quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Livros que ninguém mais quer

Já comentei aqui que ando querendo uma vida mais minimalista. E que tenho doado alguns livros. Pra pessoas que eu sei que vão lê-los, pra pessoas que eu acho que vão lê-los, pra bibliotecas. Tem sido um processo, porque sempre tive orgulho dos meus livros, sempre quis ter aquelas bibliotecas imensas em casa. Isso é lindo mas, por outro lado, represa conhecimento e aventuras. Um livro não lindo, como já comentei aqui, é aquela história:

"O bem de um livro está em ser lido. Um livro é feito de signos que falam de outros signos,os quais por sua vez falam das coisas. Sem um olho que o leia, um livro traz signos que não produzem conceitos, e portanto é mudo." (frase de Guilherme de Baskerville, em O Nome da Rosa, de Umberto Eco).


Na distribuição dos meus livros, encaro um desafio: tenho alguns que não querem ser lidos. Ou melhor, que não têm um público-alvo bem definido. Vamos aos fatos:

- quem quer ler um livro técnico datado, com dados e informações que não fazem mais sentido?
- um manual para desvendar um programa de computador que nem existe mais?
- um outro manual para montar um escritório de alta eficácia, mas da década de 1990?

Sei que certos livros são datados mas muito importantes para pesquisa histórica. Aqui em casa mesmo há vários, livros que meu avô usou e que fariam a alegria de qualquer biblioteca (é possível que sejam os próximos a serem doados, mas já têm beneficiados bem estabelecidos). Mas e esses outros, que não são históricos? E como saber se serão um dia? O que fazer com eles? Alguém sabe?

Olha alguns dos livros que eu tenho, que são datados e para os quais não sei que destino dar. Se alguém quiser, entrem em contato.








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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...