sexta-feira, 11 de abril de 2014

Livro: Presentes da vida



Esse livro caiu na minha mão por acaso. Li na net, não lembro mais onde, que alguém indicava Presentes da vida como um dos seus livros favoritos, que deveria ser lido e tinha uma história maravilhosa. Olhei a capa e pensei que, como uma capa dessas, o livro tinha que ser muito bom pra conseguir ser lido (momento de preconceito contra capas feias). Aí, no carnaval, encontrei esse livro no quarto do Leo, na casa dos pais dele. Concluí que era da sogra (ela não é muito chegada em romances, mas tentou ler alguns. A onda dela é mais de livros de psicologia e biografia). O livro estava marcado entre as páginas 18 e 19. Ou seja, a sogra não tinha lido nada dele e o abandonou. Resolvi voltar pra Ouro Preto com o livro na mala e comecei a ler assim que foi possível.

É a história de Darcy, uma garota americana, moradora de Nova York, muito bonita e muito fútil. Ela conta como sua vida mudou depois que cancelou seu casamento com Dex faltando apenas uma semana para a cerimônia. Isso porque, após ter um caso com um dos melhores amigos de seu noivo, ela descobriu que estava grávida. Mas, ao contar para Rachel, sua melhor amiga, sobre o término do noivado, ela percebe que Rachel e Dex estavam tendo um caso. Darcy se sente traída pelos dois e vai chorar as mágoas com Marcus, pai de seu filho. Mas as coisas não ficam bem: ela está obcecada com o relacionamento entre Rachel e Dex e quer, a todo custo, que os dois venham pedir desculpas. Seu relacionamento com Marcus está indo de mal a pior e ela ainda briga com a família e com as colegas de trabalho. Tudo porque o ego de Darcy é maior que o mundo.

É sua amiga Annalise que dá a ideia: ela deveria procurar Ethan, antigo colega de escola, que agora mora em Londres, para passar uma temporada com ele e repensar sua vida e suas escolhas. Meio a contragosto, Ethan aceita a visitante inesperada. E, aos poucos, ele vai mostrando a Darcy que a suas escolhas erradas a fizeram chegar onde estava: sem amigos, sem família, sem namorado, sem emprego e com um bebê a caminho.

A história é bonitinha, especialmente a terça parte, quando Darcy começa a mudar de atitude. Mas até isso chegar, dá vontade de entrar no livro e sacudir a garota, fazendo ela acordar pra vida. Pelamor, que personalidade mais chata! Eu só pensava que não sabia como a Rachel tinha aturado a Darcy por tanto tempo. Enfim, quando ela resolve ser uma pessoa melhor, as coisas ficam mais tranquilas pra empatia da personagem. No final, eu já estava torcendo por ela.

O que eu não gostei:
- a capa é horrorosa. Parece um daqueles livros terríveis de autoajuda.
- a fonte e o espaçamento do texto são enormes. Isso faz com que o livro tenha mais de 300 páginas, mas pouco conteúdo. Se fosse uma diagramação normal, não precisaria de tantas páginas.
- a Darcy dos primeiros dois terços do livro é uma insuportável. E me lembrou muita gente conhecida de quem tenho horror, gente que prefere cabelo-roupa-sapato-maquiagem a ser uma pessoa legal, que se preocupa com os outros.
- o título em português é mega autoajuda. Em inglês é Something blue, bem mais apropriado.

O que eu gostei:
- o livro tem mesmo uma mensagem bacana sobre como a futilidade da vida só prejudica os relacionamentos interpessoais.
- o texto é mais bem escrito do que o normal desse tipo de livro.
- a leitura é fluida e logo-logo o livro termina, sem grandes sofrimentos (ao menos pra mim, que não curto muito esse tipo de livro)

Hora de devolver pra sogra...
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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...