quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Minimalizando

Já faz um tempo, coisa de dois ou três anos, que tenho procurado algumas formas de ser mais organizada. É, eu sou mega bagunceira. A primeira vez que tomei consciência disso foi no meu segundo estágio remunerado, numa assessoria de imprensa. A dona da agência foi comentar a personalidade de cada uma das três pessoas que trabalhavam com ela e disse que eu era a mais bagunceira. A partir daí, tentei ser mais organizada, mas não consigo. Especialmente no trabalho. A minha mesa é a mais cheia de livros, cadernos, papéis e coisas espalhadas.

Procurando referências, achei o site mais legal da vida, que é o Vida Organizada, da Thaís Godinho. Já até falei aqui de outros sites de organização que moram no meu Reader. E foi lendo esses sites que cheguei ao minimalismo, que é sobre o que eu quero falar hoje.

O minimalismo, grosso modo, é tentar viver com menos. Com bem menos, na verdade. Porque carregamos muita coisa na vida que não precisamos. Guardamos um monte de coisas que não precisamos guardar. Temos memórias afetivas com coisas meio absurdas e elas ficam entulhando nossos armários. Quem pratica o minimalismo entende que juntar tralhas é como juntar um monte de coisas sujas, velhas e empoeiradas na alma. E que se livrar das tralhas é se livrar de um monte de coisas que fazem mal a nós.

Eu não estou preparada para ser minimalista. Talvez nunca esteja. Mas tenho me empenhado.

A primeira coisa que fiz para dar um passo microscópico em direção ao minimalismo foi tratar de me desfazer de uma das coisas que mais gosto na vida: meus livros. Sempre fui acumuladora de livros. Cresci numa casa em que meu avô tinha uma biblioteca, meu padrinho tinha uma enorme biblioteca, meu tio tem uma biblioteca. Sempre quis ter a minha. E sempre cuidei dos meus livros com muito carinho.

Mas aí decidi que ia passar um ano sem comprar livros. E burlei a decisão quando conheci o site Trocando Livros. Foi o primeiro passo. Para entrar um livro novo, outro tinha que sair. E assim tirei de casa aqueles livros que não me davam mais tanta vontade de ler. Livros que eu dificilmente leria de novo. Depois comecei a vender pela Estante Virtual. E até fiz uma graninha. Mas parei. Agora, meu propósito é doar o máximo possível. Sempre doei, mas em geral livros repetidos. Ou que eu tinha odiado. Hoje, estou me esforçando para tirar de casa o maior número de livros possível. Aqueles que, por mais que eu tenha gostado, não vou ler de novo. Porque reler é muito bom, mas ocupa o lugar de uma história nova, e há tanto, mas tantos por aí para serem conhecidas...

Já mandei livros pra várias bibliotecas de Ouro Preto. Já doei pra familiares. Já dei de presente para amigos. E as estantes continuam abarrotadas! Mas vai melhorar.

Enquanto me viro com o excesso de livros, fico lendo sobre o minimalismo e pensando onde mais posso aplicá-lo na minha vida. Vou investindo, porque ainda há tempo de ser feliz com menos.

Para ler mais sobre o minimalismo:
Minimalizo
Vida minimalista

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...