sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Um ano sem rímel

Duas coisas são importantes, antes deste texto começar:
1) meus cílios são enormes;
2) não uso rímel (ou máscara, como preferem atualmente) à prova d'água.

A segunda coisa tem uma explicação prática: usei lentes de contato de silicone durante vários anos (e essa história, sozinha, dá uma novela, pq envolve erro médico - ou má fé - e tudo o mais). Quem já usou lente de silicone deve saber como é apavorante qualquer coisa no seu olho ou arredores que não sai fácil.

Voltando ao rímel...

Meus cílios enormes vivem caindo por aí, entrando no olho, incomodando pra caramba. Na época da lente era um inferno! A única coisa que controla os benditos, deixa eles comportadinhos e menos rebeldes é o rímel.

E, como não uso rímel à prova d'água e passei um ano chorando praticamente todo dia - quatro mortes na família não é, como diz um jornalista da velha-guarda que eu admiro, ~igual pular corda~. Chorar todo dia com rímel não é bonito. Daí, desde 23 de agosto de 2014, deixei de usar o dito.

Daí que decretei que 23 de agosto de 2015 era o fim desse período de luto - mesmo tendo apenas um mês e meio do último falecimento familiar. Porque não dá pra ficar mais tempo de luto. Porque tem uma vida enorme - e, na maioria das vezes, bem legal - lá fora, com muitas coisas acontecendo.

A primeira medida do fim do luto foi voltar com o rímel. Que continua não sendo à prova d'água. Mas que, agora, não tem mais motivos pra sair facilmente. Foi duro voltar a acostumar com ele, porém a missão foi bem cumprida - cílios comportados, olhos comportados.

Outras medidas também foram tomadas. Falo mais delas depois.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...