domingo, 1 de setembro de 2013

Filme: Tão forte e tão perto

Extremely Loud & Incredibly Close - 2011 (mais informações aqui)
Direção: Stephen Daldry
Roteiro: Eric Roth, Jonathan Safran Foer
Elenco: Thomas Horn, Tom Hanks, Sandra Bullock

Estava meio relutante em ver este filme. Tinha visto o trailer e não me comovi. Acabei indo porque o cinema é aqui pertinho e é bem em conta. E não gostei.

É a história do garoto Oskar Schell, que tem um grau leve de autismo (acho que é Asperger). Ele é filho de Thomas (Tom Hanks) e Linda (Sandra Bullock). O pai está no World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 e, ao perceber que pode morrer, liga para casa e deixa um recado na secretária eletrônica. Oskar tenta viver com a ausência do pai, mas a dor é tão grande que ele vai tentar fazer alguma coisa. Mesmo com suas limitações, ele caminha por toda Nova York para tentar encontrar pistas do pai e, assim, diminuir a dor da ausência. Grosso modo, é o que os psicólogos chamam de "viver o luto".

O que não gostei foi este ter sido um filme feito para comover, para fazer chorar. Cada passo de Oskar na rua, cada vez que ele recorre ao colo da mãe, a relação com a avó, o refúgio no quarto e seus mapas, tudo milimetricamente calculado para te fazer chorar. E eu morro de preguiça de ser joguete de um diretor.

Claro que todo filme é milimetricamente calculado. E é louvável quando esse cálculo é sutil. Se a sutileza fosse o forte desse filme, iria fazer uma grande diferença. Porque a história é bacana, os atores são bons, o desfecho é interessante. Ia emocionar por si só, sem forçar a barra melancolicamente.

Enfim, vale naqueles dias em que tudo o que se quer é se desmanchar em lágrimas. E só.

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Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...