quarta-feira, 16 de julho de 2014

Livro: Wittgenstein - o dever do gênio



Na primeira aula de Filosofia da Mente que tive, o professor indicou esse livro. Disse que é um ótimo livro e que sua leitura com certeza ajuda a entender a filosofia de Wittgenstein. Fiquei interessada e, como as bibliotecas da universidade estavam fechadas por conta da greve, tentei comprar. Aí veio o susto. Procurei em livrarias, sebos virtuais e até no Mercado Livre. E foi lá que encontrei o único exemplar à venda. Por R$ 500. Puxa... caro demais. Deixei de lado. Mas acabei encontrando o professor e comentei com ele sobre o livro-com-um-único-exemplar-caríssimo-disponível. Ele me emprestou sei livro, todo marcado e comentado. Pedi 15 dias para devolver. Mas não deu pra ler todas as 515 páginas. Devolvi já na metade e lamentei no Instagram que não consegui comprar o livro.

Aí veio a Tati, prima do Leo, engenheira e, pelo que vi, admiradora de Wittgenstein. Ela me prometeu que procuraria o livro em feiras no Rio e eu me comprometi em pagá-la, caso encontrasse o livro. E foi então que a Tati viu o livro na Estante Virtual. Três dias após uma livreira cadastrá-lo lá. E me passou o link. Foi aí que tive um Wittgenstein: o dever do gênio para chamar de meu. Valeu, Tati!

O livro foi escrito por Ray Monk e é uma pesquisa enorme sobre a vida de Wittgenstein, desde a vida de seu avô até a morte do filósofo. Monk explorou cadernos de anotações e diários de W. (escrever Wittgenstein o tempo todo é duro, hahaha), conversou com familiares e amigos e, assim, pode construir uma biografia isenta e completa. Com a leitura é possível entender os principais motivos das atitudes de W. e saber como a sua filosofia foi norteada.

W. teve uma vida muito rica, cheia de acontecimentos. Foi uma pessoa dura, muito dura consigo mesmo. Exigia de si mesmo uma atitude altruísta e considerava que sempre podia melhorar como pessoa. Tinha poucos, mas bons amigos. Para alguns deles, foi um tormento, já que sempre queria discutir filosofia exaustivamente. Mas sempre foi um bom amigo, leal.

Foi uma mente brilhante, que revolucionou a filosofia, apresentou novas formas de pensar e acabou mudando muitas coisas que já estavam consolidadas, especialmente no campo da linguagem.

W. não está no meu campo de interesse em filosofia, mas gostei demais de estudá-lo. A biografia ajudou demais a entender a matéria e ter vontade de conhecer mais sobre a sua obra. Estou lendo outro livro sobre W., depois falo sobre ele.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...