quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sobre aniversário

Em 2014, meu aniversário foi terrível. E vinha eu caminhando, após anos de análise, em uma relação melhor com a data, porque sempre odiei esse dia. A minha analista investiu pesado em me ajudar a ressignificar tudo. Estávamos indo bem até 23 de agosto de 2014 chegar, com a morte da Tia Ylza. No meu aniversário daquele ano completava-se um mês da ausência dela.

Daí veio a vontade de mandar esse ano de luto pras cucuias, e foi em 23 de agosto de 2015 que rolou o ponto final nesse sentimento ruim. Não que ele tenha deixado de existir, mas está menor e tendo um novo significado, porque, como dizia o MPB4, pra frente é que se anda. Nem inferno astral rolou! Chegou 23/09 bem devagarzinho, bem leve.

Logo cedo, recebi o abraço do Leo e um presente super gostoso do Stênio, esse fofo.

Delícia!


Leo super aproveitando o presente...

Teve carinho de todo lado! Até por telefone, que é o mais complicado pra mim (um dia eu conto como é a minha relação com esse bichinho). Muitas mensagens pela timeline do Facebook, pelo Messenger, por e-mail (saudações ao sumido do Pedro, esse cara que eu adoro e que me mandou um e-mail muito divertido), pelo WApp, muitos abraços pessoalmente.

Teve o momento #mulhertraída, quando todos os meus 11 coleguinhas de turma de mestrado fizeram um café, no meio da aula. Porque foi tudo feito na surdina - até grupo no WApp eles criaram! E eu nem desconfiei, pq tava tudo normal demais, como sempre. Mas teve festinha, com bolo, coxinha, pão de queijo, biscoitinhos, café, suco... e um cartão. Fofo demais!!


A prof. Hila fez isso. Olha que fofo!
Ou seja: dá pra ser feliz na aula de metodologia


Tem turma de mestrado mais fofa? Axu qui não!

Teve até Tatá dizendo que viu um vídeo da Jout Jout e só lembrou de mim. Me achando fiquei sqn...

O primeiro momento #morridechorar veio com a mensagem que a Dreisse me enviou pelo Messenger. Que delicadeza! Terminei de ler soluçando, com lágrimas pingando sem parar e o Leo rindo da minha cara. Depois que ele leu, tava ele emocionado também. Dreisse, sua linda, não tenho palavras pra agradecer.

E teve poesia da Ju. Foi o segundo momento #morridechorar. Linda demais essa minha cretina favorita! O texto é cheio de referências à nossa amizade, a momentos que vivemos juntas, às conversas nas escadas da PUC, ou às virtuais, aos momentos em que discordamos completamente uma da outra e que, nem por isso, brigamos. Ju, amo vc!



Aline (23/09/2015)

Nas escadas da vida
Faço de banco os degraus
Encontro minha alma irmã
Terna, delicada, acolhedora
Confidenciamos...
Aconselhamos…
Filosofamos…


Descubro satisfeita
Que o discordar
Pode ser fraterno,
Enriquece a vida
E na sua franqueza,
Une
E no seu respeito,
Faz-me humilde


A distância…
A distância de saudade
Povoa-me
E nos mais... Inexiste.


Nas escadas da memória,
Do que já foi
E do que ainda hei de lembrar,
Faço de banco os degraus
E lá te encontro…
E lá te abraço…
Aline, irmã!


Pra minha alegria, foi leve. Como nunca antes na história da minha relação com meu aniversário. Viva a ressignificação!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...