domingo, 11 de maio de 2014

Sobre o dia das mães

De bobeira no Twitter enquanto deveria estar revisando um texto pesado de Lógica, encontrei a indicação da Clara Averbuck para dois textos, um dela e outro da Poalli

O texto da Clara é este aqui e fala sobre como o dia das mães e qualquer outra data comercial (natal, dia dos namorados, dia dos pais, dia das crianças e todas as outras que vivem nos empurrando guela abaixo) são ridículos. E sobre como somos manipuláveis. "Eu não preciso de uma data especial para saber que a minha filha me ama. Eu sei que ela me ama e eu me sinto sufocada nesse ambiente em que existe um modelo esperado e correto de mamãe em que não me encaixo nem de longe. Eu não preciso de um dia pra isso. Eu não quero um dia pra isso". 

O outro, da Poalli, é tudo o que eu queria dizer hoje. Ele fala sobre as pessoas que sobreviveram apesar das suas mães e que deveriam ter um dia especial. "Sem minha mãe eu provavelmente seria uma adulta emocionalmente funcional (...) Você merece ser feliz e ter coisas boas apesar de qualquer buraco emocional que sua mãe tenha deixado em você". 

Sou dessas sobreviventes. Que foge da progenitora igual o diabo da cruz. Que só começou a ter equilíbrio emocional quando deixou ambos os progenitores a uma distância segura - e isso implica nem passar perto deles há bastante tempo. 

Então, feliz Dia dos Filhos que Sobreviveram Apesar de Suas Mães pra mim também.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...