quarta-feira, 15 de junho de 2016

Livro: Eu, poeta



Hoje eu vou ostentar. O livro Eu, poeta é velho conhecido meu. Ops, não tão velho assim! É que a Juliana Machado Cruz, minha cretina favorita, é aquela pessoa que de tão querida, de tão próxima, tem direito a uma pastinha na sessão "Meus documentos" no meu computador e outra na minha caixa de e-mails. E é nessas duas pastas que eu deposito os poemas que ela me manda já há algum tempo. Posso dizer que li Eu, poeta antes dele virar um livro - apesar de que a versão que eu tenho impressa e encadernada aqui já estava nesse formato. Já tinha as sessões O Lúdico, A Revolta e A Estrada bem separadinhas. E é na parte Lúdico que tem uma poesia pra mim. Tão fofa, tão bonita! Chamada Para Nine. A Ju é uma das pessoas que me chama de Nine e eu adoro! Enfim, li Eu, poeta antes de ser publicado. E li depois também.

Eu, poeta é um livro lindo. A Ju joga com as palavras de uma forma tão especial, tão bonita! É muita habilidade pra uma pessoa só. O som das palavras, os significados, as sínteses... Aliás, a Ju é chamada de "a senhora da síntese poética" pelos seus colegas do Clube de Letras de Sete Lagoas/MG. Não tenho certeza, mas acredito que O Muro foi o primeiro poema que ela me mandou. É de uma sonoridade incrível, de uma construção límpida. Os poemas, em geral, são curtos. Mas muito intensos. Daqueles pra saborear aos poucos: ler, parar, pensar, voltar, ler de novo, experimentar em voz alta, ouvir, sentir. E querer mais.

Olha o privilégio: eu tenho mais! Além dos poemas publicados, tenho certeza de que ela tem material pra pelo menos mais um livro. Dois desses poemas que devem aparecer em um segundo livro foram pra mim também (tô me achando, hahahaha): um pelo meu aniversário de 2015 e outro quando a vovó faleceu. E tem outros que eu já recebi por email e por WhatsApp.

Mas o principal é A resposta de José, um poema que não está publicado ainda, mas que é tão, mas tão bom que abriu as portas da Academia Sete-Lagoana de Letras pra ela. Ou seja: eu tenho uma amiga imortal! O poema é a resposta para o famoso E agora, José?, de Carlos Drummond de Andrade. E ficou maravilhoso. Vem mais livro bom por aí, tenho certeza. Porque da alma da Ju sempre vem algo bonito, poético, trabalhado, refinado.

Quando a Ju tomou posse na Academia, não pude prestigiar. No mesmo dia, estava numa mesa da jornada de pesquisa do mestrado (depois eu conto como foi). Aí, não podia deixar de ir ao lançamento de Eu, poeta. E lá fui, conhecer Sete Lagoas. Só vi uma lagoa lá, o que significa que preciso voltar pra ver as outras e, também, pra ir de novo na gruta Rei do Mato, que visitei quando pequena. Finalmente pude conhecer a casa da Ju e dois de seus irmãos, mais a cunhada. Além deles, também conheci pessoas muito bacanas do Clube de Letras. Foi muito divertido.

Museu do Ferroviário, onde foi o lançamento do livro da Ju



Vamos falar da Ju, agora. Nos conhecemos na faculdade, nos corredores do famoso prédio 13. Lembro da minha primeira impressão sobre ela: essa menina é alta pra caramba! Por outro lado, sou baixinha pra caramba... Trabalhamos juntas na PUC TV, tínhamos altos papos no fundo do prédio, na cantina, nas salas de edição e de controle. A Ju estava comigo quando fui buscar meu diploma de Jornalista. Lembro até hoje do tanto que conversamos na pracinha da PUC.

Perdemos contato e nos reencontramos em 2010, virtualmente. Depois, nos encontramos em OP algumas vezes. Facilitou muita coisa o irmão mais novo dela ter morado aqui por um tempo. Foi quando conheci a Dona Elva, que é uma pessoa maravilhosa!

Foi a Ju que me recomendou o livro Dona Benta, pra ver se eu aprendia a cozinhar. Fail total pra mim, mas não pro Leo. Foi com ela que aprendi que existe Paraíso Astral, e não só inferno. Foi ela quem me apresentou a Mafalda. Já recebi cartão postal de Sete Lagoas. E livro; e jornal do Clube de Letras; e cartas escritas a mão. Compartilhamos o pavor por comida cinza. Dei uma navete de família pra ela (e ainda espero ver alguma arte em frivolité por aí). Ela me deu uma pashmina azul que me acompanha por aí. E uma pimenteira que veio bem a calhar. Também me deu motivo pra que eu goste mais do meu aniversário. Sempre rimos muito em nossas conversas - pelos finados MSN e Orkut, pelo messenger do Facebook, pelo WhatsApp. Com a Ju, aprendo muito, todo dia. Ela é uma irmã pra mim, dessas que a vida nos oferece de presente.

Pra ver a prosa da Ju, que também é ótima - mas um tanto bissexta pro meu gosto -, só entrar no Stella e seus absurdos.

Certos momentos precisam de registro: única vez na vida que fiquei maior que ela :-)


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...