quarta-feira, 8 de abril de 2015

Livro: Pizzolato




Pizzolato - Não existe plano infalível é daqueles livros que dão orgulho. Primeiro, porque foi escrito por uma pessoa que eu admiro muito, a Fernanda Odilla, jornalista que formou comigo e que, durante todo o período da faculdade, foi a repórter que mais admirei. E, claro, essa admiração dura até hoje. Ver um livro da Fefê, um grande trabalho de reportagem, dá orgulho pra caramba! Fefê, amei!

Pizzolato é aquele mesmo, diretor de marketing do Banco do Brasil, envolvido no Mensalão, que foi condenado pelo supremo e que desapareceu pouco antes de ser decretada sua prisão. Fernanda resgata a história da família do Pizzolato, sua origem italiana e a vida deles no sul do Brasil. Essas informações são reverberar lá na frente, na fuga do personagem. Pizzolato tinha um irmão, morto em um acidente de carro, e foi com o nome e com os documentos desse irmão, "requentados" porque os cartórios dos estados brasileiros não são integrados, Henrique Pizzolato sumiu do Brasil e assumiu uma nova vida na Europa. Até descobrirem o estratagema, ele já estava longe.

Fernanda seguiu os passos da fuga. Conseguiu conversar com um dos principais apoiadores da debandada, o Terremoto, amigo de Pizzolato de longa data. Também conseguiu falar com alguns familiares e com os investigadores, que descobriram onde ele estava e armaram uma emboscada para capturá-lo. Também conseguiu conversar com pessoas que conviveram com o personagem durante o tempo em que passou na Itália usando o nome do irmão. Depois de preso na Itália, Pizzolato tentou se manter no país, já que tem cidadania italiana. O caso estava em julgamento e, até o livro ser lançado, ainda não havia uma decisão final se ele voltaria ao Brasil para cumprir pena ou se a cumpriria na Itália. Até agora há recursos sendo julgados. Enquanto escrevo, Pizzolato tinha sido libertado da prisão italiana e os juízes haviam determinado sua volta ao Brasil, mas ainda não era a decisão final.

Como a Fernanda diz na dedicatória que fez para o meu volume, essa é uma história muito, muito louca. Daria, sim, um romance. Mas está aí, na realidade de nossa história política.

Bom trabalho, Fefê! Que venham mais livros por aí!


Olha a dedicatória, que linda!


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...