sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Portugal - 2º dia

Um dos meus objetivos imbecis menores da viagem era praticar QiGong ao ar livro, na varanda do apartamento do Porto. Ok, é uma coisa besta. Mas era um desejo antigo. Minha proposta era que a primeira manhã por lá fosse assim, enquanto Leo e Lu dormiam. Não rolou. Estava tão cansada que perdi a hora.

Acordamos e tomamos café na varanda. Rolou até uma superprodução pra conseguirmos fazer a foto abaixo.

Foto: Leo Homssi

A ideia da foto foi pra mandar pra mãe do Leo e também pros amigos que ficaram no Brasil, hahahahaha.

Depois do café, fomos pra rua. A ideia era procurar os sebos próximos da Aliados. Saí com essa lista pronta. Procurávamos por livros bem específicos da nossa pesquisa de mestrado. A Lu comprou um livro logo na primeira livraria em que entramos. Enquanto procurávamos, Leo foi dar uma volta no quarteirão e fez fotos lindas, só pra variar.

Estávamos bem perto da Lello e Irmão, a livraria que inspirou a Floreios e Borrões, de Harry Potter. Uma das escalas da minha lista era lá. A Lello ganhou ainda mais fama com o filme e teve que se organizar para receber todas as visitas. Achei que seria fácil visitá-la numa terça-feira pela manhã. Estava enganada.

A fachada da Lello. Linda, linda!


Do lado de fora, o segurança nos informou que era preciso comprar ingressos. Três euros cada. O total, nove euros, poderia ser descontado na compra de livros. Entramos e vimos a representação do inferno na terra. O espaço estava LOTADO. Mal dava pra respirar. Leo já ficou com raiva e optou por sair rápido dali. Lu e eu fomos procurar nossos livros. Pedimos ajuda pra funcionários que já estavam mal-humorados com aquele mundo de gente. Fomos bem mal atendidos e acabamos desistindo de reverter nossos nove euros em livros, porque até a fila do caixa estava enorme e apenas uma pessoa atendia por lá.

Olha esse teto!

O andar de cima

A escada vista por cima

Sorry, Lello... não rolou amor aqui.

Pertinho da Lello tinha uma outra livraria, a Fernando Machado, mas estava fechada. E com cuecas na vitrine!

Foto: Leo Homssi

Dali fomos pra Torre dos Clérigos, também bem pertinho do apartamento. Pagamos três euros de entrada, cada, e fomos subir os 225 degraus, junto com um grupo de adolescentes alemães. Na verdade, corremos muito pra não pegarmos engarrafamento nas escadas apertadas com essa galera toda. Em certos pontos da torre, é preciso parar, voltar, se apertar contra a parede pra deixar os coleguinhas descerem. Solidariedade turística, trabalhamos. Leo agradecia a cada gentileza em uma língua diferente, enquanto Lu e eu só ríamos.

A torre e a igreja dos Clérigos

A vista do Porto, lá do alto

Nós duas, lá em cima

A Igreja dos Clérigos. Tem dois órgãos magníficos e concerto toda sexta

Almoçamos quase em frente à torre, no restaurante Clérigos. Foi lá que provamos um dos pratos tradicionais do Porto, a Francesinha. É tipo um sanduíche com pão de forma e carnes diferentes, ovo, queijo e molho apimentado. Leo topou uma inteira e a Lu e eu dividimos uma. É uma comida forte e pesada, mas não dava pra não experimentar.

Ela, a Francesinha!

De lá, voltamos ao apartamento fazer xixi e nos abastecer de água, e depois pegamos um dos ônibus hop-on hop-off do Porto, para ver o mais possível da cidade. Pegamos o azul e amarelo (outras opções eram o azul, o amarelo e o vermelho) na Praça dos Aliados e fomos passeando. Descemos no Castelo do Queijo, na região de Matosinhos.

No pé do forte, um monte de aposentados jogando baralho

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O Castelo do Quejo é um forte pequeno. São os militares da reserva que tomam conta dele. Para entrar, são cobrados 0,50 euros. Logo que entramos, um dos militares disse "Fifty cents!" Lu virou pra mim e disse "Cinquenta centavos". Na hora o senhor disse: "São brasileiros! Aqui se fala cêntimos, só brasileiros falam centavos". Rimos, pagamos e começamos a visita. Como é pequeno, rapidinho tínhamos visto tudo e já estávamos na rua, pegando o ônibus. Descemos perto, em outro forte, que estava fechado. Caminhamos até o farol e ficamos ali vendo o mar bater, com a luz linda do fim da tarde.

Muitas lágrimas de Portugal

Foi muito lindo ver o mar bater. Não consegui uma foto com grande explosão de água. Tomamos alguns banhos de água salgada. Foi até bom pra gente se lembrar de que o Porto é uma cidade litorânea. Lá onde ficamos, no centro, você só lembra do mar por causa das gaivotas.

O percurso do ônibus seguiu até a cidade ao lado, Vila Nova de Gaia, onde há várias cavas de vinho. Não descemos porque seria nosso passeio do dia seguinte.

Do lado de cá, Gaia. Do lado de lá, o Porto. Entre elas, a ponte D. Luís I

Voltamos, compramos mais comida e cerveja e fomos pra casa. Ficamos conversando horas na mesa da cozinha, rindo das nossas mancadas (vai ter um post específico sobre isso), compartilhando fotos pelo WApp e fazendo planos pro dia seguinte.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...