segunda-feira, 28 de março de 2016

O que (eu acho que) tem de bom pra ler na net #106

1 - A babá, a ovelha e a incapacidade das pessoas de lidarem com o outro
Da Simone Miletic. Sobre a tal foto da babá acompanhando seus patrões na manifestação de 13/03 e sobre a ovelha do programa de culinária. De quebra, ela fala sobre a indústria de alimentos - e, se você se indignou com a morte de uma ovelha, procure saber o que a indústria faz, em termos de crueladade. A relação com o que se come e a crueldade com os animais é bem delicada. Darei uma de Glória Pires e me absterei de opinar.

2 - "Grande oportunidade: você pode ganhar até 1 real (ou não)"
Do Jornalismo Cultural, sobre como o trabalho de escrita é desvalorizado. Em especial depois dos conteudistas e do inbound mkt. Essa história aqui é surreal!

3 - Cuspa, bata, esfole, mate... ajude a construir um novo Brasil
Do Lucas Figueiredo, esse cara fantástico que faz um jornalismo decente. Lucas fala aqui sobre a lista do colunistinha ex-Veja e atual O Globo, que listou mais de 200 pessoas que deveriam ter seu trabalho boicotado. Segundo o colunistinha, porque eles são contra o Brasil. Sou a favor da maior parte das pessoas da lista. E, no fundo, acho ela bem injusta. Falta um monte de pessoas interessantes nela. Se eu puder, divulgo o trabalho de cada uma delas, fazendo exatamente o contrário do que quer o colunistinha.

4 - As redes sociais estão fazendo você viver em uma bolha
Da Raquel Camargo, uma pesquisadora da comunicação, que fala sobre os filtros dos aplicativos. Sabe aquela sensação que a gente anda tendo de que todo mundo pensa igual a nós? O nome disse é algoritmo, que faz com que vejamos, cada vez mais, o conteúdo que nos agrada. Assim, ficamos presos numa bolha de conteúdo e não vemos o mundo.

5 - O machismo nu
Do Alexandre Alliatti, no Globo Esporte. Sobre a besteira que o Galo fez ao promover um desfile cheio de mulheres em trajes mínimos e, também, sobre os novos uniformes que veem com a informação "Dê para sua mulher lavar". Juro que, quando vi isso, e também a posição oficial do Galo (do presidente, do ex-presidente, do chefe da comunicação) quase desisti do time. Já não tô na vibe do futebol há um tempo, porque tudo ficou muito agressivo (já falei sobre isso aqui), e essa coisa sexista me deixa com menos vontade ainda de acompanhar jogos e times.

6 - A violência não vem de quem pensa diferente. Vem de quem não pensa
Do Sakamoto. Porque tá difícil viver com tanta virulência, em todos os campos. Nas redes sociais, então, nem se fala. Aliás, vale ler a indicação 4, da Raquel Camargo, junto com o texto do Sakamoto, pra ter uma noção maior do motivo dessa explosão de raiva toda.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...