quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Era pra ser um cacto

Acaba que temos muitas opções. É só escolher uma. E cuidar das conseqüências.

Das boas escolhas que eu fiz, uma foi nunca mais falar com ele. Outra foi mudar de cidade. Outra foi escolher a cachorrinha.

Era pra ser um cacto...

Eu morava sozinha. Casa ainda sem móveis, sem vida. Chegava do trabalho e ligava o rádio pra escutar voz de gente. Sentia falta era de seres vivos mesmo.

Resolvi comprar uma planta. Mas não qualquer uma. Uma que não desse trabalho, que não precisasse regar todo dia - eu ia matar ela de sede. Fui na floricultura e resolvi que o melhor seria um cacto.

- Você coloca uma colher de sobremesa de água a cada 20 dias.

- Como é que é?

- A cada 20 dias, uma colher de sobremesa de água. Não deixa no sol direto.

* Nota mental: se comprar um cacto, compre também um calendário pra marcar, a cada 20 dias, o dia de colocar uma colher de sobremesa de água.

Ah! eu ia matar o cacto de sede!!!! Desisti.


E comprei a minha cachorrinha. Não tinha como esquecer da água, da comida, dos passeios, dos banhos, dos carinhos, das vacinhas, dos ossinhos, da vermifugação, dos anti-pulgas, do pipi-dog. Ganhei a companhia de vida que eu queria e ainda uma nova rede social, a dos donos de animais no edifício. Foi muito bom. Ou melhor, 12 anos e meio depois, ainda está sendo muito bom.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...