quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Filme: Depois da meia-noite

Before Midnight - 2013 (mais informações aqui)
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater, Julie Delpi, Ethan Hawk
Elenco: Julie Delpi, Ethan Halk, Seamus Davey-Fitzpatrick

Eu amei os dois filmes anteriores, Ante do amanhecer e Antes do entardecer. Nem sei dizer o tanto que os filmes são lindos e emocionantes. Por isso, fiquei louca pra ver Antes da meia-noite. Mas não consegui ir a BH e não me lembro do filme passando em OP. Pode até ter passado, mas numa semana em que eu estava impossibilitada (aqui, os filmes ficam em cartaz por uma semana). Acabei vendo na volta de NY, no avião. E foi lindo. Primeiro porque o filme é maravilhoso. Depois porque ver um filme bom facilita horrores a questão "medo de avião".

 Antes da meia-noite encerra a história de Jesse e Celine, esse casal lindo, que faz a gente suspirar. No primeiro filme, o casal se conhece durante uma viagem de trem e param na Áustria para uma noite super agradável. Alguns anos depois, vemos como os dois se reencontram em Paris, no lançamento do livro do Jesse. Quando o filme termina, os dois estão juntos, mas não sabemos se Jesse largou a esposa e o filho para ficar com Celine. Agora, os dois estão casados há alguns anos. O filho de Jesse, Hank, está passando férias com os pais, na Grécia. Jesse e Celine têm duas filhas gêmeas, Ella e Nina. Hank pega o voo de volta para os Estados Unidos e Jesse, Celine e as meninas voltam para os dias de férias com amigos. Do aeroporto para a casa, a conversa entre o casal aponta que a crise no casamento está chegando. E enquanto o dia passa, os dois tentam acertar os ponteiros em longas conversas, ora com os amigos, ora sozinhos.

Pode parecer que o filme é chato, já que tem diálogos extensos. Mas são diálogos tão naturais, tão próximos da realidade, que nem parece um filme: parece que estamos vendo a vida passar, como espectadores privilegiados de um casal querido. O diálogo entre Jesse e Celine durante uma caminhada na cidade é tão natural, tão gente-como-a-gente... E o conflito do casal também é próximo, coisa que ou já vivemos ou já vimos alguém viver. Talvez por isso seja mais saboroso ver os dois juntos em todos os momentos, em especial quando chegam ao hotel e tudo é tão aconchegante, com cara de casal de verdade. E talvez seja por isso que é inevitável torcer por eles, para que resolvam os problemas e continuem juntos

É um belo encerramento para a trilogia. E uma delícia de ver.



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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...