quarta-feira, 25 de junho de 2014

Filme: Terra prometida

Promised Land - 2012 (mais informações aqui)
Diretor: Gus Van Sant
Roteiro: John Krasinski, Matt Damon
Elenco: Matt Damon, Frances McDormand, Johs Krasinski

Steve Buttler parece ser um cara legal. Mesmo tento um emprego um tanto complicado. Ele trabalha para uma indústria de gás natural e percorre cidades pequenas com economias quebradas convencendo fazendeiros a venderem suas terras para a indústria. O discurso é sempre o mesmo: a cidade não dá mais futuro, é preciso dar uma boa educação aos filhos e isso só será possível se o proprietário das terras vendê-la. De passagem com Sue, sua companheira de trabalho, por uma dessas cidadezinhas, durante uma apresentação à comunidade, um senhor passa a ser a voz dissonante, colocando em pauta questões ambientais: a extração do gás traz danos sérios para as criações e plantações. Steve tenta argumentar, mas o máximo que consegue é que, em três semanas, a cidade se reunirá para votar se aceita ou não a presença da empresa Global.

Obviamente, os chefes de Steve, que depositaram nele a confiança de resolver o "problema" da cidadezinha, ficam muito bravos com a votação e mandam Steve e Sue se virarem para reverter o caso. Ao pesquisarem sobre o senhor que "organizou" a resistência, descobrem que é um PhD aposentado, que dá aulas na escola local por hobby. Para piorar o cenário, ainda aparece Dustin, um ambientalista cheio de iniciativa, com provas de que a Global e suas técnicas de extração de gás trazem uma série de prejuízos materiais para os locais onde se instala. Enquanto Steve insiste que é um cara legal, muitas coisas acontecem e abalam o cenário de confiança inicial, que ele e Sue acreditavam ter.

O tema do filme é bastante atual (ainda mais para quem já trabalhou com indústrias e comunidades de entorno) e a construção do drama em volta de Steve é interessante. Ele tenta provar pra todo mundo que é um cara legal. Isso é tão importante para ele que leva à segunda reviravolta na trama. A primeira e a segunda estão no terço final e ambas foram bem previsíveis e fizeram o filme perder seu charme. Quando a história terminou, fiquei com a sensação de ter visto um filme de sessão da tarde, tão bobinho foi tanto o ponto final da trama quanto o que levou a ele. Perdeu-se uma oportunidade para um final mais interessante, menos convencional, menos bom-mocista. Fora isso, é até bacaninha.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...