisas loucas da política de 2016. Lembrar muito, explorar, expor. Não dá pra varrer esse ano para baixo do tapete.

Pessoalmente, foi um ano pesado também. Por muitos motivos. Um deles, familiar. Diz 21 de dezembro, tive que dar adeus à Tia Carmem, essa espanhola super carinhosa que tanto honrou a família Mendes Barros com sua presença.

Tia Carmem com Vovó, da última vez que a tia veio a OP

Houve outras perdas pessoais, mas não quero falar delas agora. Vamos falar de coisas boas.

• Foi um ano de poucas leituras de literatura. Isso porque teve entrega de projeto, teve qualificação, teve artigo, teve apresentação de trabalho, mais apresentação de trabalho, teve organização de evento acadêmico. E teve aula, como ouvinte. Porque eu adoro sala de aula. Mas essa foi só no primeiro semestre, porque no segundo fiquei só por conta da dissertação mesmo. Deu pra ler em alguns intervalos especiais que abri pra mim mesma, com muito, muito medo de estar perdendo tempo que deveria ser dedicado à dissertação, mas, ao mesmo tempo, com muita certeza de que eu precisava parar.

• Foi o ano do Game of Thrones. Porque, como tema da dissertação, eu precisava mergulhar nesse universo. Li tudo o que pude, vi tudo o que pude, ouvi podcast, assisti vídeos, me esbaldei. Tive uma certeza: estudar com um objeto literário ajudou bastante.

• Foi um ano de descobertas acadêmicas. Que, por mais que seja difícil, é legal escrever artigos. Mesmo que eles sejam negados. Mesmo que seja preciso fazer mil acertos. Um dia, um deles vai pra um livro (ainda não falei sobre isso, mas falarei). Foi o ano em que eu me descobri na sala de aula. Como aluna e, mais do que isso, como professora. Agradeço muito à turma que me fez chegar a esse júbilo.

• Além disso, teve trabalho. Muito trabalho. Em especial no segundo semestre. Muita coisa bacana de trabalho. Muito estresse também.

• Teve workshop de fotografia. Finalmente aprendi a operar manualmente uma câmera. Agora falta aprender a fotografar de verdade. É muita técnica, muito treino necessário pra isso. Um dia, quem sabe, posso me dedicar de verdade.

• Teve muito assombro com a violência no mundo. E tá rolando um medo sinistro.

• Teve a Ju lançando livro, yeah! Um livro lindo, intenso, cheio de amor, de sentimentos, de experiências.

• Teve olimpíadas e eu quase não vi porque decidimos não ter mais TV aberta ou fechada em casa. Recorri ao Streaming. E temos Netflix, que salva geral.

• Não teve um único puzzle. Não deu tempo. Tem seis caixas fechadas esperando para serem abertas. E muita vontade. Mas pouco tempo. Ficarão pra depois da defesa mesmo...

• Teve o problema com a caixa acrílica do aeroporto. E muita risada depois do susto.

• Teve duas idas pra Piracanjuba (e eu não escrevi sobre nenhuma delas...) e uma pra São Paulo, onde encontrei o Caio e conheci a Anamyself. Três viagens delícia!

• Teve a volta pro Pilates, como eu queria e tinha deixado registrado aqui.

• Tem planos pra 2017. Muitos planos. E muita vontade que se concretizem.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...