sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Pra outra Aline Monteiro

Coleciono as minhas homônimas. Tem a jornalista do Pará, a primeira que apareceu. Tem uma outra jornalista em São Paulo. Tem psicóloga, especialista em moda, nutricionista, psicóloga e professora universitária. Tem a que sempre renova o seguro do carro. Tem a que trabalha em uma grande empresa e precisa acessar planilhas.

Para cada pessoa que me envia um e-mail procurando uma outra Aline Monteiro, respondo falando que a pessoa confundiu os endereços. Às vezes me canso de fazer isso, mas nunca deixei de avisar que estão fazendo contato com a pessoa errada.

Esta semana, recebi uma mensagem bem longa que não era para mim. Contatei o remetente e avisei do engano. A pessoa me retornou pedindo desculpas pelo engano, agradecendo o contato e dizendo isso: "Aceite os versos celtas, pois de alguma forma eles devem ter a ver com você!"

Olha, em geral não perco tempo lendo o que não é pra mim. E a mensagem era bastante longa. Como a pessoa chamou a atenção para os "versos celtas", fui procurá-los na mensagem original. E não é que eram o que eu estava precisando ler?


"Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, 
para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, 
e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!"

                                                                      (sabedoria celta)


Era pra outra Aline Monteiro. Mas coube muito bem pra mim. :-)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...