segunda-feira, 30 de maio de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #115

Maio de 2016. E ainda precisamos falar sobre estupro. Ainda precisamos combater a cultura do estupro. Ainda vivemos com medo do estupro.

Então, vai ter indicação temática sim. E se reclamar, vai ter mais.


1 - e neste dia desinfeliz para ser uma pessoa alfabetizada
Do blog Vamos todos morrer. Imagina como a menina estuprada por mais de 30 homens acordou. Sozinha, sangrando, largada para morrer. Imagina. Aproveita e imagina, também, como seria o mundo sem machismo, sem o poder masculino sendo empurrado por sobre todas nós.

2 - O estupro e a impunidade numa cidade universitária
Da Camila von Holdefer, sobre o livro Missoula, de Jon Krakauer. Continuamos no tema estupro, mas o texto da Camila, que resenha o livro, traz outros elementos: jurídicos, midiáticos, até turísticos. Cabe bem para algumas discussões que acontecem aqui em Ouro Preto. "[...] o pior de Missoula, o mais insuportável, é a naturalidade com que Krakauer deixa claro que nada ali é ficção. Por essas e outras que Missoula é um livro perturbador, mas fundamental". Quero ler. Não sei se terei estômago.

3 - O que a audiência a Alexandre Frota tem a ver com o estupro coletivo no Rio
Do Mário Magalhães. Descastando a desfaçatez que é o ministro do governo ilegítimo receber esse senhor. Conectando a audiência ao caso perturbador do estupro coletivo no Rio de Janeiro. Se é que eu posso indicar uma coisa na vida, essa é: leia o blog do Mário Magalhães. Leia tudo o que ele escreve. Nunca te pedi nada...

4 - Eu não combato a cultura do estupro (uma constatação envergonhada)
Da Ana Paula Pedrosa. Ainda sobre o estupro coletivo, porque temos que falar muito disso. E sobre as nossas omissões diárias, porque é difícil se posicionar. Dá medo. Mas também reforça o comportamento geral. Também não combato a cultura do estupro como deveria.

5 - Precisamos falar sobre a putaria no WhatsApp
Do Luciano Caramori. Não concordo com algumas partes do texto, mas acho muito relevante o tema proposto: como a pornografia pode influenciar esses crimes de gênero (existe o termo ou estou viajando?). Vamos conversar mais sobre isso?

6 - Ode à rede do ódio
Do Santiago Nazarian, que traz outro contraponto à questão do estupro: a existência da rede. É por ela que se propagou o vídeo, é por ela que tem-se propagado tanta misoginia, tanto machismo. Mas sem ela, não ficaríamos sabendo de tanta coisa... a menina que foi estuprada, talvez, nem entrasse pra estatística e este debate, agora, não estaria acontecendo.


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...