sexta-feira, 29 de julho de 2016

Qualificada

Desde que passei na seleção do mestrado, escuto que a prova de fogo é a qualificação. Eu que já sou naturalmente nervosa, quase morria só de pensar em ter que apresentar o caminhar da pesquisa pra uma banca e ter o trabalho julgado. Fiquei mais tensa ainda quando descobri que a qualificação seria pública: qualquer pessoa poderia participar. Sem direito a fala, mas podendo escutar tudo, da apresentação às críticas e, depois, o veredicto da banca.

A sala ficou relativamente cheia 
O material da qualificação precisou ser entregue 20 dias antes da banca para que os professores pudessem ler com cuidado e avaliar. Banca marcada, material entregue, passei dias estudando o que eu mesma tinha produzido, morrendo de medo de errar, de esquecer alguma coisa.

Tive 20 minutos para apresentar o andamento da minha pesquisa até o momento. É muito pouco tempo para tanta coisa, tantos detalhes. Selecionar o que eu falaria foi um parto. Por outro lado, o trabalho é apresentado para a banca, não para o público. A banca já teria conhecimento do assunto, então eu teria mesmo que levantar só os pontos principais. Mesmo com a sensação de que tinha alguma coisa faltando.

No começo, fiquei muito nervosa, gaguejei, tremi nas bases. Aos poucos, o assunto foi fluindo e acho que consegui melhorar um pouco. Preciso, muito, vencer esse medo de falar em público.

Uma das professoras da banca não pode participar presencialmente, e enviou um parecer, que foi lido pelo meu orientador. Logo depois, quem falou foi a prof. Debora, a outra formadora da banca. Que foi muito generosa comigo e com a minha pesquisa.

Aposto que eu estava gaguejando nessa hora


O julgamento da banca na qualificação é importante para corrigir os rumos da pesquisa. No meu caso, erros textuais foram apontados. Exageros na escrita - eu ri, na hora que o orientador leu isso no parecer, porque eu sou hiperbólica -, questões pontuais ABNT e outras ortográficas foram apontadas. Também um dos capítulos foi bem criticado e vai ter que ser revisto, com a inclusão de mais teóricos. Mas o principal mesmo foi a sugestão da Debora para a retirada de um dos livros que eu pretendia analisar. A retirada de um objeto de quase 400 páginas vai fazer com que a pesquisa fique mais leve (literalmente) e mais objetiva (porque havia uma dificuldade metodológica com ele).

Por outro lado, foi lindo ouvir da prof. Lorena que não teria o que falar do meu primeiro capítulo; da prof. Debora, que ficou encantada com ele; e do prof. Marcelo, que ele poderia estar em um doutorado. E, da banca como um todo, que o trabalho, como estava, já trazia contribuições ao campo.

Esse é um ombro tensionado ouvindo a banca falar

Enfim, passei pela prova de fogo, fui aprovada na quali (intimidades, hahaha), mas ainda há muito trabalho pela frente. Agradeço aos componentes da banca por todas as contribuições. E a todos os amigos, de longe e de perto, que estiveram comigo neste momento. Em especial, àqueles que estão me presentearam com tantos chocolates. Teve até um "pão de mel da qualificação", delicioso! 

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...