sábado, 14 de setembro de 2013

Livro: O livro da ignorância generalizada

Minha história com esse livro começou no Fórum das Letras de 2012, aqui em Ouro Preto. Havia, na programação, uma série de debates sobre como se faz um livro, e um deles era sobre as capas de livros. Um dos participantes era o capista da editora Record e ele mostrou o processo de trabalho de capa para vários volumes. O livro da ignorância generalizada era um deles. Se estou certa, o nome do moço era Leonardo, e ele falou que foi difícil chegar a essa capa porque ele e o editor não entraram em acordo logo. Coisas do trabalhos dos designers... Daí que fui na abertura do café da Set Palavras e vi esse livro ali, na estante bem ao lado da minha mesa. Estiquei a mão, peguei o livro, abri na primeira página e comecei a ler. Acabei trazendo ele pra casa.

O livro é um compilado de 230 perguntas para as quais o senso comum dá uma resposta X. E, na verdade, a resposta não é aquela a qual estamos acostumados. Por exemplo, a pergunta que abre o livro é: "quantas mulheres teve Henrique VIII?". Quem estudou história no colégio deve saber que foram seis, não é? Bom, os dois autores dizem que não: foram duas. Porque Henrique VIII e a Igreja Católica declararam alguns desses casamentos como inválidos, ou seja, como não existentes. E houve uma anulação e uma espécie de punição de uma das esposas, que perdeu esse título. Então, tecnicamente foram duas mesmo.

A tônica o livro é essa: apresentar coisas que nosso senso comum nos acostumou a ver de um jeito mas que, na verdade, são outra coisas. Outro exemplo é o modo como os imperadores romanos sinalizavam a morte de um gladiador. Estamos acostumados a pensar que é com o polegar virado para baixo, mas na verdade é com o polegar para cima - isso significava a espada. Para salvar o gladiador, o imperador deixava o polegar paralelo ao chão, significando que a espada estava abaixada.

E tem várias outras perguntas, sobre ciências, história, descobertas. Não é um livro para se adquirir conhecimento. É mais para fazer uma ou outra brincadeira com amigos no bar, brincar com os sobrinhos. É o que eu costumo chamar de literatura de banheiro. Se vc deixar o livro lá no banheiro, muita gente vai se divertir com ele.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...