quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Querências

Não quero planos pra 2016.

Quero:

- mergulhar de cabeça nessa dissertação.

- encontrar tempos - mesmo que curtos - para literatura.

- voltar pro lado de lá do Atlântico.

- voltar pro Pilates, ou pro spinning, ou pro RPG, ou pra dança.

- comer mais frutas.

- experimentar receitas veganas.

- colocar um limite nas olheiras, porque tá phoda.

- encontrar mais meus amigos.

- uma tatuagem nova.

- dar sequência aos planos de 2015.


Venha leve, 2016. Porque aí a gente se aproveita de verdade :-)

*** Em meio às querências pra 2016, também queria saber o que dizer à minha ex-chefe, que acabou de perder o filho, de nove anos. Pedro era um guerreirinho, lutando contra problemas de saúde sérios, mas sem perder a doçura. A cada história que ela contava sobre o Pedro, mais vontade eu tinha de dar um abraço apertado no garoto. Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente, mas era como se, de tanto que eu gostava dele - e disse isso a ela várias vezes. Perdi, há cerca de um ano, três das pessoas mais importantes da minha vida. Todas elas, com mais de 80 anos. O curso natural da vida é esse. Não é simples perder alguém que se ama. Ainda mais quando o natural seria ver as crianças crescendo até ficarem velhinhas, para, aí sim, deixarem a vida. Por isso, não sei o que dizer a ela. Sou solidária na dor, mas isso não basta.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...