terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sobre as pontes e a família Borges

Todos os encontros são lindos. São como as pontes que a D. Lídia tão bem cantou em seu novo livro, O caminho das rosas vermelhas. O lançamento da obra reuniu família, amigos, personalidades e admiradores de Lídia Arantes Borges em Piracanjuba, no dia 16 de novembro, data em que ela completava 90 primaveras.

Alguns dias antes, a família Borges se reuniu embaixo da mangueira. Para celebrar o novo livro e o aniversário da D. Lídia, e também para celebrar o encontro.

Estar com a família Borges é garantia de muita coisa boa e de muita gargalhada. Nessa última festa, duas pessoas se sobressaíram. Não tem como falar do que foi o encontro da família sem dar destaque pro Lito e pro Leandro. Foram os responsáveis pelos momentos mais engraçados dos dias em que estivemos juntos.

Quase todos os netos da D. Lídia, no dia do lançamento do livro


O que teve:
- como sempre, muita comida: pamonha, arroz com pequi, paella do cerrado, feijoada, bolinho de arroz, pãozinho com queijo, rosca da Carmelita, manga, abacaxi, doce de tudo que é jeito, picolé e muito mais. Eita encontro em que se come!
- três crianças lindas trazendo muita alegria e fazendo com que todo mundo ficasse meio babão;
- Leo sendo ácido (como sempre);
- Lito reforçando a "acidez ortográfica" do Leo;
- um novo morador na Tomás Gonzaga (e o Mateus explicando que o Edgar era uma criança normal, mas "tomou" um raio e ficou desse jeito);
- terapia coletiva na madrugada de domingo pra segunda;
- gente sofrendo bullying familiar porque gosta de ver Raul Gil;
- ar condicionado no lançamento do livro;
- mas embaixo da mangueira, acabou o ar condicionado;
- a combinação de picolé de côco com doce de leite;
- um sorteio de quadros que não aconteceu, por falta de nomes escritos nos papeizinhos;
- e quanto o sorteio rolou de verdade, a Ana Sílvia, o Lito e a Tamara ganharam quadros lindos da D. Lídia.

Guariroba a caminho



Teve quem:
- dormiu num colchão inflamável;
- foi classificado como "xodozinha" e "xodozona" do Lito;
- acabou sozinha com o pote de docinho de côco;
- achou que certo tipo de pessoa deve morrer tarde (vida longa!);
- voltou de uma festa sem conseguir entrar nela, super cabisbaixo e com um sanduíche na mão;
- irrigou o pé de acerola;
- irrigou a mangueira, mas gerou um pé de Swing (o uísque, gente);
- chorou cerveja, logo após ouvir que o vira-vira era brincadeirinha;
- começou uma teoria sobre um bolsão de vida;
- sentiu gosto de pimenta num picolé de chocolate;
- chegou na festa namorando e saiu de lá com casamento marcado e presentes garantidos - mas só se o casório rolar até o dia 20 de setembro de 2014!;
- quem foi alvo de tampinha e quem foi alvo de pacote de guardanapos;
- levou três graças (e um certo tipo de acompanhamento) pra casa da avó;
- propôs um novo uso pra massinha das crianças.


Leandro e suas poses, com a Ana Lúcia


As surpresas:
- Leandro, aquele menino que não bebe, agarrado ao suporte da tenda;
- Leandro fazendo cosplay de chafariz;
- Leandro fazendo as poses mais engraçadas da noite de quinta;
- Leandro sensualizando (sem ser vulgar) com uma das cadeiras;
- Leandro fazendo todo mundo ficar em silêncio pra perguntar: "alguém quer picolé?";
- Lito, ensinando meia Piracanjuba a cantar a música da torcida do Cruzeiro;
- Mateus, contando que adora história de terror, principalmente de lobisomem. Mas só durante o dia, porque de noite ele tem medo. Na verdade, ele é um menininho muito lindo que não tem medo de cachorro, só de lobisomem;
- Samuel, com uma fluência verbal impressionante pra uma criança de três anos de idade;
- Bernardo, sendo fofo e falando da-da-da-da;
- Margá, toda felizinha, cantando a música da torcia do Cruzeiro (como assim, Margá?);
- Margá, ensinando o Lito que "cerveja é pra ir pra boca";
- Margá, recomendando "arroz e batata-frita na solidão".


Edgar se despedindo do Leo: agora ele tem um novo lar


Os diálogos marcantes:
#1 - Após a primeira rodada do vira-vira, sei lá que horas da manhã e alguns perceberem que o Leo não virou
Lito: O Leo é um filho da puta!
Margá: É, agora eu virei puta...

#2 - Noite de sábado, a família inteira pegando no pé do Turene
Turene: Duas mulheres me amam: a minha mãe e a Tammy. E um homem: o Telmo.
Luk: E os seus filhos?
Turene: Meus filhos me aceitam...

#3 - No mesmo dia, logo após a pérola #2
Turene: Se eu não existisse, o Telmo ia me inventar.
E o Luk, prontamente, deu a receita para fazer o Turene.

#4 - Tarde de sábado, quase todo mundo se deliciando com picolé de groselha (que, estranhamente, atrai toda a família Borges)
Leo: Lito, por que você está com o dedo rosa?
Lito, de boca cheia: É "grosolha".
Leo: Isso é contagioso?

#5 - Noite de sábado
Aninha: Meu filhote nasceu no dia primeiro de maio.
Lito: Por pouco, ele não nasceu no dia mais doido do mundo.
Aninha: Que dia?
Lito: Doidimais

#6 - Noite de sábado, num papo sobre o poder do ketchup Heinz na limpeza das moedas de cinco centavos
Lito: Você já botou fogo em Fandangos?
Leo: Uai, você é do Black Block da padaria?

#7 - Noite de sábado, sobre a possibilidade da família inteira ficar na casa antiga, em vez de alguns ficarem no hotel
Thiago: Podia reformar a casa pra não precisar mais de hotel.
Leo: Isso, vamos fazer agora? Eu pego uma telha e você traz a brocha.
Turene: Por que não sou eu que levo a brocha?


Depois da chuva


E tem um monte de vídeos! Mas em respeito a todos os que participaram da festa, eles vão ficar bem guardadinhos!

Mais dos encontros da família Borges:
2010 (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui)
2011 (aqui, aqui, aqui, aqui)
2012 (aqui)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...