quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Jessica Jones

Mais um episódio de "Aline burlando as regras do Mestrado".

Leo viu todos os 13 episódios de Jessica Jones em um fim de semana. Enquanto isso, lá estava eu estudando, mas pescando uma coisa ou outra. Não resisti... num fim de semana, sem muita inspiração pra ler e escrever tudo que eu preciso (e que, atualmente, se resume a um artigo, um projeto e o primeiro capítulo da dissertação), abre o Netflix e comecei a ver a tão hypada série.

Nunca tinha ouvido falar de Jessica Jones antes. Não tinha ideia do que esperar do seriado. Vi algumas pessoas comentando que era uma série mais humana, menos fantasiosa. Acabei acreditando.

Jessica Jones não é uma heroína qualquer. Ela, na verdade, nem está muito a fim de ser heroína. Adquiriu seus poderes de super força e saltos enormes - ou quedas controladas, como ela diz - após o acidente de carro que matou seus pais e seu irmão. Ela foi a única sobrevivente, e foi adotada pela família de Patsy Walker, uma garota com uma peruca ruiva e um programa infantil na TV. Patsy hoje se chama Trish Walker e tem um famoso programa de rádio em NY.

A série começa com Jessica trabalhando como investigadora particular, com clientes indicados pela advogada Jeri Hogarth. Paralelamente, ela segue Luke Cage, quase obsessivamente, fotografando seus casos amorosos. Jessica se recupera de um grande trauma. Foi sequestrada por um típico vilão de histórias em quadrinhos, Kilgrave. Seu poder especial é o controle da mente. Durante o período em que esteve em seu poder, Jessica foi estuprada seguidamente e ainda matou uma pessoa - Reva, esposa de Luke. É importante ressaltar: Jessica é uma pessoa com estresse pós-traumático.

A possível volta de Kilgrave a faz entrar em pânico e pensar em fugir. Mas o seu lado heroína aflora e ela passa a procurar o vilão para provar que ele é capaz de controlar mentes e até fez com que Hope, mais uma moça sequestrada por ele, matasse os pais.

O mais importante de Jessica Jones, pra mim, é tocar em temas pesados sem deturpá-los e sem dourar a pílula. A série fala de relacionamentos abusivos e de como eles fazem um estrago geral para a vítima e em seu entorno. Mostra como é complicado se perceber em um e a dificuldade de se sair dele. Também fala sobre lidar com escolhas e suas consequências.

É uma série de vanguarda por colocar como protagonista uma mulher cheia de defeitos, vícios, falhas de caráter. Além da discussão sobre abuso, tem aborto - e um aborto necessário, porque levanta um ponto muito importante sobre filhos desejados ou não. Também tem um triângulo amoroso formado apenas por mulheres, com todos os ingredientes de tensão que um triângulo amoroso deve ter. Tem um personagem que também tem características de herói, mas não quer ser - Luke Cage, maravilhoso!!!. Tem a amiga solidária - a relação mais bonita da Jessica. Tem os vizinhos - O Malcon, que é um cara super bacana; a Robyn, que é chata e doidona; o Ruben que é...ingênuo. E tem o Kilgrave, o vilão mais repulsivo dessa vida.

Enfim, foi muito bom ter visto Jessica Jones. Me ajudou bastante a rever conceitos e aprimorar a visão de feminismo que eu tenho. Agora é esperar pela nova temporada e pela série do Luke Cage. E também ver Demolidor. Será que eu dou conta???

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...