quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Livro: As crônicas de gelo e fogo - A guerra dos tronos



Quando estava começando o burburinho em torno da série Game of Thrones da HBO, fiquei interessada, mas não vi. Deixei pra lá quando soube que ela era baseada em livros. Porque os livros sempre me interessam mais. Pensei em comprar, vi a queridíssima Lelê super envolvida com os livros, tive algumas discussões com o Otávio sobre Literatura Fantástica ou Literatura Maravilhosa - coisa de gente de Letras, com teóricos diferentes. O tamanho dos livros me desanimava, porque eu andava com pouco tempo. Porém, mantive em mente que um dia compraria, leria e, só aí, veria a série.

Como diria Joseph Climber, a vida é uma caixinha de surpresas. Dia desses, logo depois da morte da Tia Ylza, recebi um e-mail do Submarino com a coleção dos cinco livros mais um extra, sobre o universo GoT, em formato pocket e em uma caixa linda, por menos de R$60. Comprei, eles chegaram logo, fui feliz admirando os livros. Leo começou a ler o primeiro, mas não curtiu. Achou a história arrastada. Deixei eles quietinhos, pensando em me programar. Conversei com um colega da Filosofia que lia um capítulo por dia - os capítulos são curtos, dizia. Lia antes de dormir e, enquanto isso, via a série.

Chegou a hora de começar a ler, e foi pouco antes de vir a minha rebelião e eu passar de vez pra série. Assisti as cinco temporadas de uma vez e ando mergulhada nesse universo. Os livros estão sendo lidos, analisados, amados. Tô curtindo muito.

Enfim... As crônicas de gelo e fogo - A guerra dos tronos conta a história das sete principais casas de Westeros, uma terra em um universo paralelo, mas bem parecido com este nosso. Lá as estações climáticas duram muitos anos e uma junta de Meistres - misto de médicos, curandeiros e alquimistas - é que determinam, depois de muito estudo, quando uma estação termina e vem a outra. O inverno é sempre muito rigoroso. A história começa no verão, o mais longo que se tem notícia, e que prenuncia um longo inverno. O mapa de Westeros parece muito o da Inglaterra e a trama tem muitos elementos da história inglesa, como a Guerra das Rosas. O rei de Westeros se senta em um trono de ferro, forjado com as espadas de inimigos derrotados de um rei muito antigo. Robert Baratheon é rei há pouco mais de 13 anos e conquistou o trono após uma rebelião contra o rei Targaryen, louco. As outras grandes casas dividem o reino e têm casas menores como vassalos. O foco principal do livro é na família Stark, os guardiões do Norte - lá é sempre gelado e tem tradições religiosas tradicionais. Os Stark cultuam os deuses antigos e se dizem descendentes dos primeiros homens que habitaram Westeros. Mais para o norte está a Muralha, construída por um dos primeiros Stark. Ela separa o mundo conhecido de terras inóspitas, habitadas por povos selvagens e por seres há muito não vistos, mas conhecidos como Outros. Há ainda os Lannister, ambiciosos e sempre grudados ao poder - quase como um PMDB tupiniquim.

A infidelidade da rainha Cersei Lannister, esposa de Robert Baratheon, e vista por Bran Stark, um garoto de 8 anos, desencadeia uma série de acontecimentos que vão levar à guerra dos tronos do título. Há muitos elementos interessantes na trama e uma das mais legais, pra mim, é o universo que o autor, George R. R. Martin, criou. É muito detalhado, com vários elementos bacanas e que dão espaço para a expansão do universo, com muitas colaborações de produtos midiáticos e também dos fãs. Tenho me divertido bastante com tudo o que se cria e se desenvolve em torno de As crônicas de gelo e fogo.

Curiosidade: os cinco volumes já lançados somam 348 capítulos.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...