sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Portugal - A partida

Obra de Rogério Fernandes no Terminal 3 de Confins

Tudo começou na minha primeira reunião com meu orientador. Ele me sugeriu enviar um resumo para um congresso internacional. #medo. Portugal, Coimbra, novembro. Uma semana para propor o resumo. Uma semana enlouquecedora para ter um resumo decente e enviar. Depois, alguns meses esperando a resposta do congresso. Ela veio positiva, e lá fomos nós começar a planejar a ida a Portugal.

Pra chegar em Coimbra, podíamos escolher duas possibilidades: por Lisboa ou pelo Porto. Por questões orçamentárias, decidimos pelo Porto. Queríamos, muito aproveitar um pouco do tempo para fazer turismo. A Europa é um sonho antigo, desde a minha época de leitora voraz do Tesouro da Juventude. Meu foco sempre foi a Itália, mas Portugal também estava na lista de prioridades. Lisboa e sua Torre de Belém me arrancam suspiros. Por outro lado, o Porto é a terra natal de dois grandes amigos meus, o Emanuel e o Eduardo. Sempre tive um carinho enorme pela cidade, mesmo sem conhecê-la.

Batido o martelo para o lado do Porto, fomos operacionalizar a ida. Primeiro, as passagens aéreas, conseguidas em uma mega-promoção da TAP. Avisei as duas companheiras de mestrado que iriam conosco e todos marcamos as datas. Uma delas resolveu ir para Lisboa. A outra, Leo e eu adotamos. Foi com ela que decidimos os lugares onde ficaríamos (tudo pelo AirBnb, que nos proporcionou três apartamentos maravilhosos) e o que faríamos durante os dias de turismo e de congresso. Queríamos muito que tudo fosse legal.

E foi. Desde o nosso encontro no aeroporto de BH (de onde vem a imagem acima, num painel do Rogério Fernandes) até a nossa separação, na rodoviária de Ouro Preto. Andamos muito, rimos muito, vimos muita coisa linda, fizemos planos, fotografamos. E viajamos pra Coimbra, e fomos juntos ao congresso, eles me dando força em minha apresentação; Leo e eu dando força a ela em sua vez. Dividimos casa, compras, pizzas, a subida dos 225 degraus da Torre dos Clérigos, o pôr-do-sol na beira do Douro, a noite de Coimbra, as mancadas com o jeito português de ser.

Vou contando aos poucos como foi. :-)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...