domingo, 4 de agosto de 2013

Livro: Um passarinho me contou

Sou fã incondicional do Twitter. Muito, mas muito mesmo. Pra mim, não tem nada melhor no mundo nas redes sociais. Porque o Twitter é democrático, acessível, direto, um mar de informações (boas e ruins, claro), um monte de ideias novas, muita gente interessante. O trabalho não tem me deixado ficar muito tempo à disposição da ferramenta, mas continuo sendo leitora fiel. Abro o Hootsuite (que é o melhor gerenciador do Twitter que eu conheço) assim que chego no trabalho e fecho quando estou indo embora. Estou sempre com ele aberto quando estou vendo um jogo de futebol ou de vôlei, e até quando vejo novela, porque acompanhar os comentários de novela no Twitter é muito divertido.

Quando a Bel comentou comigo sobre o livro Um passarinho me contou, da Rosana Hermann, fiquei bem interessada em ler. A Rosana é uma pessoa bem singular. É formada em Física, mas vive no mundo do jornalismo. Tem conhecimento de tudo pra dar e vender, é uma pessoa multiconectada, que acompanha todas as novidades do mundo virtual e mantém o pé no chão de uma forma admirável. Sigo ela há uns bons anos, antes do Twitter e na ferramenta desde sempre, acho.

No livro, Rosana desvenda o passarinho azul. Fala sobre as principais questões que envolvem a ferramenta, para qualquer pessoa que se aventure a criar uma conta. Com uma linguagem leve e envolvente, ela fala de aplicativos, de eventos, de vaidade, de hackers, de erros e acertos, de possibilidades. Uma delícia pra quem gosta do Twitter e pra quem trabalha com ele. E conta histórias e casos e conhecimentos que só puderam acontecer porque quatro amigos decidiram criar o site e se abriram para receber o uso que foi feito dele. Como o caso do RT, que não foi uma possibilidade do início, pensada pelos criadores, mas algo que veio dos próprios usuários.

"Mas o mais bonito do Twitter, acho eu, é aprender o que há tantos anos os budistas nos mostram: só existe o agora. O passado já foi, o futuro não veio. O agora é tudo o que temos. E o Twitter é exatamente isso, um agregador de centenas de milhões de pessoas reportando o agora, tuitando o mesmo momento". Lindo isso, Rosana.

Mas a Rosana não fala só do lado bom do Twitter. Ela também fala de como a rede (todas as redes sociais, na verdade) têm a capacidade de transformar quase tudo num ringue, "mesmo quando as pessoas não estão brigando". Pois é, né... nem numa coisa bacana nós perdemos a capacidade de achar que estamos sendo ofendidos...

Vida longa ao Twitter!

_______________
Aline, que prefere ser chamada de Lile. Ou de Nine...