quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pílulas do momento #17

Especial mestrado again!

1 - Primeiro congresso
Foi meio que sem querer. Mas foi, e lá fui. E acho que nunca tomei tanta porrada na vida - ao menos porradas acadêmicas. É muito duro ver sua pesquisa descontruída. Mais duro ainda é não ter argumentos para rebater o oponente. Não tinha porque não me preparei direito. Porque não esperava o ataque. Porque minha cabeça estava no outro artigo, o que eu iria apresentar uns dias depois em Portugal. Quis muito chorar, mas não fiz. Nem lá, nem depois. Sei lá, chorar tá sendo mais difícil atualmente. O fato é que passar pela pedreira do primeiro congresso não me matou. Mas também não me ajudou em nada.

2 - Descartes
Com o perdão da piada infame, estou em meio a uma dúvida metodológica. Não sei pra que lado vou. Ou melhor, sei que preciso cortar coisas da pesquisa, mas não sei o quê, não sei como. E cortar vai fazer diferença na metodologia. Preciso definir isso pra ontem. Mas não consigo.

3 - Vínculos, desvínculos
Dois semestres e cinco disciplinas depois, vamos nos separar. Entramos numa turma com doze pessoas. Afinidades surgiram, algumas rusgas também. Há pessoas da turma que vou levar pra vida inteira. Agora, estamos nos despedindo dos encontros semanais. Cada um vai pra um lado, dar conta da sua dissertação. Já estou sentindo falta das aulas, das conversas, das risadas, das discussões acaloradas, das festas, dos cafés surpresa, do açaí, do pastel, da coxinha e da empada. É, a gente comeu muito! A caminhada, a partir de agora, é mais solitária. Mas nem por isso menos intensa. Vou sentir muitas saudades...

4 - Mais livros
Quanto mais eu leio, mais coisa eu preciso ler. Não tem fim essa coisa, né? O bacana da pesquisa é justamente isso: você ler, ter necessidade de ler mais, cruzar dados, vislumbrar coisas novas entre tudo o que já foi visto. Tô amando!

5 - Novos colegas
A segunda turma do mestrado já está formada. Conheço algumas pessoas que passaram e outras que ficaram pelo caminho. Torci muito pra uma pessoa, em especial, ser aprovada. Se eu pudesse, teria falado com a galera pra aprovar. Mas não é assim que funciona. Não podemos nos manifestar sobre os concorrentes. Então, fiz o que eu pude: emprestei livro, li projeto, contei como foram as minhas provas. Não sei se ajudou. O fato é que a pessoa é tão boa de serviço que passou. E eu fiquei feliz de ter novos coleguinhas legais - ao menos os que eu conheço que foram aprovados são.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...