quarta-feira, 11 de junho de 2014

Livro: Helena de Pasadena



Depois de um tempo com o Kindle, acabei percebendo que ele não me serve bem para estudar. Os livros de estudo são aqueles que gosto de marcar, escrever, colar post-it. Não tem como fazer isso no Kindle. Por outro lado, como é fácil de levar na bolsa pra qualquer lugar, ele tem me servido - e muito - para a leitura de passatempo. Em esperas e em momentos em que não vai dar pra mergulhar num livro de estudo, saco o Kindle e vou lendo as bobagens da vez.

Este Helena de Pasadena me chamou a atenção pela descrição: uma história que uniria uma mulher de 40 anos em Pasadena, nos Estados Unidos, com Helena de Troia. Claro que é um romancezinho, no estilo chick-lit, mas o melhor do livro não são as partes de romance, o que fez ele crescer bastante no meu conceito.

A história começa com Helena no velório de seu marido, Merritt. Ele morreu em um acidente de trânsito, ao chocar sua moto a um carro alegórico de um panda gigante, na festa de ano novo. Ao contrário do que seria razoável, ela não está triste. Está com muita raiva do marido, mas tenta fazer tudo parecer normal. É que, antes de morrer, Merritt avisa a ela que está saindo de casa para viver com uma apresentadora de televisão. E, enquanto pilotava, digitava no celular uma mensagem para a amante; por isso não viu o panda gigante, se acidentou e morreu.

Helena é uma mulher tranquila. Seus pais eram hippies e ainda hoje são bastante alternativos. Ela saiu do Oregon e conheceu Merritt na faculdade. Ele era filho de uma família influente em Pasadena e ela abdicou de seus estudos sobre arqueologia para se casar. Quinze anos depois, ela tem um filho, Aiden, e enfrenta mais uma dificuldade: Merritt arruinou as finanças da família. Ela é obrigada a fingir que está tudo bem, com relação à traição e à situação familiar, a vender a casa dos sonhos onde mora e a procurar um emprego.

O que me fez gostar muito do livro foi a forma como Helena lida com a sua nova vida. Apesar do fardo que é voltar ao mercado de trabalho após 15 anos sendo dona de casa, sem experiência para lidar com finanças, ela tem duas amigas, Tina e Candy, que ajudam em todos os problemas, de forma que Helena consegue se levantar e ir à luta, em vez de esperar que apareça alguém para cuidar dela. A relação de Helena com Aiden também é muito bacana. Ainda tem o novo trabalho, que faz com que ela volte a ter vontade de estudar e concluir o mestrado abandonado.

E o romance? Tem, sim. E é bacana. Mas não se compara à virada na vida de Helena. :-)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...