segunda-feira, 10 de março de 2014

E a leitura virtual?

Em 2011, quando decidi voltar a estudar, decidi comprar um leitor virtual para não ter mais que comprar livros - ou ao menos evitar comprá-los, já que o volume complica a vida e eu ando querendo ser minimalista. Pesquisei um bocado até decidir comprar o iPad, que na época era o mais indicado para livros e textos em .pdf. Não me arrependi da compra. Uso muito o iPad, pra estudar, pra navegar, pra anotar coisas, pra organizar minha agenda e pra compromissos. Já usei pra jogar (Sudoku, um jogo de caça palavras e um de estourar bolinhas), mas hoje não tenho mais jogos.

Eu era uma pessoa feliz e satisfeita com o iPad até que ele começou a pesar na minha mão. O iPad é ótimo pra várias coisas, mas o meu ainda é pesado (é a versão 2) e a tela, apesar de ser melhor que o computador para a leitura, ainda não é a ideal. O peso me fez pensar em outra alternativa e eu fiquei de butuca ligada no Kindle, doida pra comprar um. Era uma das minhas propostas ao viajar pra NY no ano passado. Mas não rolou: o preço tava praticamente o mesmo e eu preferi deixar pra pensar mais um pouco. Afinal, um Kindle não era prioridade ou necessidade, era só uma vontade bem presente.

Daí que, em novembro de 2013, o Valter, meu amigo livreiro, decidiu vender o Kindle dele. O motivo era bem justo: ele comprou um iPad Mini, mais leve e mais adequado às necessidades dele. Claro que me candidatei e comprei o Kindle, modelo 4, bem básico e bem adequado às minhas necessidades: sem 3G, sem acesso à internet. Só tem wi-fi para comprar na Amazon. Ou seja: ideal para não perder o foco. E, o principal, leve. Bem leve.

Hoje, o Kindle substituiu o livro que sempre levei na bolsa. Não carrego mais pesos variados a cada leitura: o peso é um só e os livros lá dentro são vários. E aquela leitura de fila de banco, de fila de espera, de rodoviária, de ônibus, de avião, de ai-que-saco-ficar-aqui-sem-fazer-nada fica toda a cargo dele.

Não, jamais vou substituir os livros "de verdade". Só estou tentando melhorar minha relação com o peso que carrego na bolsa e com a praticidade. E, claro, com o espaço em casa, que anda pouco. E há livros que, mesmo lidos no Kindle ou no iPad, são necessários em papel. Necessários mesmo.

E pra descontrair, segue uma tirinha que vi na página do Prost e tudo no Facebook:



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...