sexta-feira, 8 de abril de 2016

Workshop Um olhar...

Não lembro quando eu descobri quem era Eduardo Tropia. Só sei que a lusitana rodou e eu voltei a morar em Ouro Preto para trabalhar com ele, como repórter do site ouropreto.com.br. Fiquei quase dois anos, sendo repórter e editora (com certeza, me dei muito melhor como editora) e saí para montar a agência. O Eduardo é um fotógrafo de renome, com belas fotos de Ouro Preto e das cidades históricas. Durante nosso período trabalhando juntos, aprendi bastante coisa com ele. Menos fotografar. Nunca foi a minha praia - sou (ou tento ser) do texto.

Mas aí a lusitana girou de novo e o Tropia começou a oferecer o workshop de fotografia Um olhar..., que fiquei na pilha pra fazer, mas sem tempo (é, a culpa é do mestrado). Acontece que me dei duas semanas de férias antes de voltar pra metodologia e pra todo o material da qualificação (que ando querendo fazer entre maio e junho, se os deuses do mestrado colaborarem) e fui participar.

A turma foi pequena - quatro alunos, comigo. O Tropia abre para, no máximo, seis pessoas. Curioso é que as três pessoas que participaram comigo eram da área biológica. Tinha uma bióloga, uma médica e um farmacêutico (que foi aluno do vovô, na Escola de Farmácia). Todos já tinha noção de fotografia, menos eu, que sempre fui panguá nesse quesito. Então, foram muito gentis comigo e me trouxeram muitas informações novas.

Depois de uma conversa bem bacana, fomos pra rua, na manhã de sábado:




Sei que essa última foto não ficou o primor da beleza (cof, cof, cof), mas achei divertidíssima a vitrine da joalheria com esses pendentes de ícones.


Ainda na saída da manhã rolou desse mocinho aí de cima estar lendo o livro Filosofia da caixa preta, do Vilém Flusser, que fala justamente sobre fotografia.

À tarde, tivemos uma aula teórica sobre profundidade de campo, abertura de diafragma e tempo de exposição. Tudo isso sempre foi muito nebuloso pra mim. Achei que seguiria com a turma para o passeio do fim de tarde sem saber o que fazer, mas até que foi interessante. Consegui manejar direitinho as variáveis e testei muito tempos e aberturas diferentes. Esses testes foram muito importantes para que eu percebesse como dominar a máquina. Porque quando fotografamos no módulo automático, é a máquina quem faz a foto, não o fotógrafo.





Mas o mais legal foi o desafio de fotografar de madrugada. Marcamos o encontro do domingo às 4h30, na Praça Tiradentes. Isso mesmo, quatro e trinta da madrugada!!! Como eu sou doidona, acordei às 3h30, para estar ao menos apresentável às 4h30, sem dar patadas nos coleguinhas (sofro de mau humor matinal). Foi meio assustador sair de casa a essa hora, quando a galera de Ouro Preto estava toda doida, voltando de festas de formatura. O Tropia me pegou na esquina de casa e fomos pra praça.

A lua estava linda! Começando a ficar crescente. Mas o desafio era fotografar sem tripé, então todas as minhas fotos da lua ficaram terríveis. Mas as da praça até que saíram direitinho... Depois de vermos a noite virar dia (com uma nuvem escura enorme tampando o sol), fizemos outra caminhada pela cidade, por um roteiro bem interessante.






Resumo da ópera: perdi o medo da câmera manual e saí do automático!!!

O Workshop Um Olhar é mais do que recomendado!

As fotos selecionadas pelo grupo estão aqui.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...