segunda-feira, 4 de maio de 2015

Espelho

Comemorando coisas boas em Curitiba

Já dizia Caetano que "Narciso acha feio o que não é espelho". E espelho pode ser muitas coisas além daquela superfície reflexiva a que estamos acostumados. Em sentido figurado, pode ser algo que nos mostra alguma coisa ou algo que, ao ser contemplado, nos lega algum tipo de ensinamento, ou ainda que nos mostre alguma outra coisa. Como na frase que diz que "os olhos são o espelho da alma".

Hoje é aniversário do meu espelho. Além de ser o dia em que ele alcança a minha idade, até que setembro chegue e eu volte a ser mais velha. É o 14º aniversário dele que passamos juntos. Lá se vão 14 anos que dei a ele o primeiro presente. Nem lembro o que foi, acho que ele também não se lembra. Memória não é mesmo o nosso forte.

Leo é meu espelho porque me completa. Porque em tudo que eu empaco ele me põe pra frente. Porque sempre tem uma habilidade que eu almejo ter, mas não tenho capacidade pra tanto. Porque eu chego em casa, vindo do trabalho ou da faculdade ou do mestrado, e sempre tem uma coisinha especial que ele fez pra mim. Porque, mesmo depois de 14 anos, ele me manda mensagens lindas durante o dia (ainda mais agora, que não trabalhamos mais no mesmo espaço físico). Porque ele cuida de mim, no dia-a-dia, na saúde e na doença, e até mesmo no caso de malas voadoras). Porque pesquisamos juntos nossas próximas paradas, cada um pensando em como agradar o outro. Porque não importa meu grau de mau humor, ele está lá, com o melhor abraço desse mundo pra me acalmar. Tudo isso e mais outras mil coisas (aqui, aqui, aqui e aqui tem algumas amostras).

E mais: é meu espelho porque, caetanamente, só tenho olhos pra ele.

Feliz aniversário, Pé. Que venham mais muitas comemorações juntas pra gente!

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...