quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Livro: Lagarta vira pupa



Volta e meia, indico aqui algum texto do Lagarta Vira Pupa, blog da minha amiga Andréa Werner sobre o autismo, sempre com informações importantes e com o dia a dia do filho dela, o Theo. A Déa vem, há alguns anos, e muito gentilmente, compartilhando suas pesquisas sobre o tema, tentando fazer a vida do Theo ser melhor, cultivando empatia e dicas preciosas para que haja mais respeito e inclusão.

A experiência (e o texto, sempre perfeito) levou a Déa a escrever o livro Lagarta Vira Pupa - A vida e os aprendizados ao lado de um lindo garotinho autista. Sem editora, usou o crowdfunding. Colaborei e recebi o livro aqui em casa, com essa dedicatória linda que lembra os quatro anos em que dividimos os bancos da PUC, fazendo trabalhos, estágios projetos e TCC juntas (e com mais uma galera muito bacana, de quem vivo com saudade).

No livro, Déa selecionou alguns texto do blog e incluiu outros. Mas trouxe toda aquela emoção que permeia toda a sua história, do nascimento do Theo à descoberta do autismo, do luto, da luta, da chegada da Lola (a golden retriever que é a melhor amiga do Theo e a nova filha da família. Uma das principais características do livro (e do blog também) é mostrar que o luto existe, mas não é desejável se levar por ele. É preciso fazer com que a vida seja boa para ser vivida. E a Déa tem feito muito para que o Theo viva bem, se comunique com as pessoas e possa viver sendo respeitado em sua individualidade.

Como ela mesmo diz, a vida é escrita a caneta, sem possibilidade de rascunho, sem que haja revisão. "Os sonhos, ao contrário, são escritos a lápis: podem ser revisados e reescritos quantas vezes forem necessárias". E o sonho pode ser uma sociedade que não veja a deficiência como algo a ser combatido e extirpado. "Em um mundo obcecado pela perfeição, ser uma criança com deficiência é quase um ato de rebeldia". E é verdade.

Um dos capítulos mais importantes do livro é o 29: 5 dicas para criar filhos + abertos à diversidade. Porque só assim teremos um mundo mais aberto à pluralidade, mais empático, com menos racismo, homofobia, sexismo, segregação. Theo veio transformar a Déa em uma pessoa mais aberta. Veio também para fazer o mesmo com muitas pessoas - eu inclusa. Theozão está fazendo muita gente mudar, perceber um mundo novo. E isso é lindo!

Déa mora na Suécia, com o marido, o Theo e a Lola. Veio ao Brasil para, entre outros compromissos, lançar o livro. Foi na noite anterior à minha qualificação no mestrado. Mesmo assim, fui a BH só para encontrar a Déa e, se fosse possível, com outros colegas de faculdade. Como fui cedo, acabei encontrando só a Mel (a Lu e a Vanessa apareceram depois), e com a Tania, que é irmã de um amigo e foi no lançamento para buscar o livro e para conhecer a Déa.




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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...