domingo, 12 de janeiro de 2014

Liberdade

Na minha ânsia por liberdade, costumava sentar no parapeito da janela do décimo andar. Não era loucura pra uma garotinha de oito anos de idade. Uma perna ficava dentro do apartamento. A bunda, no beiral da janela. Outra perna, do lado de fora, solta no ar.

Era  uma forma de me sentir livre, sendo uma criança tão presa.

Claro que eu fazia isso escondido dos pais. O "ser" paterno não suportava nem que a cortina da casa fosse aberta. Vivíamos na escuridão total quando ele estava em casa.

E assim, pendurada na janela, lembrava de Cecília Meireles

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...