quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Pequenos tesouros

Viver revirando baús de lembranças não é tarefa simples.

Às vezes, uma coisa minúscula te tira do prumo, porque te lembra aquele dia feliz, aquela pessoa especial, um momento de tristeza, uma outra coisa que já foi. Tenho encontrado muitos bilhetes, rascunhos, cartas e textos maravilhosos, que me enchem de orgulho e de saudade. Quando terminar de arrumar tudo, falo mais sobre eles. Vamos, agora, ao objeto do momento.

Um pouco antes de falecer, Tia Ylza me deu um porta-joias que tem muita história comigo. É um bauzinho que eu sempre achei lindo. Quando eu era criança, ela me deixava brincar com ele. Ela retirava o que guardava lá e eu colocava os meus tesouros, que eram, em geral, pequenos brinquedos. Enquanto durava a brincadeira, aquele porta-joias era o meu maior tesouro.

Foi com muita emoção que recebi o presente. Ele pode ser uma bobeira pra qualquer pessoa que olhe. Mas pra mim, vale muito. Vale mais do que "n" coisas dessa vida. Ela sabia o que ele significava pra mim.

Daí que esta semana ganhei outro presente. Leo pegou o bauzinho, fotografou e me enviou a foto durante uma tarde de trabalho. Agora que não trabalhamos mais no mesmo lugar, acabamos tendo esses momentos de conversa virtual ao longo do dia. Foi assim que recebi a foto, num Hangout.

O olhar do Leo, meu objeto de afeto e a luz de setembro em OP

Caíram vários ciscos no meu olho na hora em que a foto chegou.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...