quarta-feira, 25 de março de 2015

Livro: Antes que eu morra

Sim, eu sei que a luz estourou...

Comprei Antes que eu morra depois de ver uma palestra do autor no Fórum das Letras de 2014. Estava decidida a só comprar os livros do Rafael Montes lá (Suicidas e Dias perfeitos), mas a palestra do Luis Erlanger foi decisiva: comprei o livro e ainda passei ele na frente de outros que queria ler, os do Rafael Montes inclusos aí.

A premissa é bem bacana: uma pessoa conta uma história para seu analista. A relação dos dois se inicia com a necessidade do narrador-personagem contar sua história. Ele estava saindo de uma consulta médica quando se depara um com mulher sangrando e desmaiada. A partir daí, se envolve em uma história de suspense que envolve política, dinheiro, sexo, drogas. O autor falou muito da construção da narrativa em capítulos que seriam as sessões de análise. Ou seja: tudo que eu gosto reunido num único volume. Eu tinha mesmo que comprar.

Quando veio o carnaval - e eu precisei passar o período estudando -, escolhi apenas um livro de literatura para levar pra BH. E deixei os do Rafael Montes pra trás, apostando que essa história seria muito boa. E foi, no fundo, uma decepção completa.

Não, não tinha suspense. Não, os capítulos até tenta se parecer com sessões de análise, mas isso se perde várias vezes. Sim, o protagonista é chato pra caramba! Ele me lembrou o Umberto Eco, porque está pronto só para mostrar sua erudição e seus conhecimentos inúteis. Tem até receita de torta durante a narrativa... e o narrador diz que, como paga o tempo do analista, faz dele o que quiser, até mesmo falar sobre uma receita de torta austríaca. É isso mesmo, produção???

A única coisa que gostei do livro foi a lista de Adventos indispensáveis à formação do ser humano, que até trouxe aqui pro blog, fazendo a minha lista.

Durante a leitura, eu estava um tanto quanto irritada, porque queria ter passado o carnaval em casa (nunca consigo, é impossível ficar em OP e eu não estava - e não estou - com espírito de sair de casa e ter que socializar), porque tive que passar muito tempo estudando, porque estava um calor de matar, porque fiquei gripada... Mas j-u-r-o que isso não interferiu na minha relação com o livro. Simplesmente, não bateu.

Resumindo... devia ter seguido o plano e não comprado o livro. Devia ter levado Suicidas pro carnaval.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...