sexta-feira, 18 de outubro de 2013

NY - compras

Confesso que depois que eu descobri o minimalismo não sou mais uma pessoa muito focada em compras. Mas claro que não podemos perder certas oportunidades. A viagem pra NY foi uma delas.

Pra começar, todo mundo em todo lugar diz que fazer compras nos EUA é muito mais barato do que aqui no Brasil. E que tudo tem mais qualidade. Mas ao final, cheguei à conclusão de que não é bem assim.

Pra começar, queríamos visitar um outlet americano. Tínhamos duas opções: o Jersey Gardens, em New Jersey, e o Woodbury, em Central Valley. O Woodbury é mais famoso, é maior, ter mais lojas e mais roupas de marca. O Jersey Gardens tem outro atrativo: não incidem impostos sobre as compras. Bem tentador... E desde que li Eu, etiqueta, de Carlos Drummond de Andrade, marca de nada me comove. Mentira, algumas me comovem sim. Mas não me induzem a loucuras. A opção foi, então, pelo Jersey Gardens.

Fomos de ônibus. Podíamos ter optado por contratar um transporte ou ir de táxi, mas ficaria bem mais caro #alinemãodevaca. A passagem é U$6,50. Li por aí que o ideal era comprar ida e volta juntos. Foi o que fizemos. Caminhamos até a rodoviária Port Authority, que fica entre a oitava e a nona avenidas com as ruas 40 e 42. Lá, achamos a máquina da NJ Transit, empresa que faz o traslado. Compramos as quatro passagens e, ao final, fomos abordados por um casal da Islândia que também ia para o outlet. Ajudamos os dois a fazerem a compra e fomos os quatro pra plataforma. O ônibus é o 115 ou o 111 e o portão de embarque foi o 222. As dicas de como comprar as passagens e mais informações vieram do blog Dicas NY.

Antes de ir, ainda no Brasil, imprimi a planta do shopping e Leo e eu marcamos as principais lojas que queríamos visitar. Olha só quantas e quais lojas tem lá.  Isso facilitou nossa vida, porque o shopping é enorme. E como Leo e eu não somos muito adeptos de compras, chegamos por volta das 10h e fomos embora lá pras 14h. Dizem que tem gente que fica o dia inteiro lá e se diverte. Mas, no nosso caso, quatro horas já era coisa demais. Uma coisa boa de fazer é ir no setor de atendimento ao cliente e apresentar o passaporte. Você ganha um caderninho com vouchers de desconto da maioria das lojas.

Uma boa dica pra almoçar lá é o Johnny Rockets, que tem sanduíches deliciosos e um milkshake fabuloso. Há outras opções, de lanches e de restaurantes, mas curtimos muito a nossa escolha. Ainda mais pelo ambiente anos 1950 e pela trilha sonora.

O ambiente do Johnny Rockets

Fizemos as compras e foi bem vantajoso. Leo comprou uns três casacos bem bonitos e super em conta. Eu achei uma carteira de uma marca mega famosa por U$10 (e comprei porque é uma carteira linda e estava uma pechincha - aqui no Brasil o valor ultrapassa três dígitos). Também compramos roupas e, na loja da Disney, presentes pras Laura e pra Flavinha.

Eu, descabelada, e a Marie, presente da Laura
Outro ponto comercial que queríamos visitar era a B&H Photo e Video. Mas era feriado judaico e ela estava fechada - a loja só voltou a funcionar no domingo, dia 29 de setembro. O objetivo inicial era comprar uma câmera lá. Mas acabamos fazendo um ótimo negócio na Best Buy da rua 23. Também fomos à Macy's, que fica a um quarteirão do hotel. A loja é enorme e tem um milhão de coisas. Mas achei muito confusa e os preços não estavam lá essas coisas. Leo acabou comprando um casaco lá (ele é o cara dos casacos, hahahaha). É bom procurar o mezanino do primeiro andar (atenção, não é o andar 1/2 do elevador, é o mezanino no primeiro andar) e apresentar o passaporte. Você ganha uma ficha de desconto de 10% para qualquer compra lá, durante um mês.

Estávamos perto, também, do Manhattan Mall. Lá compramos Victoria's Secret de presente para pessoas queridas e roupas na JCPenney. Outra loja perto que fomos foi a Old Navy, que pertence à GAP.  Um arrependimento foi não termos nem entrado na H&M, que ficava a um quarteirão do hotel.

No geral, achei que algumas coisas não valem a pena. O iPhone 5, por exemplo, estava o mesmo preço que no Brasil. Idem para perfumes e algumas roupas (camisetas Nike são mais baratas aqui, assim como roupas esportivas em geral). Minha ideia era comprar um Kindle, mas acabei desistindo: mesmo preço no Brasil. Cosméticos, em geral, eu achei mais baratos lá. Mas como não sou a louca dos cosméticos (embora digam o contrário), comprei pouca coisa. O principal foi o Porefessional da Benefit, que no Brasil custa R$145 e lá é U$30: dois lá saem pelo preço de um aqui. A câmera do Leo acabou sendo uma boa compra também.

O paraíso do Leo

No quesito cerveja, Leo foi a um supermercado com uma área de bebidas bem sortida (como diria Tia Ylza). Ele trouxe bastante coisa a preços bem melhores. Por exemplo, uma garrafa de Rogue, que aqui não custa menos de R$60, estava lá por R$10.

A maior compra que fizemos foi na Duane Reade, uma rede de farmácias que tem em todos os lugares. Acha-se de tudo por lá. Mas o que mais compramos mesmo foi bandagens, porque ficamos com todas as bolhas do universo nos pés. E experimentamos vários tipos de bandagens diferentes. Ajudou um pouco na dor, mas o que valeu mesmo foi furar as bolhas e passar a pomada antibiótica que levamos.

Como compras não foi nosso objetivo principal, acho que foi uma boa equação. Gastamos menos do que prevíamos, o que é sempre bom. E não viemos carregando o mundo - ops, só um mundo de cerveja :-)

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...