quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Livro: Histórias extraordinárias



É a minha segunda vez com este livro.  Li pela primeira vez em 2001 e achei bem uó. Que me perdoem os adoradores do Poe. Não consegui gostar dele. Achei as histórias bobas. Mesmo que eu ache que ele escreve muito bem, não consegui me envolver. Acabei doando o livro pra um amigo do Otávio que é fascinado com o autor.

Aí veio o Clube de Leitura com a sugestão de O senhor das moscas (que eu adorei) e Histórias extraordinárias. Comprei um novo exemplar o Poe, da Companhia de Bolso. Me propus a ler, de todo coração, com a mesma dedicação com que me doei para O senhor das moscas. Mas não rolou, de novo. Alguns dos contos eu até li em voz alta para o Leo, pensando que ele poderia gostar e ganhar o livro de presente. Mas ele também não curtiu.

Como disse antes, meu problema não é com o estilo do Poe. Acho que ele escreve lindamente. Só não curto o tipo de literatura que ele faz. Sei lá, acho que é o zeitgeist do período em que ele viveu que já me comoveu há muitos anos, mas que hoje me dá preguiça. Juro que eu tentei!

E, para não fazer o livro ficar parado aqui em casa, acabei perguntando no Twitter se alguém queria recebê-lo de presente (frete por minha conta). E a Gianna se manifestou. Quando ela me mandou seu endereço, vi que ela mora em São Luís, onde morei em 1989. Fiquei feliz com a coincidência e com o fato do livro ser lido.

Livro, marcador e bilhetinho, antes do envio

Ter feito essa doação me animou a fazer mais vezes, com livros que eu tenho aqui e que não lerei de novo. Em vez de investir numa biblioteca lotada, como já foi meu sonho um dia, estou mais interessada em fazer meus livros serem lidos por aí :-)


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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...