quarta-feira, 29 de julho de 2015

Livro: Três vezes ao amanhecer

Livro e Machado de Assis, um dos cafés da Set Palavras


Olha, nem sei o que falar sobre esse livro. Foi uma indicação do Valter para o Clube de Leitura, que acolhemos porque ele insistiu que era um livro lindo, com tudo no lugar. E também porque é fino. E tava todo mundo sem tempo de ler coisa grande - a outra indicação é um dos meus livros favoritos da vida: Grande Sertão: Veredas.

Partimos pro Alessandro Baricco, autor italiano contemporâneo com uma prosa ~saborosíssima~ (pra usar a expressão de um dos professores do mestrado, hahahaha), uma (ou três?) história deliciosa.

Na introdução, Baricco conta que o texto surgiu a partir de outro livro dele, Mr. Gwyn. Era parte da narrativa, e ele quis desenvolver a história depois. Aí nasceu Três vezes ao amanhecer, com dois personagens que se encontram três vezes, durante essa hora entre o fim da noite e o amanhecer, e vivem situações peculiares. São encontros impossíveis, e é muito difícil explicar o motivo sem contar o que é pulo do gato do livro.

Ou seja: não é fácil falar sobre o livro. Mas é fácil, muito até, curtir a(s) história(s), navegar pela prosa linda e limpa do Baricco. Que escrita simples e, ao mesmo tempo, de elaboração profunda! Realmente tocante.

Aí, na discussão do Clube, a Aline Mangaravitti comentou que leu Três vezes ao amanhecer em um dia e ficou tão encantada com o Baricco que foi atrás de ler Mr. Gwyn também. E que, com essa leitura, teve que reler o Três vezes, porque o sentido muda - não radicalmente, fique claro - mas é possível entender a motivação por trás daquelas três históricas em que personagens que se encontram não poderiam se encontrar naquelas circunstâncias.

Resumindo: pre-ci-so ler Mr Gwyn pra ontem. Mas com esse mestrado, oh céus, quando será?

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...