quarta-feira, 16 de outubro de 2013

NY - o planejamento

Quando fomos pra Foz do Iguaçu (falei aqui, aqui, aqui, aqui e aqui), há dois anos, começamos a pensar em outra viagem em grupo. Concordamos que deveria ser um lugar em que pudéssemos pedalar. E a primeira opção foi o Canadá. Depois mudamos pra Califórnia e, por último pra Nova York. Já contei que fui voto vencido: queria mesmo é ir pra Itália.

Inicialmente, iríamos Leo, eu e Lauro. Depois a Fabi, esposa do Lauro, entrou no grupo. Mas eles tiveram um problema e fomos só Leo e eu. A pesquisa do destino, que seria feita em grupo, ficou só comigo. Vou mostrar o que fiz para planejar os oito dias que passamos lá.

Primeiro, Leo me deu um guia da cidade. O escolhido foi o da Lonely Planet. O guia veio com um mapa destacável, que ajudou a gente a localizar onde estávamos e o que queríamos fazer. No verso tinha o mapa dos ônibus e das linhas do metrô, o que super quebrou nosso galho. A proposta de um guia de turismo é você ler, escrever, marcar, virar de cabeça pra baixo. Foi o que fiz. Marquei com caneta marca-texto e com aqueles marcadores de página cada coisa que queríamos ver. Depois, com tudo mais ou menos escolhido, passamos a fazer listas do que queríamos fazer e que não estava ali no guia. Para isso, usei a internet e fiz uma pesquisa enorme em blogs.

Nós na Times Square

Os principais blogs que pesquisamos foram:
- Viajando para Nova York: tem muita informação para quem vai à cidade. Do passaporte a dicas de passeio.
- New York on line: uma das vantagens é que dá pra comprar ingressos por este site. Pensei em fazer isso, mas no fim das contas usamos o nosso planejamento só como um guia, não uma obrigação. Assim, a decisão foi não comprar ingressos antecipados.
- Viaje na viagem: pesquisar aqui é imprescindível para qualquer viagem. Neste link estão as dicas para entender o metrô de Nova York - parece uma loucura, mas depois que se pega o jeito, é uma mão na roda.
- Big Apple com rapadura: de um casal brasileiro que mora por lá e tem muitas dicas sobre a cidade. Até um lugar onde vende pão de queijo eles indicam.
- Dicas NY - Fusca que te assusta: um blog com boas dicas, de um brasileiro que mora por lá.

Juntei todas as informações que encontrei em outros lugares (por exemplo, o endereço de um restaurante, o telefone e endereço da embaixada do Brasil, do Banco do Brasil e dicas como a questão das tips) no Evernote, o melhor aplicativo de organização que existe.

E foi com tudo isso na mão (e era informação demais) que montamos nosso roteiro, dividido por dia.

Estava no nosso roteiro:
- ter um número de celular local, com acesso ilimitado à internet - cumprido √
- fazer compras em lojas como a B&H Photo e Video, Macy's, Jersey Gardens, Best Buy e Duane Reade - cumprido √
- comprar o Metrocard para sete dias - não cumprido
- ir a um pub irlandês - cumprido √
- visitar os museus de História Natural (√), Metropolitam (√), MoMA (√), The Frick Collection (√), International Center of Photography (não), Intrepid Sea Air and Space (não), Discovery Times Square (não), The Cloisters (não)
- pedalar no Central Park - cumprido √
- visitar a cervejaria Brooklyn - cumprido √
- visitar o The Top of The Rock - não
- visitar o Bryant Park - cumprido √
- visitar a Biblioteca Pública - cumprido √
- visitar a St. Patrick's Cathedral - não.

Já tínhamos ideia da data em que queríamos ir (setembro) e ela tinha que casar com as férias da faculdade e uma possibilidade de sair do trabalho sem deixar nada em aberto. Assim. saímos de BH no dia 23 de setembro (que por acaso é meu aniversário - e foi só acaso mesmo) e estávamos de volta no dia 3 de outubro. Entre os deslocamentos, ficamos oito dias inteiros lá em NY. Compramos a passagem numa promoção da TAM. Foi a passagem mais barata que encontramos e até hoje estamos surpresos por ter sido abaixo do valor que  esperávamos.

Depois da passagem comprada, foi a vez do hotel. Escolhemos por indicação de uma amiga, que já tinha ficado lá. Ficamos no Hotel Pennsylvania, que fica bem na muvuca de Manhattan. O hotel é super antigo e cheio de problemas (a parede do corredor do nosso quarto estava mofada, a porta do banheiro não fechava por inteiro e a fechadura dessa mesma porta caía se não fosse tocada muito delicadamente. O lado bom foi a localização e os funcionários, todos muito atenciosos. Outra coisa boa foi o preço. Como o hotel é bem antigo, não tem como competir com os hotéis na mesma região que são mais novos. E por ser mais antigo, o quarto era bastante grande. Assim, pagamos um preço que só encontramos similar em áreas menos favorecidas da cidade. E, afinal, usamos o hotel só para tomar banho e dormir. Então, valeu super a pena.

Para nos locomover do aeroporto ao hotel, a minha amiga que indicou o Pennsylvania, indicou também a Carol, uma brasileira que trabalha com traslados. Quando começamos a planejar a viagem, a divisão desse serviço para quatro pessoas ia ficar em conta. Mas quando nos vimos sozinhos, Leo e eu buscamos outras alternativas. Há o trem e metrô saindo o aeroporto JFK, mas não queríamos nos perder logo de cara - tem algumas trocas e a gente com malas, sabe como é - então optamos pela linha de ônibus NYC Airporter. Ela passa por todos os terminais e custa U$16 por pessoa. A linha deixa os passageiros na Grand Central e no Bryant Park, na rua 42. Para hotéis que ficam abaixo da rua 42, tem transporte gratuito incluído. Nós precisávamos ir para a Penn Station e ficamos esperando a van. Mas como ela demorou, pegamos as malas e fomos caminhando para o Pennsylvania. Foi super rápido. (Se alguém se interessar, o contato da Carol, que é super atenciosa e oferece vários serviços, é pradoexpressny@gmail.com)

Para nos comunicar com o mundo e ter acesso à internet, pesquisamos como fazer comprar uma linha local. Olhamos nas operadoras AT&T e T-Mobile, mas acabamos optando por uma dica do Viaje na Viagem: a Cell Travel. Compramos as duas linhas ainda no Brasil, recebemos os chips em casa e nos passaram os números alguns dias antes da viagem. Ou seja, deu pra passar nosso contato pra vovó (e ela ligou pra nós!). A internet não é aquela maravilha o tempo todo, mas funcionou a contento. Conseguimos atualizar informações pra família, conversar com o povo via Skype e eu até resolvi um problema com a universidade.

Foi muito bacana. Vou dividir as informações e comentar separadamente, nos próximos posts.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...