quarta-feira, 18 de março de 2015

Livro: Teogonia



Desde que comecei a estudar filosofia, tropeço com a Teogonia. Praticamente todas as disciplinas que cursei falam da Teogonia e de Trabalhos e Dias, ambos de Hesíodo. Assim como Homero, Hesíodo é um aedo (um poeta autor) e não há nada que comprove sua existência. Isso, não importa, na verdade. O que vale é que os dois são geniais e suas histórias estão aí, até hoje, super sendo importantes para que a gente possa entender o mundo.

A Teogonia conta a história dos deuses. Por meio da narrativa é possível saber como cada deus grego surgiu, como eram as suas ligações, seus problemas, suas brigas e suas guerras. Quando criança, li muitas histórias da mitologia grega, mas elas sempre tinham Zeus como deus supremo, e traziam os mitos apenas com os deuses do Olimpo. Então, nunca imaginei que haveria muitas histórias e muitos personagens antes de Zeus.

Havia o Abismo [Khaos], de onde nasceram a Escuridão e a Noite. E daí com nascimentos muito diferentes, vieram uma série de personagens, até que chegamos ao Céu e à Terra (que não são céu e terra como entendemos hoje). Deles nasceram outros tantos personagens, até chegarmos a Crono, o caçula, que toma o poder do pai de uma maneira muito curiosa. Crono, casado com Reia, tem vários filhos mas, com medo de ser destronado por eles, engoliu um a um. Terra e Reia o enganaram no parto de Zeus e deram uma pedra a Crono. Ele passa mal e vomita tanto a pedra quanto seus filhos antes engolidos. Assim, Zeus toma o poder.

Porém, há uma guerra entre os deuses do Olimpo e os Titãs, de que fazem parte as antigas gerações. A Titanomaquia mostra a astúcia de Zeus em colocar cada "classe" de deuses em seu lugar e, ainda, seu poder.

E ainda tem um toque da história de Prometeu e dos homens, e o que aconteceu com Zeus depois que ele se tornou o principal deus do Olimpo.

O livro foi traduzido direto do grego por Christian Werner e publicado pela Hedra em edição bilíngue: nas páginas pares está o original em grego (e como a escrita grega é linda!!!); nas ímpares está o texto em português, com os pés de página, que trazem os nomes gregos citados acima e algumas explanações geográficas ou com informações sobre o texto. É lindo, tá?

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...