sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Portugal - 4º dia

Praça dos Aliados, com D. Pedro IV
Foto: Leo Homssi
Nosso último dia no Porto. Eu já estava triste quando acordei. Acho que Leo e Lu também. Amei a cidade. Voltaria, com certeza. Moraria lá fácil-fácil. Já gostava antes de conhecer, por causa dos meus amigos portugueses. E depois desses dias, passei a amar.

Tínhamos uma lista de coisas pra fazer antes de deixar o apartamento e ir pra estação, rumo a Coimbra: 1) tomar café da manhã em casa, terminar com as comidas, arrumar a casa e jogar o lixo fora; 2) fazer duas fotos muito importantes (com Dom Pedro IV, que é o nosso Dom Pedro I - foto acima - e com o jornaleiro da Praça dos Aliados) 3) voltar à primeira livraria em que fomos para comprar livros.

Acordamos cedo, tomamos café, arrumamos o apê e nos batemos pra rua.

Monumento ao Jornal de Notícias. Viva os coleguinhas!

Sem saber se iríamos almoçar, acabamos comendo na rua. Leo e Lu escolheram um treco que classificam com "Francesinha sem molho". Fui de pastel de natal que é mais seguro. :-)

Fizemos tudo o que queríamos, voltamos pro apê, fechamos as malas, fechamos a porta, assim como a Raquel tinha nos pedido. Descendo as escadas pra ir embora é que lembrei que tinha deixado o meu chaveiro em cima da cama. Com as minhas chaves de casa, da agência e dos cadeados das malas. Sorte que Leo também tinha as chaves dos cadeados (talvez porque eu estivesse prevendo esses esquecimentos...). Não conseguimos falar com a Raquel para recuperar a chave. Deixamos um recado no AirBnb e fomos embora. Fiquei muito brava comigo. Odeio esquecer/perder coisas.

Puxamos as malas até a estação de metro da Aliados, bem pertinho. Recarregamos o cartão Andante e pegamos o metro pra Trindade. Lá, trocamos para a linha que vai a Campanhã. Foi tudo bem rápido. Descemos e fomos procurar a estação de trem comboio. Lá, tinha uma livraria com promoção de livros e preços muito bons. Comprei quatro por 7 euros no total. Todos de comunicação. Acabou sendo o melhor lugar pra comprar livros da nossa área por lá. Pq, no fim das contas, não achamos muita coisa nem no congresso.

Descobrimos pra qual plataforma deveríamos ir, porque isso não estava impresso na passagem. O senhor que nos explicou foi muito atencioso. Ficamos lá esperando o comboio chegar. E aproveitamos pra olhar os que passavam, pra sabermos como descobrir o vagão que deveríamos pegar. Foi por aí que vimos que a numeração das cadeiras estava estranha. No mapa de assentos, na hora da compra, escolhi duas poltronas juntas e uma atrás. E os números era muito loucos. Não entendi nada.

Lu e eu esperando, esperando, esperando, esperando o trem #ChicoBuarqueRules
Foto: Leo Homssi

Estudamos enquanto esperamos também. Na hora certa, o trem apontou na estação. E lá fomos nós procurar o vagão. Até que estávamos bem perto dele. Quando entramos, descobrimos que as cadeiras eram exatamente como eu comprei. Os números é que eram muito malucos. Procurei e não encontrei uma lógica pra essa numeração.

O comboio saiu do Porto, passou por uma das pontes sobre o Douro - de onde é possível ver a Ponte D. Luís e foi margeando o litoral por um curto período, até a estação de Espinho. Muito lindo, deu vontade de descer por lá. Os outros pontos são como quase todas as estações no mundo: um tanto degradados, quebrados, pichados.

Descemos na estação de Coimbra B e trocamos de trem, rumo a Coimbra A. Ficamos por lá esperando a Isabel chegar. Ela tinha dito que nos pegaria lá e nos levaria para o apartamento. Ela chegou logo. Uma pessoa muito simpática. É professora de português, francês e literatura, além de ser amiga do João Tordo, autor do melhor livro que eu li ano em 2014. Enquanto nos levava de carro, ela foi mostrando a cidade, falando sobre história e literatura.

O apartamento da Isabel fica no Beco da Carqueija, um dos becos de frente para a Sé Velha de Coimbra. A igreja é maravilhosa por fora. Fiz planos de conhecer seu interior tão logo fosse possível.

Sé Velha de Coimbra
Foto: Leo Homssi

Nos ajeitamos no apartamento - que é uma graça, com jeito de casa - e fomos para a Universidade, para fazer o credenciamento no congresso. Porém, quando chegamos lá, o credenciamento já tinha acabado. Tirei fotos do pátio da Universidade de Coimbra e do prédio da Biblioteca Joanina, mas elas sumiram #queromorrer.

Prédio da Biblioteca Joanina. Pena que não conseguimos visitar

Lá, onde estavam acontecendo as conferências (no auditório do prédio de Química) nos encontramos com as professoras Nair e Juçara. Como tudo tinha acabado, só nos restava ir pra rua. Descemos, então, para a Praça da República. Passamos na livraria Almedina, que a Isabel tinha nos indicado como a melhor da cidade. Leo já estava impaciente, porque a única coisa que tínhamos comido após o café da manhã foi o tal trem que parecia "francesinha sem molho". Enquanto Lu e eu estávamos na livraria, Leo foi procurar um lugar pra comer e achou o Luna. Meio caído, mas com comida. Experimentei a tosta mista e não lembro o que o Leo e a Lu comeram. Acho que teve porção de azeitona e polvo - só pro Leo. Saímos de lá e fomos pro Chiado Coffee & Beer. Leo quase pirou quando viu que tinha a cerveja Estrela Galícia lá. Até então, todos os lugares que vimos só tinha Super Bock, que ele achou aguada.

No Chiado Coffee & Beer

Como estávamos muito cansados, acabamos voltando pra casa cedo. O outro motivo pra não esquentar lugar no bar era que, no dia seguinte, às 10h, eu tinha a minha apresentação no congresso.

Leo e Lu ainda passaram num barzinho perto de casa e compraram cervejas. Ficamos um tempo acordados, conversando. Foi o dia em que falamos por Skype com os pais do Leo, que já estavam em Piracanjuba, e com a mãe da Lu. Durante a madrugada, os espanhóis que moravam no apartamento de cima fizeram uma super festa. Dormi mal pra caramba, mas a culpa não foi da festa. Foi tensão pré-apresentação mesmo :-/



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...